Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

sábado, 30 de julho de 2005

Depois de tantos "E este rali? Não começa não?", estou mesmo indo para o Rally dos Sertões. Cheia de otimismo, animação, vontade, curiosidade e disposição. Enquanto estiver lá, vou escrever uma paradinha pro jornal, que é uma espécia de blog. Então, não vou escrever aqui. Só lá. Bem, a volta está marcada pra dia 9. Então, vou deixar um "Feliz Aniversário" antecipado pra Thaís, pra minha mãe Rafaella e Felipe Esmeraldino de relógio no braço. Quando eu voltar, dou um abraço empoeirado em todos.

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Pronto! A partir de agora não monto mais a barraca pra testar. Só na trilha mesmo. Mas também, depois de montar o negócio em 10 minutos, já posso ser considerada craque na parada. Amanhã a cobertura do Sertões começa a apertar. Todo mundo chega, tem um monte de coisa agendada e um monte de matéria pra fazer.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Meia hora para montar a barraca. Tempo bom. Vou treinar mais umas três vezes. Um protetor solar pro rosto e outro para os braços. Colírio, sorine, amoxilina, lencinho, Plasil e Dramin. Pode abrir a mala do meu carro: só tem repelente, lanterna e mochila. Layout de blog, texto de apresentação e fotinha para a coluna. Esse negócio dá uma canseira. Conversar com a Ana foi o mais legal. Mas ela não vai desta vez. Tem mais três "Paulas Parreiras" no orkut e outras três "Anas Paulas Parreiras".

Curso intensivo para montar barraca, conseguir colocar tudo na mochila, aprender a mexer na câmera, aprender a fazer o relógio digital despertar, comprar mil coisas, arrumar mala, tentar não esquecer de nada, ao mesmo tempo que tenho que fazer um esforço para levar o mínimo possível. Agora sim a contagem é regressiva para o Rally dos Sertões. Começo hoje a fazer as matérias. Já criei um monte de pautas, não sei nem por onde começar, não fiz uma entrevista sequer (só com o diretor de prova) mas vai dar tudo certo.

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Aperto no coração na hora de voltar de Itumbiara. Não sei o porquê. Acho que foi porque eu não vi quem eu queria, não falei com quem eu queria, e eu não devia querer nada disso. No final das contas, ir pra Itumbs acaba não fazendo bem. Mas eu conheci o Lucas Filho, foi na boate, vi Cinthinha, Carlinha e Nadja, e fiquei com a família. Acabei de ganhar um baby-liss (não sei se escreve assim). Agora tenho praticamente um salão de beleza lá em casa. Posso alisar ou enrolar o cabelo a qualquer hora.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Não sei o que é melhor em The O.C.: assistir capítulos inéditos, esperar pela próxima temporada, ver novamente a segunda temporada (às quartas), os bastidores da série (aos domingos) ou ouvir as trilhas sonoras. É, eu sou viciada no programa.

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Também não sei quem investiga pior: a Polícia Federal, o Congresso Nacional ou o Ministério Público. Que novela das oito que nada! O novo programa da família brasileira é sessão de CPI. Daqui a pouco vai ter até Oscar. Melhor protagonista: Delúbio. Melhor coadjuvante: Jefferson Peres. Melhor direção: Delcídio. Melhor atriz dramática: Denise Frossard. Revelação: a mulher do Waldemar; não sei o nome dela.

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Vou pra Itumbiara amanhã. E na segunda-feira, sou repórter do Rally. Fim de semana que vem, saída para o Sertões.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

"Ah, isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais". O Vila ganhou sexta, o Goiás perdeu sábado, o Fla ganhou domingo e o Vila ganhou de novo ontem, com gol do Adrianinho (ex-Fla). Vai que o Goiás perde hoje e o Fla ganha amanhã... Daí fechou!

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O Brasil desmoronando, CPI pra lá, CPI pra cá, caixa 2 no Planalto, caixa 2 na Assembléia, comissão de ética, greve da Receita, novela Robinho, Strokes no Brasil, richa de Renato Gaúcho e Romário... E os jogadores do Vila ainda acham que têm algo de mais interessante para dizer e ser lido.

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Não sei o que escrever neste Dia do Amigo. Escrevi no ano passado, mas agora tô sem inspiração. Mas Feliz Dia do Amigo para os amigos reais, virtuais, próximos e distantes.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Mais uma noite mal dormida por causa de trabalho. Não consegui pegar no sono, preocupada com matérias, pautas, coisa para arrumar e gente que não colabora. É foda né! Eu já não como direito, não tenho fim de semana, moro longe da minha família. E agora ainda durmo mal. Vou cobrir o Rally dos Sertões. Pronto! Falei. Tento não fazer muito alarde, pra não atrair coisa ruim e depois o negócio desandar. Mas só falta pouco mais de uma semana. Tenho mil idéias, mil medos e empolgação mil. Mas tem coisas que são foda!

E eu já sei! Chamem os jornalistas, produtores e fãs do mundo todo, pois eu sei porque os Beatles se separaram. Foi porque o Paul McCartney cantou Yesterday sozinho.

domingo, 17 de julho de 2005

"When I was a young boy", "When I was younger, so much younger than today". Qual o problema de eu ser nostálgica de vez em quando, se o Coldplay é e os Beatles também eram?

Gosto tanto do blog. Mas quando ele não traz problemas, traz chateações, constrangimentos e irritação. Que também não deixam de ser problemas. Vontade de falar pra uma pessoa que eu não gosto dela. E pra outra que eu gosto. Minhas lágrimas agora serão mais seletivas. E os sorrisos também. Não se enganem: os blogs têm o recurso "editar". Você escreve uma coisa, mas pode mudar depois. O Beck toca até Bossa Nova. Fiz um favor às minhas amigas. Mas não consigo ajudar a mim mesma, porque não consigo excluir este blog.

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Eu sou pé-frio. Meu time tá na zona de rebaixamento da Série A e o time que eu cubro tá na zona de rebaixamento da B. Como ontem eu torci pro Furacão, o resultado não podia ter sido outro: título do São Paulo. Mas o título foi mesmo bonito! Hoje fiquei meia hora na fila do banco e não tinha ninguém com a camisa do São Paulo.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

E o dia está só começando. Foi difícil acordar hoje. Fiquei acordada até 2 horas pra assistir ao jogo de vôlei. Super desperta, sem um pingo de sono, assisti tudo que passou antes: filme Escola de Rock, entrevista da senadora Ideli Salvatti no Jô, Marília 1 x 0 Portuguesa, um pedacinho do Sportvnews... Mas na hora do jogo eu dormi. Só fui acordar no terceiro set, quando o Brasil já tava ganhando por 2 a 0. Raiva. Pensei: "Esse jogo deve estar muito fácil". E desliguei a tv. Daí acordei tarde e só deu tempo de me arrumar pra ir almoçar. Agora, no jornal, tenho que escrever um artigo antes de fazer a minha matéria. Tenho uma idéia, mas queria ter outra. Não queria muito escrever sobre o que estou pensando. Alguém me ajuda? Acho que não queria mesmo era escrever... E salve o rock! E eu gostei da idéia. E eu vou ficar dois meses e meio sem aparecer em Itumbiara.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Como assim o Dante vai jogar na Grécia? Como assim o Weber vai ser o técnico do time dele lá e ele vai jogar com o Milinkovic (é o argentino)? Como assim o Radamés Lattari vai treinar o Tretino. Eu nem sabia que ele já estava na Itália. E não sabia de nada disso...

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Alma-gêmea, destino, amor da vida, paixão, par perfeito, tampa da panela. Não sei bem como chamar. Seja o que for, como você quiser definir. Mas mesmo quando você quer esquecer alguém, a história, o romance, e apagar aquilo da sua vida, pode até conseguir, mas vai acontecer tudo de novo. Você vai encontrar a mesma pessoa e vai sentir tudo de novo, mesmo em outras circunstâncias. Sim, eu assisti Brilho eterno de uma mente sem lembranças. E como eu sou tosquinha, não tirei (e nem quero) nenhuma conclusão científica ou ética do filme. Posso ter interpretado tudo errado, mas é legal acreditar em algumas coisas. E é legal ter um filme pra confirmar seu pensamento. E eu sei quem é o meu "brilho eterno", mesmo se a minha mente um dia não tiver lembrança alguma. Acho até que as lembranças começam a se desfazer. Tento hoje, de longe, quando te vejo, saber como se sente. Se está preocupado, feliz, angustiado, insatisfeito ou animado. E meu único recurso é tentar decifrar em seu rosto algum traço que lembre aqueles que você tinha quando eu te conhecia. Acho que é em vão. E quando eu não consigo, dá vontade de morrer. Mas um dia eu vou conhecê-lo de novo. E relembrar algumas coisas e saber outras.

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Eu não vivo só de futebol, música pop, seriado de tv, comédias românticas, filmes adolescentes, rock retrô e matéria de jornal. Eu também assisto a filmes do Almodóvar. E Fale com ela é perfeito.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Crise de consciência. Não minha.
Saudade de uma coisa.
Uma espera que eu não devia ter.
Um beijo não dado.
Algo que eu não tenho coragem de perguntar. Nem de saber.
Certeza não muito certa.
Presença comemorada.
A música que eu queria ouvir.
Uma reparação irrelevante.
Voz.
Frase feita.
Um jogo legal.

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O Bernardinho quer que o Dante deixe de ser um jovem com potencial para se tornar "um super jogador, de nível internacional". Ele também quer se tornar um líder. Tomara que, na temporada com a seleção, ele não tenha a mesma sorte (ou seria azar?) que teve na temporada italiana. Ele disse que saber que pode conseguir. É bom ser confiante.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Há quatro dias não ligo a televisão. Só hoje peguei o jornal na caixinha do correio, também após quatro dias. Depois de três dias, liguei o som e ouvi uma musiquinha. Mesmo assim, só tive ânimo pra ouvir Norah Jones e não consegui ouvir nenhum rock. Tenho uns livros pra ler, umas coisas pessoais pra refletir e umas ligações pra fazer. Não vou adiar mais isso daí. Portanto, tudo normal. Vou até atualizar meu fotolog. E o que é melhor: o final de semana de folga pela frente. Nos próximos dias quero tomar muito café, ver dvds de música e terminar os dos Beatles (é, até hoje não terminei), ligar pra minha avó, aproveitar meu primo aqui, talvez ir ao campo...

quarta-feira, 6 de julho de 2005

É. A vida segue. Hoje tem São Paulo e Atlético-PR (jogão!) e é aniversário da Ágatha. Será que a Ágatha aceita dividir a comemoração com umas olhadinhas na televisão? Sábado minha mãe chega e domingo tem Goiás x Santos. E estou de folga no fim de semana. Pelo menos, vou ter notícias de Itumbiara nos próximos dias (vou mesmo né?).

Não consigo escrever aqui o que eu realmente gostaria. Talvez por precaução ou porque lá no fundo a vontade é esquecer (e escrever seria lembrar). Mas lembram quando eu escrevi num post lá atrás que tinha vivido um mês em uma semana? É mais ou menos a mesma coisa, só com muito mais intensidade. Só tive a certeza, então, de que vou envelhecer muito rápido com essa profissão. Só fico com raiva da minha fraqueza, às vezes. Detesto ser ou parecer fraca, pra mim mesma. Decepção, desconfiança, tristeza e desabafo!

domingo, 3 de julho de 2005

Fim de um domingo de trabalho, após uma matéria até legal do Vila e outra tosquinha do Goiás. Quando cheguei tava numa tristeza. Mas depois deu felicidade ao ouvir Roy Orbison. "Anything you want, you got it/Anything you need, you got it/Anything at all, you got it/Baby". Também passou uma música que um amigo adora. Daí também fiquei feliz. "If you need a friend/Don't look to a stranger/You know in the end/I'll always be there". Aliás, falei com ele hoje. E eu não gosto das versões para as músicas dos Beatles. De nenhuma delas. Como assim cantar as músicas deles em outra versão, outra letra, outra língua? Nossa, e eu até esqueci da minha cólica e nem tomei remédio. Eita!

O Federer chorou. E eu não vi. Sou doente mesmo... Acordo cedo no domingo e consigo esquecer que tinha a final de Wimbledom às 10 horas. Acho que teve gosto de jogo para cumprir tabela, porque o cara fez 3 a 0 facinho. Só pareceu mesmo final de Grand Slam (e Wimbledom!!!) quando o cara mais gelado do circuito chorou. Só vi as entrevistas finais. O Roddick disse: "Eu tentei tudo. Não tinha mais opções", ao ser perguntado sobre o quê de diferente poderia ter feito para vencer Federer. Como disse a mestre de cerimônias, "quando a gente acha que ele já é melhor que todos, ele consegue melhorar mais ainda". Tricampeão, não é pra qualquer um não. O cara perdeu só um set no All England Club, para o Nicolas Kiefer. E perdeu só três jogos neste ano. E dois deles foram em semifinal de Grand Slam. O outro acho que foi nas quartas-de-final de um Masters. Sou muito doente mesmo de perder a final. Depois eu não vou poder contar para os meus filhos que vi o Federer vencer pela terceira vez consecutiva o torneio inglês. Mas como eu disse para o Leandro, estou cansada de esporte. Não vi o vôlei masculino, nem o feminino, nem a Fórmula 1... Mas o Federer... Ai, queria ter visto e agora tô arrependida.

sábado, 2 de julho de 2005

Com você, eu quero sempre ficar. Não quero que fale besteiras na minha frente. Que tenha um pouquinho de vergonha de falar palavrão quando eu estiver junto. Quero que passe a mão no meu cabelo e o coloque atrás da orelha quando for falar comigo. Quero que me beije no rosto carinhosamente quando a gente se encontrar. O beijo de desejo só quero que venha depois. Quero que você leve o cachorrinho no veterinário quando eu não puder. E o carro pra lavar enquanto eu durmo até mais tarde. Ou lave o carro comigo. Quero dormir encostada em você enquanto dirige ou em qualquer lugar. Quero que dance comigo, que me leve com você e que cante pra mim.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

O Lima marcou o gol do empate em 1 a 1 aos 23 do segundo tempo e o narrador perguntou para o Paulo César Vasconcelos se aquele era o gol da classificação. Daí o cara vai e solta: "Não dá pra dizer que o gol da classificação, porque ainda temos mais de vinte minutos de jogo..." Ai, esse povo tinha que ser mais otimista e menos em cima do muro. Mesmo que fale que o Goiás não perde mais o jogo nem que chova canivete, após vencer por 2 a 1 o Paysandu, e depois o Papão vire para 4 a 2. Acho que foi isso mesmo que aconteceu no ano passado. Com o gol do Lima, o Chivas tinha que marcar mais quatro gols. O PC tinha que dizer que o Atlético já estava na final. Mas daí a gente ia dizer que o cara estaria sendo torcedor demais.

Eu já confundi gente com um manequim. E vice-versa. É ótimo ter com o quê ocupar minha cabeça, perder o sono e me empolgar. E eu vou sim conseguir fazer uma coisa legal.

Sabe quando você acha que não conseguiria ficar sem uma coisa e quando fica vê que não era bem assim? Mas ainda acho que é por causa daquilo que tem ocupado minha cabeça. O cd novo do White Stripes é mesmo muito bom. Esse Lima é bom mesmo hein! Aos 35 do segunto tempo, ele marcou o gol da virada. Agora sim o narrador foi bem: "Atlético e São Paulo fazem a final da Libertadores". Todos os dias ponho o despertador para tocar às 7h30. Mas ainda espero o dia em que vou conseguir levantar neste horário de verdade. E Wimbledom? Engraçado, a música que eu mais gosto do cd novo do New Order é a mais eletrônica do disco, Morning night and day. E o meu flog tá dando rata desde ontem... Grrrrr!!!