Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

domingo, 30 de janeiro de 2005

Agora sim voltei ao normal. Acordei às 6h30 da matina para ver a final do Aberto da Austrália. O jogo foi legal, mas deu a impressão de que a final ficou alguns dias para trás. O Lleyton Hewitt é um bom adversário e tinha a torcida a seu favor, mas o jogo não foi tão emocionante quanto à semifinal de Safin e Federer. Mas final é final né... E esta teve direito à virada espetacular de Safin no terceiro set, tombo de Hewitt em quadra, raiva descontada na raquete dos dois lados, nervosismo dos técnicos nas arquibancadas e piadinhas no final. Venceu o melhor, e que ainda vai chegar ao topo do ranking: Marat Safin. Isso mesmo, sou fã confessa.

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Eu sei que é repetitivo e ruim de ler. Mas vou continuar escrevendo em tópicos, tá?? Tá bom Lidinha???

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Terminei de ler o livro do Ricardo Noblat - "O que é ser jornalista". O livro é legal. O cara conta suas histórias profissionais. Fala sobre cobertura política, relacionamento com fontes, sobre contar histórias, sobre escrever com criatividade, sobre quando ele trabalhou com marketing político (e na Angola), sobre a infância (umas histórias bem engraçadas) e outras coisas de jornalismo.

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Agorinha tem jogo do Vila. Contra o Crac. Vamos eu e Olacir cobrir. É a reinauguração do OBA, que não tá brilhando, mas ficou muito melhor. Depois de quase uma semana de indecisão, finalmente vamos trabalhar aqui no OBA. É legal por causa do show da torcida. Tomara que isso aconteça hoje e que o Vila ganhe.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Falávamos sobre nossos antigos amores. Não velhos amores, muito menos esquecidos... Apenas antigos. Estranho pra mim. Ele sabe que ele foi o meu grande e único amor. Como contar minhas histórias se ele faz parte de todas elas? Será que ele nota que eu ainda tenho um ciuminho quando ouço, como agora, tudo sobre seus amores, que foram tantos? Acho que sim, mas ele sempre adorou a minha carinha resignada. Dizia que meu narizinho sempre ficava mais bonitinho quando eu ficava nervosa... Acho que ele ainda gosta de me ver assim. Faz de tudo pra me irritar, portanto. Eu não gosto, mas fico envaidecida porque sei que ele se lembra. De quê? De tudo. Das noites em volta da lagoa, das viagens quando ainda éramos apenas bons amigos, do Carnaval, da micareta, da escola, dos nossos olhinhos verdes... Ele me disse "Eu te amo". Acho que se lembra até hoje do risinho que eu dei e de quando desferi um "Eu também" sem muita convicção. Deve sentir raiva até hoje. Foi a nossa primeira briga. Mas brigávamos muito nas brincadeirinhas da infância. É, não foi a primeira. Estou me lembrando de outras. Mas acho que foi ali que ele ficou tão distante. Ainda quis ficar perto, mas não conseguiu (ou não consegui)...

sábado, 22 de janeiro de 2005

Meus olhos estão ardendo.

Não quero ser amiga de ninguém.

Você é tão clichê!!!

Se bem que hoje podia ter strogonoff de novo.

"Navergar é preciso; senão a rotina cansa".

Nem tenho mais paciência de ouvir música.

"Let's get started" (nem sei se a música diz isso mesmo).

Eu estava de óculos escuros, com fones de ouvido e lendo jornal. Dá para acreditar que ainda assim uma mulher resolveu puxar papo comigo????

Não estou afim de conversar.

Eu podia ter um namorado.

Mas esqueci que eu não quero.

Dificuldade para escrever qualquer coisa.

Não sei como aproveitar melhor minhas folgas.

Só quero dormir e nada mais.

Destesto propaganda no rádio.

Você não precisa me agüentar, se não quiser.

Saudade, saudade, saudade...

Preciso fazer umas caminhadas; ficar em forma.

Agora não vou mais ao ginásio; o jogo vai ser transmitido pela TV.

Não sou muito de assistir tênis, mas Coria e Ferrero me fizeram assistir ao jogo deles ontem, que eu acho que era pela terceira rodada do Aberto da Austrália. Começo de temporada para o tênis e os dois parecem estar muito bem. O jogo me empolgou de verdade e o Coria jogou muito bem. Jogo rápido pra caramba, pelo tipo de piso também né... Ferrero perdeu. Eu não saco nada de tênis, mas parece que os espanhóis se dão melhor no saibro, né...

Alguém pode me ensinar alguma coisa sobre tênis?

Estes cds estão demorando a chegar!

A gente não precisa ser legal sempre, né? Vou pensar em mim. Eu torço pra mim, a partir de agora. Como diz um amigo meu, sou Paula Esporte Clube.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

O Vilinha foi eliminado da Copa São Paulo. Eu estava na torcida e fiquei nervosa pra caramba durante o jogo. E fiquei triste quando o Luiz perdeu o pênalti. Acho que agora todo mundo vai colocar todas as suas esperanças nos garotos, que certamente vão para o time profissional. Agora é que é preciso ter cuidado: na hora de colocar os meninos para jogar no time profissional, no caso do Vila tão carente em várias posições.

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"A necessidade é que faz o sapo pular."

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Eu me revelo uma pessoa indecisa nas coisas mais fúteis. Não consigo agora escolher qual livro eu vou começar a ler... Quero ler um de F-1, um de jornalismo, um sobre navegação, outro de música e um do Saramago que a Lídia me emprestou. Acho que vou ler o do Saramago... Mas eu acabei de comprar o de jornalismo, que é do Ricardo Noblat. Gosto de ler livros no calor do lançamento e esse livro acabou de sair. Mas e o do Lemyr Martins: já estou no embalo lendo coisas de automobilismo e posso continuar no mesmo assunto.

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Obrigada pelos coments, amiguinhos... Dudu, muito legal saber que você acompanha o que eu escrevo. Lídia, tá vendo a situação da minha indecisão né... Saiba que você contribuiu para que ela existisse, tá?!?! Fifi, aquela entrevista com o Klever foi muito legal. Eu comecei achando o cara um esnobe, mas depois que ele foi embarcar e voltou para responder mais algumas perguntinhas, eu fiquei fã dele. Imagina? O cara podia simplesmente ter ido embora... Acho que ele gostou da gente. Depois, no Rally dos Sertões, eu voltei a entrevistá-lo e falei sobre aquele dia no aeroporto. Ele lembrou!!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Não andei tendo tempo para escrever aqui no blog, mas queria muito ter escrito aqui o quanto eu estava contente na semana passada. Muito trabalho, mas boas recompensas por isso. Nosso caderno de Esportes ficou muito bom (muito bom mesmo) durante toda a semana passada. Depois de um início de cobertura do Campeonato Goiano meio fraquinho, botamos as mãos na massa e melhoramos muito.

Durante a semana passada, que antecedeu o clássico Goiás x Vila Nova, eu e Wilton trabalhamos juntos e fizemos várias matérias especiais sobre o tal clássico: matéria histórica (que ficou a mais legal de todas), sobre estreantes e veteranos do clássico, com os técnicos e com os destaques. No fim de semana, correria total, porque chegou a hora de a bola rolar. No domingo, fomos Olacir (nosso novo coleguinha de editoria), Marcelo e eu para a Serrinha cobrir Verdão x Tigrão.

Eu quase não cheguei lá né... Na entrada, o carro deixou a gente na esquina do Areião. Eu e Marcelo andamos até a entrada da imprensa e, no caminho, uns torcedores esmeraldinos soltaram um foguete ou rojão (não sei como chama) pra baixo. O negócio veio na nossa direção e explodiu pertinho. Aiai... Precisava ter benzido... A minha parte foi fazer o perfil do comportamento dos técnicos nos bancos de reservas. Foi legal, mas não sei se ficou bom. Acho que ficou sim.

Agora acabei de fazer uma matéria com o Paulo Ramos e o Pedro Júnior, do time sub-20 do Vila, que amanhã joga com o Corinthians pelas quartas-de-final da Copa São Paulo. Muito legal a matéria e eu gostei de fazer. Acho muito legal fazer matérias sobre as categorias de base. Os garotos merecem pra caramba o que está acontecendo. Quando você acompanha o dia-a-dia do clube, acaba conhecendo o pessoal e torcendo por eles.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Lendo o livro "Grãos de Areia", em que André Azevedo e Klever Kolberg contam histórias de suas participações no Rally Paris-Dakar (que hoje é só Rally Dakar), começo a ver com outros olhos esse tipo de competição. Olhos de quem faz tudo para se informar sobre o assunto nos últimos 20 dias. Li também o livro do Rally dos Sertões, do Tiago Toricelli, alguns artigos, já assist dvd sobre o Sertões e por aí vai. Fica a certeza de que quero conhecer o assunto cada vez mais e cobrir rallies sempre que puder. Acabo de ler um capítulo em que o André fala das vez que abandonou o Dakar, por quebras ou acidentes. O livro fala da época em que os dois corriam de moto. Hoje André corre de caminhão, com Luizão Azevedo, e Klever de carro, com o ótimo Lourival Roldan. E os dois escrevem artigos muito melhores do que os de muitos escritores e jornalistas por aí...

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Matéria em Guapó + barzinho + acordar às 14 horas + roupa nova + cds novos + boate vazia + beijo + diversão + reencontros + amigas + cerveja + invalidez no outro dia...

* Dor de cabeça, enjôo, o mundo rodando, palidez e frio. É, na hora a gente não pensa, mas a ressaca sempre vem no outro dia. Pelo menos desta vez ela estava lá para me lembrar do quanto a festa foi boa.

* Nem parecia que era eu. Domingo, o jogo entre Real e Atlético (não se enganem; são os de Madri, lógico) passando na TV e eu deitada no sofá lendo uma matéria sobre estilistas que farão suas estréias na São Paulo Fashion Week neste mês.

* Aquele comentário nunca foi motivado por um sentimento de compaixão, tá???

* As melhores músicas do ano passado pra mim foram: "Can't stand me now", do Libertines; "The dark of the matinee", do Franz Ferdinand; "Eu quero sempre mais", do Ira com a Pitty; "Vertigo", do U2; "Girls", do Prodigy; e "This love", do Maroon 5.

* O que é que você sabe sobre direitos?

* Preciso conhecer a banda The Killers. Eles até tocam no meu seriado favorito, The O.C.

* Será que você poderia colocar aquela música do Usher, que diz assim (e canta): "Yeah! Yeah!"

* Ai, eu adoro esse novo programa. Mas estou morrendo de medo dele...

* E Feliz Aniversário pra você!!!

sábado, 1 de janeiro de 2005

Nada de "festa estranha, com gente esquisita". A festa de reveillon na casa da Fernanda foi muito legal. Reencontrei meus amigos que não via há um tempo, conheci gente e me diverti bastante, como todos lá. Comi as sete uvinhas quando deu meia-noite, mas não fiz pedido algum, como a Lídia me disse que tinha que fazer depois. Mas não tenho mesmo que fazer pedidos. Acho que eu sequer pediria um ano melhor do que o que passou. Não que eu não queira coisas boas para este ano, é claro que sim. Mas é que o ano passado foi tão bom que eu nem tenho do que reclamar. Se eu tiver um ano igualzinho ao que passou, tudo bem. Foi um ano de muita saudade, de muito trabalho, de Olimpíadas, de superar limites, de muitas informações, de um começo de carreira que eu até considero bom e de um primeiro ano do restante de minha vida. Meu primeiro ano de jornalista formada. Apesar de viver reclamando da profissão, eu acho que vou fazer isso pelo resto da vida, não penso em outra coisa que eu poderia estar fazendo. Trabalho na área que eu gosto e os percalços que a gente enfrenta existem em todos os lugares. Conheci melhor minhas amiguinhas Lourdes, Lídia e Gabilinha. Conheci outras amigas também: a Ludmala, a Maria Eugênia e a Mariana. E ainda tem o Paulo Augusto, o Lessa e o Jânio, pessoas boníssimas. Obrigada a todas vocês e a todos que fazem parte da minha vida justamente por isso, por fazerem parte da minha vida. Por outro lado, fiquei mais distante das minhas super amigas Camila, Pri e Ju (mas estamos cuidando das nossas vidas e somos amigas para sempre). Para este ano eu espero sonhar mais (e sempre), saúde, disposição, romance, paixões, dinheiro, momentos tranquilos, e outros eletrizantes, viagens, boas matérias, coisas (e pessoas) para conhecer e acontecimentos surpreendentes (apesar de que o simples pode ser incrivelmente surpreendente também).

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E como há coisas que um dia acabam, acabou! Chega de idas e vindas, encontros e desencontros. Já estou acostumada a perder as pessoas. Não acho que isso seja bom, muito pelo contrário. Mas fazer o quê? Tem coisas que não dependem da gente. Mas será que isto dependia?

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Dona Claudinha Barcelos, obrigada pelas pautas. Claudinha cobrou e eu vou dizer. Me surpreendi pra caramba com a ida do Luxemburgo para o Real Madrid. Ele foi o melhor técnico do Campeonato Brasileiro (mas eu tenho uma queda pelo Tite, que pegou o Corinthians em situação alarmante) e está no clube mais poderoso do mundo agora. Não tem como negar que é excelente técnico (vencedor, disciplinador, profissional e inteligente). Mas isso não quer dizer que dará certo no Real. Mas também não quer dizer que não vai dar. O maior adversário dele na nova empreitada? Vaidades e egos de Beck, Figo, Ro-Ros, Zizu e companhia.

Já a tentativa de Falcão de jogar no campo, eu serei radical como foi o Juca Kfouri. Sir Kfouri escreveu: "É uma experiência fadada a não dar certo". Isto não é desejar que não dê certo. Já está comprovado que não dá certo. Falcão já tentou jogar no campo. O Manoel Tobias também. Ah, mas o Ronaldinho Gaúcho saiu do futsal para o futebol de campo... Mas com ele é diferente, que desde adolescente, moleque, saiu das quadras para o gramado. Numa entrevista que fiz para o Tribuna no começo do ano, Falcão me contou a história da tentativa de atuar no Palmeiras e na Portuguesa. Contou com pesar, falando das coisas erradas que existem no futebol. Tentou, voltou para as quadras e se consagrou. Então porque sair agora novamente? Será que jogar no campo é o sonho da vida do cara? Pode ser. Aí tudo bem. Tudo bem até quando eu lembro das várias vezes que o entrevistei. Ele sempre disse o projeto dele era defender o Brasil no Pan de 2007, quando o esporte será disputado pela primeira vez em Pan-Americano (acho). Isso, para ele, é um passo concreto rumo à inclusão do futsal no programa das Olimpíadas. Achei bacana quando ele recusou propostas do futsal europeu para permanecer no Brasil. É claro que tiveram que compensá-lo financeiramente, mas o cara não vai jogar na Espanha só por dinheiro. Pode até ser. E aí tem mais é que ir mesmo, porque lá a moeda é outra né. Mas tem o fato de que ele contribui para o crescimento do futsal quando decide ficar aqui, onde estará em contato com o técnico da seleção, atrairá mídia para a liga nacional e para os clubes brasileiros... Mas é claro que eu torço para que dê certo, apesar de não acredita. Tomara que eu queime a língua!