Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

quinta-feira, 31 de março de 2005

Há tanto tempo não passo por aqui. Esse blog parece que nem tem mais a minha cara. Ando mesmo correndo, com dúvidas, inquietações, muita coisa pra fazer, com vontade de ficar só dormindo e meio com preguiça. Nem escrevi sobre o jogo do Brasil aqui em Goiânia e a seleção já jogou de novo. Tá difícil aguentar esse timinho, né?

É por isso que eu prefiro ver a final da Superliga feminina, como fiz ontem. O segundo jogo entre Osasco e Rexona foi fantástico. Ainda mais porque o Osasco abriu dois jogos a zero no playoff. Não gosto do time do Bernardinho, da Fernanda Venturini e da Leila. Acho que o time é muito bom, inclusive os três. Mas ver as "todas-poderosas" Fernanda e Leila errarem três bolas decisivas no tie-break foi mesmo muito legal. A Jaqueline e a Fabiana jogam muito. Mas o legal mesmo é ver o Osasco superar a falta de levantadora no começo do campeonato, a Mari acertar tudo, a Paula bater bolas antes da linha de três com duas no bloqueio (ainda mais depois de tudo que ela passou). Torço por Osasco! Fui para Mineiros ver o jogo da semifinal do Goiano. Fui trabalhar, que fique bem claro. Até parece que eu iria só pra ver mesmo. Uma canseira, mas foi legal.

Tem gente que odeia quando eu escrevo sobre esporte no blog, então vamos às minhas inquietações. Eu e Lídia estamos programando uma viagem porque vamos tirar férias na mesma época do jornal. Estou pensando se vale mesmo a pena. Acho que vale, mas não sei se é mais importante ter outras prioridades nesse momento. Sei que hoje tem uma festinha na London e eu vou. Antes vou passar lá no jogo de basquete, né Lessa???

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Quando crescemos
Quando você se machucou
Quando você quis largar tudo
Quando você venceu ou foi derrotado
Quando você precisou
Eu estava lá
Do seu lado

Quando ganhei e quis comemorar
Quando perdi e precisei de um abraço
Quando meu avô fez aniversário
Quando eu fiz 15 anos
Quando eu tive febre
Vocês estava lá
Do meu lado

Quando passei no vestibular
Quando eu me formei
Quando tive dor de amor
Quando eu mais precisei
Você estava lá
Mas dentro de mim

Onde será que você está agora?

domingo, 27 de março de 2005

Voltei de Itumbiara ontem. Meu pai veio junto pra ir ao jogo do Brasil. Aliás, já estou na concentração do Diário para a cobertura do jogo logo mais. Vou fazer arquibancada. Já estou munida de protetor solar e chapéu, mas acho que vai chover. Ainda mais se o Ronaldo fizer um gol e o Robinho for titular... Aí é que chove mesmo! Mas o Robinho podia mesmo jogar. Mas ele vai entrar e marcar uns golzinhos. Não estou afim de escrever muito. Vou pensar em algo legal pra fazer nas matérias de torcida!!!!

terça-feira, 22 de março de 2005

"Longe de casa eu choro e não quero nada
Que fora do chão ninguém quer e não pode nada
Sinto falta de" Itumbiara

Essa falta vai diminuir um pouco a partir de amanhã

P.S.: Cadê os meus comentários??????? Não me perguntem. Eu não sei o que aconteceu.

domingo, 20 de março de 2005

Destesto ficar de mau-humor no meu dia de folga, mas ontem foi assim. Num dos poucos dias em que não tenho nada para fazer, posso dormir até tarde, assistir tudo o que quiser na televisão, ouvir música o dia inteiro ou ficar à toa o dia inteiro, acho um desperdício acordar com a pá virada e ficar uma chata o tempo todo. Mas para o dia não passar em branco, fui para o shopping. Assisti "O casamento de Romeu e Julieta", comi sanduíche, comprei um livro, encontrei o Carlos Felipe, vi de novo a Ferrari de 2000 que está exposta lá e comprei comida. Daí cheguei em casa e comi até, enquanto via o Federer destruir o Cañas na semifinal de Indian Wells. Estava tudo bem até o Dácio Campos dizer o seu brilhante comentário. O Federer venceu o primeiro set por 6-3, mas antes o set ficou empatado em 3-3. Daí o Dácio concluiu o que ninguém percebeu. "Até os 3 a 3 estava tudo igual." Clap, clap, clap... Qualquer um pode comentar desse jeito. Saldo de fim de semana: sábado sozinha, jogo de tênis, mensagem chamando para o show do Ira, mais algumas páginas do meu livro, jogo Indiana x Lakers, saber por onde anda Reggie Miller (e ele está onde sempre esteve e de onde nunca saiu mesmo), conversas com meu pai e domingo de trabalho no jornal!

sexta-feira, 11 de março de 2005

Deve ser inferno astral. Mas existe uma lei para essas coisas. É aquela que diz que quando alguma coisa vai mal, pode ficar pior. Ou então que não existe algo tão ruim que não possa piorar. E quando é que eu vou aprender a viver neste mundo? Estou cansada. Cansada de pensar nos outros, de ser ingênua e de levar ré. Não lembro bem como foi, mas uma vez alguém me disse que eu preciso parar de achar que tudo está péssimo e que tudo é contra mim. Mas me diz: como não pensar diante de todas as coisas que acontecem? Queria sofrer menos. Sofrer menos com a saudade, o trabalho, a solidão, a decepção, a desilusão e o ódio. Ódio é o sentimento que mais me assusta, mas sinto às vezes. E não gosto disso. Mas um dia ainda quero aprender a sentir sem me arrepender e sem me odiar por isso. E aí não serei mais eu...

domingo, 6 de março de 2005

Não sei ainda se gosto dessa nova Fórmula 1. Será nova mesmo? Agora no começo parece que sim. Fisichella vencendo, Schumacher abandonando. É legal, apesar de eu já ter me rendido ao alemão. Em alguns pontos, eu não concordo com o que andam dizendo por aí. Não acho que a Renault é a equipe a ser batida neste ano. Acho que as mudanças são para segurar a Ferrari sim. Não acho que vai ser um ano de tanta emoção também. Achei que ia ser um show de rodadas nas curvas, gente saindo nas curvas, pneus estourando por todo o lado... E tem muita coisa desse regulamento que eu não entendi. Esse negócio dos pneus, por exemplo, tem muitas interpretações (parece que pode trocar em situações de risco iminente também). Mas eu não entendo muita coisa. Vou continuar tentando aprender mesmo.

Tem cantor de hip-hop comprando time de basquete. Isso prova que a NBA hoje é muito mais entretenimento (mas ela sempre teve esse intuito). Os times querem lucrar com a imagem dos astros da música. Acham que a identificação de caras como Jay-Z e Usher com o New Jersey e o Cleveland trarão mais fanáticos e renderão mais verdinhas. Isso é verdade mesmo. Uma matéria que eu li na Folha me informou sobre mudanças nas regras em razão do show na NBA. Revelou, pelo menos pra mim que não sei nada de NBA, que critérios de marcação de faltas mudam de acordo com o time, o jogador e o espaço da quadra, essas coisas. Tipo: os árbitros são mais tolerantes com faltas de ataque no garrafão, para não passar por cima de uma possível enterrada. Outro dia estava vendo Miami e Sacramento e não achei a NBA tudo isso. Podem me atirar pedras, mas o jogo é meio lento e a pontaria não é tão boa assim. Deve ser por isso que todos dizem que a defesa é o maior trunfo da NBA.

Animei de escrever sobre basquete porque ontem assisti Momento Olímpico. Estavam lá Marcelinho (lindo!!!), Alberto e Pedro Bial. Foi legal, mas o Marcelinho disse que o Brasil ficou fora das duas últimas Olimpíadas por conta de detalhes, tipo jogos perdidos por dois pontos, lance livre que não caiu, essas coisas... Acho que isso não é justificativa. Perfeição nesses detalhes é o que se espera de um time que vá para as Olimpíadas. Se o Brasil não conseguiu, é porque não é tão bom assim. Lembrei de uma entrevista ótima que eu e Lourdes fizemos com o Lula Ferreira, que nem foi publicada. A entrevista ficou muito boa. Ele disse que não se arrependeu de ter renovado a seleção, de ter apostado em caras novas, disse que faltam típicos pivôs no Brasil, etc. No programa da TV o Bernardinho contou uma história do Escadinha muito engraçada. Que ele quis tirar uma foto com o Allen Iverson e o norte-americano não quis. Depois o Escadinha conquistou a medalha (e o basquete dos Estados Unidos ficou em terceiro, acho) e quis ir lá mostrar pro cara. Onde é que o Valtinho está jogando? Pra mim, ele era o melhor armador do Brasil.

Acho que vou imitar a Marô e transcrever uma célebre frase da Dani no meu blog. Conversando sobre o show do Placebo, a garota soltou: "Tomara que seja muito caro, porque aí limita quem vai." Sabe que eu concordo com a Dani... Esse negócio de show de graça, não sei não... Sei que eu vou de qualquer jeito, mas se não custar alguma coisa, vai ser um samba do crioulo doido. Mas vai ser rock mesmo!!!

Domingo de festinha na casa do meu editor e eu trabalhando no jornal. Mas estou indo pra lá daqui a pouquinho...

E o Lessa sobreviveu!

terça-feira, 1 de março de 2005

Confesso que eu realmente acreditava que as discussões sobre a presença feminina no futebol brasileiro, e mundial, tinham terminado. Ou pelo menos evoluído. Fui ingênua, como Telmo Zanini, comentarista da Sportv, afirmou que as mulheres são. Para ele, as mulheres "não têm a malandragem para apitar um jogo de futebol. Elas caem em todas as dissimulações dos jogadores. São muito ingênuas."

O comentário é apenas um dos milhares (poucos sensatos) que tenho escutado nos últimos dois dias em virtude da atuação da árbitra Silvia Regina no clássico entre São Paulo e Corinthians, no domingo. Não vi o jogo e prefiro nem me arriscar a dizer se ela errou ou acertou. Mas a opinião de Tite, de que "mulher não pode apitar jogo de futebol de alto nível", foi lamentável.

Por falta de adjetivo melhor, considero bizarra tal afirmação. Logo em seguida, Tite afirma que disse tal coisa baseado no seu conhecimento como profissional de educação física. Segundo ele, "o torque da mulher, a força muscular e a velocidade dela fazem com que ela não possa acompanhar os homens."

Quando me deparei com toda a discussão armada sobre o assunto, lembrei-me do que disse Arnaldo César Coelho no jogo entre Santos e Corinthians, quando duas assistentes estavam escaladas. "É um absurdo escalar duas bandeirinhas para auxiliar um jogo como esse", foi o que disse o dono do bordão "A regra é clara".

Para mim, a única regra clara é o critério da competência. Tudo bem se a fisiologia diz que o rendimento da mulher é inferior ao do homem (e por isso precisa treinar mais tempo para ter o mesmo desempenho). Mas isso não impede uma mulher de apitar qualquer jogo de futebol (de homens, mulheres, animais, peladeiros, o que for). A mulher, e qualquer juiz, não precisa correr tanto quanto jogadores. Precisa correr o suficiente para acompanhar o jogo e poder apitá-lo.

O critério é técnica e competência acima de tudo. Se fosse assim, qualquer maratonista apitaria bem um jogo de futebol. Até acho que os melhores árbitros devem comandar os jogos mais importantes. Para isso, as Federações têm que avaliar, com idoneidade e regularmente, seu corpo de profissionais do apito.

Mas o que eles (Tite e todos os comentaristas) entendem por futebol de alto nível? O futebol do agora ex-time de Tite é tão de alto nível que a equipe, de mais de R$ 100 milhões em reforços, não disputa sequer o título do Campeonato Paulista. Sérgio Noronha disse que Flamengo e Vasco é futebol de alto nível. Se brincar, a Silvia Regina corre mais que qualquer atleta dos dois times.

Se uma árbitra está no corpo de profissionais da Federação Paulista de Futebol é porque tem competência para apitar seus jogos. E as lambanças que os árbitros (homens) estão fazendo no campeonato estadual do Rio? E as complicações que Mauro Queiroz permitiu no jogo entre Vila Nova e Anápolis aqui em Goiânia? Mande-os apitar os jogos do Corinthians, então. (Paula Parreira)