Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

quinta-feira, 28 de outubro de 2004

Sabe quando alguma coisa tem tudo para dar certo e dá errado? Foi isso o que aconteceu com minha matéria com o Washington, o artilheiro do Brasileiro que joga no Atlético-PR. O time está treinando aqui para enfrentar, também aqui, o Internacional sábado que vem. É que eles perderam o mando de campo em dois jogos, e como já estavam aqui para jogar (e perder) contra o Goiás... Eis que chego na redação ontem disposta a fazer A matéria com o cara. Falei com a assessora e fui ao treino. Alguns minutinhos de espera para o Washington atender os repórteres do Paraná e começamos a conversar. O cara é show, muito simpático, sorridente e legal à beça. Conversou sobre o time, a artilharia, o Levir, o Dagoberto e... o coração. Ele teve um problema no coração em 2002 e uma matéria da Veja contou a história toda semana passada. É claro que esse era o assunto principal da entrevista né... E a gente conversou um montão sobre isso, ele falou de boa e deu boas risadas com alguns comentários e perguntas. Fiz um entrevista ping-pong (pergunta e resposta direto) mas a parte em que ele fala do coração ficou por último. Eu devia ter invertido a ordem das questões. Simplesmente só uma pergunta sobre o drama dele saiu, o resto foi cortado. Raiva! Raiva! Raiva! Raiva nem tanto pelo corte da matéria, mas pela minha burrice e falta de noção para destacar o negócio. A edição ainda deu a entender que o cara é o maior antipático do mundo, o que nem de longe é verdade. Estou envergonhada com a matéria e tristinha com o resultado. Ainda mais depois da matéria linda que o Jânio soltou no Popular. Tenho que, nessas horas, demonstrar um mínimo de amadurecimento profissional, sabe. Ter o feeling e mudar a ordem das coisas, parar de ter dó dos meus textos... A Marô disse que a gente aprende muito com essas coisas que acontecem, mas eu não queria que tivesse acontecido.

domingo, 24 de outubro de 2004

Que coisa mais linda foi o show da Maria Rita. A mulher é linda, mais linda quando sorri, canta muito, conta umas historinhas e faz um show muito bacana. Eu gostei muito dela cantar duas vezes minha música preferida "Cara Valente", mas todas as outras foram muito legais. A Lourdes e o Leo amaram "Santa Chuva" e tenho que concordar que foi muito bonito. Parece que foi a música em que ela foi mais expressiva e interpretou a canção de verdade, apesar de ela fazer isso o tempo todo. "Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone..."; "Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu. Me diz. Foi só o amor ou medo de ficar sozinho outra vez. Cadê aquela outra mulher..."; "Êê, ele não é de nada. Oiá, essa cara amarrada é só, um jeito de viver na pior..." Uma coisa legal foi ela apresentar todas as músicas, contando história dos compositores, como Lenine e Cláudio Lins. Legal mostrar que foram eles que fizeram as músicas.

sábado, 23 de outubro de 2004

Quero, no fim da tarde, caminhar na Beira Rio. Quero ter um emprego comum. Quero gostar de música sertaneja (mas acho que posso pular essa parte). Quero namorar alguém e passear pela cidade. Quero me casar na Catedral Santa Rita de Cássia. Quero me casar no cartório do Carlos Henrique. Quero comprar livros na Agência Recreio, e não encontrar tudo o que encontro por aqui. Quero ter primas por perto, assim como pais e mais tios. Quero ler na varanda, ter espaço para tomar ducha no terreiro. Tomar sorvete na Sideral. Quero dançar na Luna e assistir às estréias de cinema muito tempo depois. Quero ir comer no Valdevique ou no Arvoredo. Quero ser amiga de alguém que estuda na Ulbra e fazer da faculdade um programa ótimo de fim de noite na hora do intervalo. Quero ter um cachorrinho e ficar perto dele. Quero voltar para tumbiara.

Saldo negativo da minha viagem para Itumbiara: um dos meus cds preferidos, o do Foo Fighters, ficou em Monte Alegre de Minas. Esqueci lá... Raiva!!!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2004

Final de semana em Itumbiara para recuperar as energias. E a melhor coisa ainda foi dar um pulo em Monte Alegre de Minas, cidade natal da minha mãe que fica a uns 80 quilômetros de Itumbs... Lá foi tudo de bom. Um primo de Belo Horizonte estava lá e convocou todo mundo para passar o domingo. Muitas novidades, muitos tios e muita comida. Passeios na avenida principal e no clube (que lá eles chamam de piscina). Vou falar uma coisa viu... Todo mundo merece essa vida de cidade pequena. Acho que na minha profissão não dá para buscar esse tipo de refúgio, mas em outras dá sim. Os problemas de cidade pequena podem ser resolvidos facilmente. O caso de Monte Alegre, por exemplo. Opções de lazer e compras dá para encontrar em Uberlândia, que é lá pertinho. Uma vez a cada dois meses, ou uma vez por mês, dá para ir a Goiânia ou Belo Horizonte para passear em algum lugar maior. E sintonia com o mundo dá para resolver com internet. Vou pensar seriamente em fazer Direito, passar num concurso, ser uma delegada, um juiz, um oficial de justiça em algum lugar assim e ter uma vida melhor...

Em Itumbs, tudo na mesma. Vi uma competição de natação da minha antiga academia e encontrei muita gente bacana: Paulo, Maloca, Careca, Bruninho, Emiliana, Jandinho... Não saí à noite e nem encontrei todos da minha família, mas falei com Carlinha, de quem estou morrendo de saudade. Só não encontrei a pessoa que eu queria, mas já entendi tudo e não quero mais ver também. Ganhei três cds novos e fui no oftalmologista. Descobri que não estou mais cega, o meu grau não mudou e meus olhinhos estão em perfeita saúde. Meu médico só me disse que eu tenho que ter uns momentos de relax durante o dia, minutos para descansar as vistas e a cabecinha. Viu, povo do jornal! Mas continuo achando que o maior diferencial das minhas idas em Itumbiara é o cardápio: peixe assado no jantar, peixe assado no almoço, Mãe Benta da minha tia, pastel de feira, pastel do Trevão... Tudo de bom!

segunda-feira, 18 de outubro de 2004

"Uma das coisas legais com as músicas dos Beatles é que muitas vezes elas realmente parecem resistir ao teste do tempo, e esse é um exemplo de canção que fica cada vez melhor." - Sir Paul McCartney, na sua biografia, se referindo à música "The continuing story of Bungalow Bill", que é uma música que John fez em defesa dos animais, uma coisa assim... As músicas dos Beatles são realmente atemporais e nem é preciso dizer isso porque todo mundo sabe... Cara, até o Delson lá do Vila canta Beatles (com aquele inglês super fluente né)... Por isso, vou colocar aqui algumas das minhas preferidas. Se é que dá pra escolher as preferidas do quarteto mais fantástico de todos os tempos...

- From me to you
- Eleanor Rigby
- Revolution
- Ticket to ride
- Taxman
- Please Mr. Postman
- Day Tripper
- Blackbird
- I´m a believer
- Lady Madonna

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Just get yourself high. Simplesmente o melhor show de todos os tempos vai rolar quarta-feira em São Paulo: Chemical Brothers no Brasil. Se eu pudesse, dava tudo para ir. Mas não tenho dinheiro e muito menos folga. Ou não tenho folga, muito menos dinheiro. Nem sei mais. Só sei que queria muito estar lá. O show vai ser no Pacaembu, pra muuuuita gente. Eles são a duplinha mais conhecida da eletrônica atualmente né... Atualmente e sempre. Fizeram o negócio para o povão mesmo e são super populares. Tom Rowlands e Ed Simons. Eles têm quatro discos e outro deve sair do forno em breve. A última vez em que estiveram por aqui foi em 1999. Acho que vou ter que esperar mais cinco anos para pensar em vê-los novamente!

terça-feira, 12 de outubro de 2004

Pra mim, os chinelos têm que ficar do ladinho da cama. Os meus ficam. Às vezes dou de cara com eles na sala (do lado do sofá), ou debaixo da mesa da cozinha (mania de sentar e cruzar as pernas em cima da cadeira; depois os chinelos acabam ficando por lá, esquecidos), ou dentro do banheiro. Nunca os deixo no meio do corredor...

As coisas têm seus lugares certos e se não estão lá, eu piro. Os meus cds por exemplo são organizados em duas pilhas. A primeira pilha é só de caixinhas, porque alguns cds ficam na minha case direto. Daí quando tenho que trocar alguns cds na case (conforme a ocasião, a festa ou a viagem), não preciso ficar procurando a caixinha entre todos os outros discos. Vou direto na pilha só de caixinhas, que a caixinha em questão certamente estará lá. A outra pilha é de caixinhas com seus respectivos cds dentro. Outros cds, os que não escuto muito, não ficam no rackzinho do meu som e sim na estantezinha, mais longe da cama.

Meus dvds ficam no rackzinho da televisão, mas não gosto muito de deixá-los lá, porque dá a impressão de que eles estão abandonados. E eu morro de ciúmes deles. A televisão que tem o dvd fica no quarto de estudo do meu irmão e eu quase não vou lá. E aí eu fico pensando que eles ficam lá sozinhos e qualquer pessoa pode chegar e mexer.

Outro dia organizei meus negativos dentro de uma caixinha (que tem o formato espichadinho). Achei o máximo quando minha mãe estava lá em casa uma vez e a gente queria os negativos da minha formatura para ampliar algumas fotos. Daí eu pude dizer à minha mãe, com um certo ar de menina-super-organizada: "Mãe, esses negativos devem estar no meio das suas bagunças lá em Itumbiara. Até me lembro de tê-los deixado por lá. Se estivessem aqui, estariam aqui nesta caixinha com certeza, porque é SÓ aqui que guardo TODOS os meus negativos".

Quem lê aqui até pensa que meu quarto não é a bagunça geral que é...

domingo, 10 de outubro de 2004

Músicas que estou ouvindo no momento... Nossa, faz tempo que não compro cd, que não mando um mail, que não recebo um, que não falo com a Camila e com a Pri, que eu não assisto filme, que não como gelatina, que não falo com vovó, que não vou na minha tia (mas vou lá hoje dormir com minha priminha e minha avó), que não vou ao clube... Mas esses dias eu comi aquela pipoquinha do saquinho rosa, que é ruim à beça mas a gente gosta. Enfim, vamos às músicas que estou ouvindo no momento:

# Build it up, tear it down - Fatboy Slim
# Refazenda - remix de Marcelinho da Lua para a música do Gilberto Gil
# Amores imperfeitos - Skank
# Near to you - Teenage Fanclub
# Accidentaly in love - Counting Crows
# Tonight - Sixpence None The Richer

Acho que são essas. Na real, é muito clichê escrever um post com as músicas que a gente está ouvindo no momento. Mas eu estou sem assunto, não estou nem aí em parecer clichê, eu sou clichê mesmo, quero ser mais ainda e estou sofrendo com a ansiedade e com a vontade de dar tudo certo e com o medo de dar tudo errado e com a incerteza e com a dúvida se eu devo ligar ou não.

E só para desmentir o meu último post, o Thiago Pereira foi lá e levou o ouro nos 200 m medley. Não vi, só li notícia, mas achei lindo. Tenho vontade entrevistar o garoto. Também gostaria de entrevistar a Mari, do vôlei. Nossa, tem tanta gente que eu gostaria de entrevistar. Nílton Santos é o que eu mais queria...

sábado, 9 de outubro de 2004

Vi você do outro lado da rua. Mas não é só essa distância de cerca de dez metros que nos separa. Um pequeno ser, um compromisso e uma estrada também. Foi um encontro, de qualquer maneira. Sei que você também me viu, mesmo fingindo que não. Você sempre faz isso, eu sei.

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O Mundial de Natação em piscina curta de Indianápolis é tudo o que há de mais lindo. Eu estava assistindo ontem e comentando com o meu irmão. Nossa, tudo perfeito! A cerimônia de premiação é linda, o Michael Phelps fica comentando na televisão americana, todo mundo quebra recorde, as disputas são incríveis... e o Brasil não ganha nada. Ontem ganhou um bronze no revezamento, mas eu fiquei com raiva daquele Rafael Mósca, que decretou o bronze do Brasil quando o time ainda podia lutar pela prata. Tem uma bandinha (hahahaha, na real é uma orquestra) que canta o hino na hora de receber medalha. É lindo e eles já devem estar cansados de tocar o hino dos Estados Unidos. Já devem estar até aperfeiçoando, testando novos arranjos e tal.

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Semana que vem tem um rali aqui em Goiânia da Mitsubishi. Eu até queria fazer as matérias, mas pretendo ir para Itumbiara. Tem um campeonato da minha antiga academia lá e é em homenagem a uma garotinha que morreu, a Natanny. Prometi aos meus técnicos que eu ia, mas eu quero mesmo ir. Tomara que dê certo!

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

Quando eu venho para Itumbiara, tenho muito tempo para pensar nas coisas durante a viagem. São 204 quilômetros e dura quase três horinhas. Dessa vez eu não vim sozinha. Vim de carro com meu irmão. Então a gente veio conversando. Daí a gente veio falando do passado (a Maria Cristina vai gostar disso). Então fiquei lembrando da época do colégio e dos meus professores.

Professores que são responsáveis pelo que eu sou hoje. O colégio da minha vida foi a Cooperativa de Ensino de Itumbiara. Minha mãezinha trabalhou no colégio desde a fundação, no esquema de cooperativa mesmo. Era uma cooperativa de pais, que participavam da vida escolar dos filhos, rateavam as despesas com educação, escolhiam os professores e tudo o mais. Daí no terceiro ano tive que sair. Quase morri! Fui para uma escola em que não conhecia quase ninguém, os professores eram chatos ou burros... Lembro da minha teacher Arlete, a pessoa que mais saca de língua portuguesa e literatura que eu conheço. Ela que me emprestou a coletânea de Shakespeare dela e me deu aula de redação. Inconscientemente, acho que a admiração por ela fez com que eu escolhesse jornalismo por alguma razão. Tinha a Ângela, de matemática, a Gui Gui, de trigonometria que hoje mora em Goiânia e já nos encontramos algumas vezes. A Delmira foi minha professora de matemática no ginásio e até hoje falo com ela. O Careca, de educação física, a Geisa, de história, o Ivan, de geografia, a Jaida, de química, e mais um monte. No Zênite, onde estudei no terceiro colegial em Itumbiara, tinha o Petrônio, gente boa pra caramba e inteligentíssimo, que me deu aula de física. Acho que só ele salvava no colégio e do resto eu não gostava de jeito nenhum. Ai, que saudade... Ontem encontrei o Petrônio na apuração das eleições aqui em Itumbiara. Muito bom conversar com ele. E acho que deve ser legal pra ele reencontrar alunos que passaram por suas aulas e vê-los trabalhando na área em que escolheram.

Falando em eleições, trabalhei na cobertura de Itumbiara, já que vim votar aqui. Foi legal pra caramba, mas a minha matéria, que fiquei até 23h30 fazendo, não entrou no jornal. Pelo menos passei umas informações durante o dia e a noite para o online e acho que essas notas entraram. O Zé Gomes ganhou a eleição com 65% dos votos. Uma vitória já anunciada durante toda a campanha. O povo ficou louco e festejou pra caramba depois do resultado, e até antes dele. No meio da apuração o candidato que perdeu foi lá no cartório abraçar o Zé Gomes. Eu pirei porque tinha 60% dos votos apurados e o cara já foi lá e reconheceu a derrota. Hahahaha... Morri de rir né...

Amanhã volto para Goiânia, para o jornal e para a minha vida. Não que a vida aqui em Itumbiara não seja a minha, mas parece que é um universo paralelo mesmo. Mas não quero pensar no dia de amanhã ainda. Vou aproveitar o meu dia aqui. E ver se faço uma coisa que estou com vontade. Reencontrar alguém, nem que seja por telefone... Aiai...