Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

terça-feira, 31 de agosto de 2004

Dia inteiro em casa e umas bronquinhas me esperando no jornal. Isso me irritou, mas tá tudo bem. Só esse desânimo, essa vontade de chorar, essa saudade, essa mágoa... Nada disso quer ir embora. Estou fazendo uma matéria legal no jornal, mas não sei se ela vai sair. É sobre o livro da Jacqueline. Amanhã vou na natação, o que não faço há uma semana. Agora meu irmão comprou uma esteira e eu posso dar uma corridinha no dia que eu não tiver natação. Massa gorda, nunca mais! Bem, é notório que estou sublimando tudo na prática esportiva né. Empolguei com a Olimpíada. Falando em Olimpíada, tenho visto todos os programas pós-Olimpíada que eu posso. E guardei todos os jornais do período olímpico para dar uma olhada depois, para amenizar a abstinência. Vi o Ricardo e o Emanuel numa entrevista e reafirmei minha admiração pelo Emanuel. Vi também a Flávia Delaroli, o Leandro Guilheiro e a Daiane. Aliás, o Leandro Guilheiro é LINDO... Bonitinho pra caramba! Ele, o Alessandro Fei (da seleção italiana de vôlei) e o Marat Safin (tenista russo) foram os caras mais bonitinhos de Atenas. É claro que eu tinha que ser tosquinha e eleger os mais bonitos das Olimpíadas. Isso porque eu ficava implicando com o Tião dizendo que ele só colocava bunda de mulher no caderno das Olimpíadas. Até falei pra ele colocar também uns caras (de preferência esses aí) sem camisa e tal, mas ele não quis. Injustiça! Mas é assim mesmo... O Lance! também vive cheio de mulher pelada estampada no jornal... É por isso que o jornalismo esportivo é essa m... que é. Daí o pessoal fala que é irreverência, matéria diferente e tal. Mas dá uma olhada na matéria do Túlio que saiu no DM e naquela do Alex Dias que a Lourdes e eu fizemos... Fala sério!

domingo, 29 de agosto de 2004

Estou feliz, triste e cansada. Feliz porque o Brasil é medalha de ouro no vôlei masculino em Atenas. Triste porque as Olimpíadas acabaram hoje. E cansada porque viajei para fazer matéria. E para fazer a melhor matéria do mundo. A matéria da família do Dante assistindo à final olímpica. Foi brilhante, o Dante jogou super bem, o Brasil é bi e a Itália ainda vai ficar pelo menos mais quatro anos sem título olímpico algum. Eu sei que é clichê, mas é uma sensação inefável. Um misto de orgulho, felicidade, alívio, etc. Foi lindo, o Dante dedicou o título pra família (e pro povo brasileiro também) e eu encontrei todo mundo lá em Itumbs. Chorei pra caramba! O jogo foi muito bom e o Brasil é o melhor time do mundo. Dedicar o título para o Henrique foi lindo. Sempre adorei o jogo do Henrique e fiquei mó triste quando ele foi cortado. E assim como na Liga os jogadores lembraram do Nalbert quando conquistaram o título, fizeram o mesmo com o Henrique agora nas Olimpíadas. É um time perfeito e será tricampeão em 2008. É isso aí Lidinha, Lourdes e Luiz. Dá-lhe Brasil!!!!

Bem, vou ficar alguns dias órfã de Olimpíadas, mas depois passa. As principais lembranças nem sei se consigo enumerar aqui. A semifinal do vôlei feminino que o Brasil perdeu para a Rússia (muito injusto), a Mari que jogou muito mas vai ser crucificada por causa da semi e vai dar a volta por cima em 2008 (já faço previsões inclusive), o Michael Phelps ganhando tudo (mas não tudo o que todos esperavam), o basquete dos Estados Unidos dando vexame (ficou com o bronze), as medalhas do Brasil (quatro de ouro, três de prata e duas de bronze), a Daiane, e tudo o mais.

sábado, 28 de agosto de 2004




Eu era uma criança, mas ainda tenho a mesma posição daquela época em relação ao amor. O que isso quer dizer? Que eu não acredito nele. Concordo com João Gilberto: "amar é tolice, é bobagem, é ilusão". Só tive relacionamentos efêmeros até hoje, nunca completos, intensos. Não acredito nesse tal de amor romântico: só no amor de família e de amigo. Gosto de relógio no braço direito e de pulseira no braço esquerdo, apesar de não usar relógio há um tempão. Melhores coisas: cachorro quente, natação, jogo na TV, jogo no estádio, festa, música que eu gosto, show de palco (como diria Mila), beijo, chocolate, livro, cama, óculos escuros, e-mail, carta, mensagem, tênis (o calçado, não o esporte), conversa fiada, televisão, telefone, pão- de-queijo com café, cachorrinho, fotografias... Piores coisas: saudade, dor, fofoca, jornal, música que eu não gosto, raiva, acordar, pessoas, sedentarismo, ficar gorda, perfume, incompreensão, amor...

Desculpem! É que eu precisava falar um pouco sobre mim. Comprei um óculos de natação, mas agora só vou nadar na quarta-feira. Problemas fisiológicos. Hoje fui numa palestra de natação master, que achei mó bacana. E estou indo agorinha para Itumbiara. Vou fazer matéria com a família do Dante, assistir o jogo com eles, essas coisas. Não sei se vai dar certo. Torçam. E leiam depois.

terça-feira, 24 de agosto de 2004




Minhas aventuras olímpicas continuam. Desde o dia 11 só faço chorar. Chorei pela Daiane que não conquistou medalha, chorei com a filhinha do Giba, com Adriana e Shelda, com o Nalbert que entrou no jogo contra a Itália, com a despedida do Gustavo Borges, chorei muito mesmo com o Flávio Canto, mais ainda com o Carlos Honorato, chorei quando Ana Paula e Sandra foram desclassificadas, quando o Michael Phelps ganhou medalha, quando o Ian Thorpe ganhou dele, quando o Robert Scheidt ganhou o ouro... Já é o 13º dia de competição e eu já tô chorando porque tá acabando. Mas tudo bem.

Fui pra Itumbiara no fim de semana. Foi bom demais, mas foi muito rapidinho. Ou seja, rapidinho voltei para Goiânia e para o jornal. O jornal que está a cada dia pior. A editoria tá meio sem graça sabe... O meu editor nem conversa comigo sobre nada mais, nada de pauta, nada de sugestão. É só fechar o caderno de olimpíada, que a gente não faz nada. Pega tudo de agência. Até é o certo, mas dava pra gente, sei lá, fazer uma análise do negócio e tentar fazer algo nosso. Daí fica só um espacinho para todas as notícias do esporte local e eu escrevo super pouco. Tô até imaginando depois, como que vai ser quando os Jogos acabarem. Um monte de matéria pra fazer e vamos ter que tirar o atraso.

Ontem tive uma surpresa. Que eu gostei e não gostei ao mesmo tempo. Gostei porque é de uma pessoa que eu adoraria ter mais contato, mas não gostei porque tenho medo de ter tanto contato assim. Ai, os velhos grilos de sempre, que eu tô louca para que não incomodem mais e eu possa aproveitar o que eu sei que no fundo é o que eu quero.

Adorei os comentários no meu blog. Mãe Rafaella, pode ficar tranquila que está tudo bem comigo. Não consegui mandar mensagem no seu celular pela internet. Acho que não dá mais pra mandar mensagem pelo site da Vivo. E a Ágatha tem razão com o negócio de ter cuidado com o cabelo por causa da natação. Obrigada pelo toque, Ágatha... Sabiam que o meu cabelo era verde quando eu treinava natação na adolescência? É que eu era mais loirinha e o cloro fazia meu cabelo ter uma coloração meio esverdeada. Eu nadava pra caramba, todos os dias, fins de semana, feriados.. E o cabelo virava um trouxinha...

sexta-feira, 20 de agosto de 2004




Estou no jornal e vou para Itumbiara amanhã cedo. Bom para descansar, mas encarar essa estrada ruim é dose. Espero estar de volta já no domingo, porque tenho natação na segunda de manhã e tem uma reunião com o Seu Batista às 13h30. A melhor notícia de todos os tempos é que eu voltei a nadar. Estou fazendo aula de manhã, três vezes por semana, lá na Vila Olímpica. Muito bom e estou orgulhosa de mim mesma. Ó, que lindo! Vou escrever só um pouquinho e não entrar em detalhes porque estou com preguiça. Peguei meu álbum de formatura e estou com ódio dele. Tem foto desfocada e de olhos vermelhos. Povim ruim de serviço viu!??!

Amanhã (sábado) estréia o programa da minha irmã Maria Cristina. É o 870 bpm, sobre música eletrônica. Das 18 às 19 horas, todos os sábados. Ouçam. Rádio Universitária, 870AM! Boa sorte Marica e Lud com o programa...

domingo, 15 de agosto de 2004




Aqui estou de volta ao meu blog. Depois de muito tempo sem atualização, dou sinal de vida para contar minhas peripécias, no momento, olímpicas. Eu sei que todo mundo gostou do meu último post um tanto quanto meloso e piegas, mas vamos deixar de lado esse espírito romântico e essas inquietações do coração, que eu acho que são perfeitamento controláveis. E espero que desta vez seja também...

Hoje é domingo e eu estou no jornal. É meu fim de semana de trabalhar e hoje vou no jogo do Goiás. Comecei ontem (sábado) minha maratona olímpica: jogos de madrugada, escrever rapidinho pra poder ficar vendo jogos e provas, ler tudo o que eu consigo sobre os Jogos de Atenas... Também né, pudera. Esperei o ano todo para poder ver as Olimpíadas. Esta noite assisti a Polônia bater a Sérvia e Montenegro por 3 a 0. Detalhe: a Sérvia é a atual campeã olímpica e favorita ao ouro neste ano. Nem acreditei no jogo que vi. Os poloneses jogaram muito e a Sérvia errou demais também. A Polônia nem parecia aquele time frio e sem vibração que veio jogar aqui em Goiânia em 2002. Comemorou muito, vibrou muito e destruiu a Sérvia. Parece que tem uns jogadores novos, que deram uma arejada na seleção. Só que parece que eles não têm muitas bolas de meio, a variação de jogadas é falha. Os dois times forçaram muito as bolas na ponta e é bom prestar atenção nisso para a próxima fase do torneio de vôlei.

Daí hoje de manhã vi o Brasil ganhar da Austrália, depois de um susto no primeiro set. Foi bom o jogo, mas tive medo pelo que o Brasil jogou nos dois primeiros sets. A Austrália jogou bem, mas no fim deu Brasil. Os jogos na Globo estão sendo comentados por Tande e Leila. Eu acho mó engraçado. É isso aí: não consegue se classificar ou é cortada da seleção, pode ir pra Grécia como comentarista. Bem, eu implico mesmo com a Leila. Achou que estava podendo e veio o corte justo. Depois ela ainda tentou fazer um lobby pra todo mundo questionar a decisão do José Roberto Guimarães, mas não conseguiu. É que ela não pediu a ajuda da lobista-mor Fernanda Venturini (isso foi pra implicar a Polly, que é fã da mulher). Do Tande eu sou fã, mas a verdade é que ele montou uma dupla no começo do ano por pressão de patrocinador e não conseguiu se classificar junto com Franco. Mas também as outras duas duplas (Márcio e Benjamin; Ricardo e Emanuel) já estavam praticamente garantidas.

Bem, por ora é só. Essas foram minhas aventuras olímpicas. Ah! Me apaixonei pelo Michael Phelps, que é um fenômeno, mas é feio que dói. Acho que o cara não vai conseguir ultrapassar o recorde de Mark Spitz, de sete ouros e sete recordes, mas vai ser o nome desta Olimpíada.

Depois de tanto tempo sem postar nada aqui, nem falei do Go, do Dia dos Pais com meu pai que veio pra Goiânia e de outras coisas. Mas não vou voltar mais. Espero só ter mais tempo para escrever mais aqui.

quarta-feira, 4 de agosto de 2004




Quem é você que me surpreende a todo momento? Cada palavra, gesto, música, grito, olhar... Não me ajuda em nada saber quais os seus pensamentos, seja lá por que meio for. Isso só me deixa cada vez mais confusa. A única certeza: incredulidade. Não acredito em você, por mais que eu me esforce. Tudo o que queria ouvir (ou ler), eu já o fiz, mas não consigo acreditar em você, que faz de tudo para que isso aconteça. Te conheço e isso te condena. Mas te conheço sem te conhecer. Só sei o superficial, mas isso já é o bastante para me manter afastada... Não conheço seu jeito, suas histórias, seus beijos e abraços, sua rotina, suas preferências, suas cores, seus vícios, suas manias, suas reações, seus programas... E como gostaria de viver tudo isso. Mas acho que não conseguiria. Também não sei se você deixaria. Como não te conheço tanto assim, como saber o que realmente você quer?? Tenho medo de você, mas ao mesmo tempo em que me assusta, você me encanta mais. E cada dia mais...