Bem, hoje vou postar mais uma coisinha. Depois da atualização ruim, só hoje eu posto duas vezes né?!?! Hehehe... Mas acho que vale a pena. A Vânia Lourenço trabalha comigo na editoria de Esportes do DM e tem uma coluna às sextas no DMRevista. Daí hoje (28/05) ela escreveu esse texto aí elogiando a gente. Ficou bonitinho. Como eu não sei colocar link, copiei e colei mesmo...
Donas da bola
Foi-se o tempo em que as garotas saíam da Faculdade de Jornalismo e corriam atrás de editorias cobiçadas, como as de Economia, Política e/ou de Cidades. A editoria de Esportes em jornais impressos, que sempre ficou à margem das editorias, começa a dar uma boa guinada no Diário da Manhã.
O Diário da Manhã, o primeiro jornal impresso diário a se informatizar em Goiás, sempre foi muito aberto com seus profissionais. Aqui tem tendências políticas para todos os gostos, ateus declarados, evangélicos, católicos. Enfim, aqui há um respeito muito grande pelas pessoas. Isso sem falar que a globalização do desemprego trouxe para o Diário da Manhã colegas de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
Quando comecei na editoria de Esportes do DM era a única mulher no meio de muitos homens. Depois veio a Vanessa Cortines, de Brasília; outra Wanessa (Rodrigues) chegou de Sorocaba (SP). No momento, somos seis jornalistas, três homens e três mulheres.
O Júlio César de Paula, um brilhante jornalista, está afastado por motivo de saúde e em breve esperamos tê-lo de volta. A Wanessa Rodrigues está de licença para acompanhar a mãe em Sorocaba. Caso os dois estivessem aqui, seríamos quatro mulheres (Lourdes, Wanessa, Paula e Vânia) e quatro homens (Cláudio, Sebastião, Júlio e Wilton).
A Lourdes tem os cabelos cacheados e mais parece uma deusa que uma jornalista. Ela gosta do que faz, mas é multimídia, isto é, além do esporte, gosta de aprender e conhecer outros mundos. A brasiliense Vanessa Cortines não se adaptou em outra editoria e saiu do jornal. De todas nós, a mais empolgada talvez seja a Paula Parreira, que chegou por último. Ela é a caçulinha da turma e, segundo a ala masculina e também feminina, ela é uma belezura de moça. Tem 21 anos e se formou pela Universidade Federal de Goiás. Paula me chama por Vaninha às vezes. Aliás, ela é a terceira jornalista que assim o faz. Cecília Aires e João Nascimento também me chamam pelo diminutivo.
Paula chegou aqui no DM para trabalhar em outra editoria, mas nunca escondeu de ninguém que queria mesmo ir para o Esportes. Quando isso aconteceu, Paula fez a maior festa. Ela ama o que faz, seja futebol, vôlei, natação. Com Paula, não tem tempo ruim, desde que seja na editoria de seu coração. Aliás, a editoria de Esportes tem recebido muitas cartas de elogios..
Wanessa, Lourdes, Paula e eu temos recebido elogios por nosso trabalho, mas outro dia chegou um e-mail por aqui dizendo que estávamos mudando a linguagem do futebol e que lugar de jornalista feminina seria em matérias especiais. Esse foi o único porque os demais chegaram para elogiar nosso trabalho. O mais fantástico de tudo é que nosso editor-geral, Batista Custódio, não interfere nesse processo revolucionário.
Paula cobriu o vôlei de praia do Circuito do Banco do Brasil realizado em Goiânia. Ela não sabia se era jornalista ou tiete. Chegou a pegar autógrafos com seus ídolos. Apesar da tietagem, Paula deu conta do recado, agradou em cheio, e deu o recado redondinho. As demais colegas também esbanjam simpatia e conquistam cada vez mais a credibilidade em suas matérias.
Acho que sou uma das pioneiras a trabalhar na editoria de Esportes em jornal impresso em Goiás, primeiro em O Popular e também aqui no Diário da Manhã. Antes isso me incomodava, porque a editoria é apaixonante, mas me sentia sozinha e meio deslocada. Agora estou radiante com tantas colegas.
O problema é cultural, e sei que a luta da mulher por espaços no mundo esportivo é tão antiga quanto a própria Grécia. As mudanças têm sido lentas, mas as mulheres conquistam seu espaço no mundo do jornalismo esportivo. Os programas esportivos de TV deixam a sua marca feminina. O Esporte Espetacular é um dos programas mais antigos da TV Globo (1973) e apresentado por Mylena Ciribelli, Mariana Becker e Glenda Kozlowski, todas também no comando do Globo Esporte.
Não é revanche e nem machismo ao contrário, mas adoro ler matérias de esportes escritas por mulheres. Acho um charme!!! Os homens que se cuidem, porque as novas jornalistas, além de muita paixão, têm muita qualidade e tudo para revolucionar o jornalismo esportivo... O Diário da Manhã continua na vanguarda...