Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Hoje é dia 30. Um dia que, por um tempo, foi um dos mais felizes do meu ano. Há algum tempo, é verdade. Mas é o dia perfeito pra ficar pensando em você. Queria ter acordado melhor no dia do seu aniversário. Mas isso pode ser um sinal. De que eu não deveria escrever isso aqui, ou te ligar, ou lembrar de você, ou gostar de você. Depois de um tempo, esse dia se tornou apenas de lembranças. E eu insisto em tê-las. Tudo bem que nem sempre é só neste dia. Às vezes em outros também. Mas hoje é sagrado. Passo o dia pensando que eu devia lhe falar hoje, sem falta. Se a gente tivesse mantido essa ligação, de nos falarmos pelo menos no dia do aniversário, como seria? Não quero pensar nisso. Só deixar claro que não me esqueço de você nunca. Que te amo em todo dia 30. E em todos os outros dias. Mas no dia 30 te amo mais.

***

"Estou numa reunião. Pode me ligar em meia hora?" Isso daí foi o que eu mais ouvi nos últimos dias. Detesto reuniões, mas confesso que é legal atender o telefone e dizer: "Estou numa reunião importante e não posso falar. Me liga mais tarde". Acho que é isso que acontece com os meus entrevistados. E reuniões se tornaram verdadeiros álibis para todos eles em dias que a gente tem que ter a palavra de um dirigente. Amanhã, quem tentar falar comigo, ouvirá a mensagem no celular: "Estou em reunião. Por favor, deixe seu recado." A reunião em questão só Deus sabe com quem vai ser. Só sei que vai ser.

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Eu sou quem...

... acorda tarde e toma café da manhã às 11 horas.

... não gosta de Blues, mas é apaixonada pelo Eric Clapton.

... não gosta de cabelo solto, mas quer ter o cabelo grande.

... não gosta de chuva, exceto quando está dormindo.

... gosta de indie rock, mas não conhece Flaming Lips.

... adora ficar sozinha, mas quer resolver isso na terapia.

... vai ao shopping dia sim dia não.

... acorda mil vezes à noite pra tomar água, ir ao banheiro e comer.

... não sabe ficar sem pedir desculpas. Até pelo que não fez.

... esquece todos os compromissos e precisa de lembretes por todos os lados.

... sempre leva desaforo pra casa. Não compra uma briga nem se estiver em promoção, dividida em 36 pequenas parcelas, com a primeira a ser paga só em 2010.

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Como disse uma amiga minha, o Goiás vai ser campeão brasileiro, o Marconi vai ser presidente e "2 filhos de Francisco" vai ganhar o Oscar. É que ela se chama "Policarpa"...

***

O José Roberto Torero escreveu a melhor coluna de futebol que li nos últimos dias. Legal ele escrever pra Folha agora. O que será que temos que fazer quando sentimos que não temos lugar? Eu nunca sei... Penso um monte de coisas que não tenho coragem de fazer ou dizer. Quero voltar, fugir, chorar, xingar, bater e ignorar. Eu sei que sempre sou o lado mais fraco, mas não é de mim que tenho pena. Pelo menos hoje encontrei alguém educado pra entrevistar. E ninguém pra atrapalhar, até agora. E essa música só me faz chorar...

"You left, I died
I went and you cried
You came, I think
But I never really know"

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Receber.
Depositar dinheiro na conta.
Artigo.
Ingressos.
Jornal.
Escândalo.
Trabalho ruim.
Burrice.
Ótimo livro.
Acordar cedo.
Pessimismo.
Desilusão.

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Já tá difícil cobrir o clube e a galera ainda fica sacaneando. Não tem nada pra fazer na sua editoria não? Tudo bem. Mas não precisa ficar sacaneando a minha tá? O clube que eu cubro não tem assessor de imprensa, o vice de futebol quase nunca atende o telefone e não gosta de entrevistas, o presidente tem uma secretária muito mal-educada, os outros dois da diretoria até atendem, mas não falam muita coisa. A oposição fala a hora que a gente quiser. E ainda tem gente que faz gracinha. Tá difícil trabalhar assim...

- Alô.
- E aí Paulinha? Tudo bem?
- Tudo bem, Pri. O que você manda?
- Tem uma festa na It's. Vamos?
- Festa?
- É. Diz no DM, o jornal que você trabalha, que é "Festa para maiores de 30"...
- Vixe...
- Hehehe...
- Ué, mas hoje tem CarnáGoiânia... Será que vai ter mesmo festa lá? - (Eu, tentando fugir da parada do "maiores de 30")
- É mesmo. Vou ver e te ligo...

Horas depois:

- Vai ter sim a festa. Uma amiga minha da Caixa conhece o dj e falou que ele vai tocar anos 70, 80 e 90.
- Ah sei... Que será que isso quer dizer né?
- Vamos passar lá na porta e ver se vai rolar. Se não, a gente vai embora.
- Tá.

O segurança pediu nossas identidades na entrada. Daí olhou bem para os documentos, olhou bem para as nossas carinhas e soltou: "Meninas, hoje é noite de flashback, tá?". Risos. Bem, era ali mesmo então... Não tinha muita gente e o cara mais bonito do lugar era o dj. Mas dancei pra caramba. E o belo dj ainda tocou The Clash porque a gente pediu. Só não tocou Smiths. Mas o nosso lucro foi ouvir (mais uma vez) Madonna, New Order, Léo Jaime, Culture Club, Ramones, Fernanda Abreu, Paralamas, Plebe Rude, RPM, Queen, Rolling Stones, Bon Jovi, U2...

***

Sabe quando você não tem mais certezas? É o pior de tudo. Ontem descobri que não sei mais se gosto de Pedro Mariano. Admito que antes eu gostava. Não contava pra ninguém, mas gostava. Agora nem sei mais. Não sei se minha matéria ficou boa ou se ficou uma merda, não sei se ele ainda lembra de mim, se quero mesmo ir ou se ainda gosto de requeijão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

"Banquet" - Bloc Party
"Fortress" - Pinback
"Laÿka" - Arcade Fire

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Baby, you can drive my car
Yes, I'm gonna be a star
Baby, you can drive my car
And baby I love you

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Um amigo meu me disse que é melhor eu ir mesmo no show dos Strokes agora, porque "essas bandas lançam no máximo quatro discos e depois acabam". Isso depois de falar "Ah, Strokes? Vai no show dos Stones, menina!". E meu pai, depois de eu dizer que gosto mais das músicas da primeira fase dos Beatles: "Ah, então é por isso que você gosta dessas bandinhas tipo Strokes". Esse povo... Tsc, tsc...

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Olha como é o mundo... O local do Curitiba Rock Festival foi alterado porque o Weezer não conseguiu levar muita gente para a tal Pedreira Paulo Leminski, que é enorme. Mas aí o show da Avril Lavigne foi lá e o lugar ficou lotado.

Os lugares que mais gosto em Goiânia: Serra Dourada, Casa do Pão de Queijo do Flamboyant, Café do Ponto, Naturalle, casa da minha tia, Cachaçaria, Bulls (pit-dog atrás dos blocos do Marista), Sr. Crepe, Parque Aquático e Saraiva.

Contagem regressiva: falta um mês para o show dos Strokes!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Já há algum tempo, parece que tenho mais obrigações. E tenho mais sonhos, mais planos e menos vontade de fazer tudo acontecer. Queria uma injeção de ânimo, pra correr atrás. Mas me espera aí, que eu tô chegando.

***

Ontem ouvi uma música no mercado e lembrei de você. Estou preparando tudo para quando você chegar. Já gravei um cd para os nossos momentos. É que fico separando as músicas que gostaria de cantar pra você ou que você ouvisse junto comigo. Até testei algumas receitas para cozinhar pra você. Não ficaram muito boas, mas a gente pode se divertir e depois pedir uma pizza também. Bem, o que quero dizer é que está tudo pronto. Só falta você chegar. Ou voltar. Ou ficar. Nem sei mais.

***

"Me pega e leva/Porque eu te amo/Andei fugindo mas estou aqui"

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Momento de concentração. Tem Fla-Flu mais tarde e vou assistir no conforto do meu lar. Pit-stop em algum lugar para comprar umas comidinhas. É nessas horas que queria meu pai aqui do meu lado. Ele estará a 204 quilômetros de distância. Torcendo contra, claro.

Até eu saí super motivada da palestra do Bernardinho. Sempre desconfio de tudo o que está relacionado a assuntos motivacionais, essa parada de "motivar para o sucesso", "como vencer na vida". Pra mim, soa um negócio muito auto-ajuda, sabem. Fui toda cética pra palestra do cara. E como fui cobrir para o esporte, tinha que conseguir uma entrevista com ele ao final do evento. Se eu voltasse sem as palavras do técnico, tava ferrada. E pensei que ele não ia querer dar entrevista. Mas fiquei fã. Mais do que já era por ele ter sido super campeão com a melhor seleção de todos os tempos. E o tanto que a palestra é engraçada! Cheia de histórias da Olimpíada, do Mundial, da Liga, de quando ele foi pro Perugia, do Pan-Americano... Bernardinho é "O CARA". Agora, me diz... Como é que a gente não fica mais animada com frases assim:

"Quem não erra? Quem não tenta fazer."
"Quem não perde? Quem não joga."
"Não nos esqueçamos da última barreira."
"Somos medidos por vitórias e derrotas. Por melhor que você jogue, se perder será um fracassado."
"No dia em que deixarmos de pensar coletivamente, estaremos fadados ao fracasso."

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Sou adepta do equilíbrio, mas não de limites. Se passo da conta de alguma maneira, procuro compensar de outra forma. Nem sempre funciona, mas eu tento. É por isso que...

... ouvi muito Arcade Fire no fim de semana e vou passar os próximos dias com Coldplay no meu som.

... escuto um pouquinho de Placebo e logo depois passo para Smiths.

... me apaixono e passo uma semana suspirando. E a próxima semana fugindo do garoto.

... se trabalho muito numa semana, quero passar a outra inteirinha dormindo. Só que isso nunca acontece.

... li muitos livros no primeiro semestre e agora tem um mês e meio que leio o mesmo.

... compro muitos cds num mês e levo o mês seguinte inteiro para ouvir todos eles.

sábado, 17 de setembro de 2005

Vou falecer de calor. E pensar que Itumbiara é ainda mais quente que aqui. Esquecer o celular virou uma rotina. Eu nem sabia que a Britney tinha ficado grávida e ela já teve nenê. Olho em volto e vejo que todo mundo já foi. Mas não quero ir pra lá. Eu poderia passar o dia inteiro no shopping. E queria sair dirigindo. Não acontece nada no orkut. Arrumo e desisto de sair.

***

Pastel de banana com canela.
Pegar farol aberto.
Café expresso, café de vó, café gelado, café brigadeiro.
Dormir com chuva.
Álbum de fotos.
Filhotinhos.

***

Se você for ficar em casa/Eu vou praí
Se você jurar que espera/Eu vou praí
E a gente se juntando/Isso não vai passar
Mas se você quiser fugir/Só me diz pra onde você vai

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Novela Wando é igual novela das 8: tem todo dia. Só resta saber até quando isso vai. Enquanto isso, minhas machetes de todos os dias são algo como "Wando desperta interesse de mais mil clubes" ou "Novo impasse em transferência de atacante". Consegui escrever três matérias que precisava, nem acredito. Acho que a gente devia ter um seguro de inspiração. Assim teríamos a quem recorrer quando ela nos faltasse.

terça-feira, 13 de setembro de 2005

O último extrato do banco que chegou: no meio das roupas sujas da viagem. O livro que não terminei de ler: embaixo dos cds que eu ouvi ontem. A camiseta que comprei outro dia: ainda dentro da caixa, com a etiquete, atrás da televisão. A revista que assino: não consegui encontrar. O controle da televisão: debaixo da cama. A caixinha de grafite: entre os meus brincos. O pior de tudo é que minha vida está bagunçada exatamente do mesmo jeito. Já passou do limite do "arrumável". Agora tenho que aprender a viver no meio dessas badernas, a do meu quarto e da minha vida. De repente, achei uns pacotes de bala, uma fita de uma entrevista (ainda bem que tinha etiqueta), os cds da Lídia, moedas, fotos antigas, um bloco de anotações, uma calça suja e arquivos do jornal.

Só preciso de inspiração para escrever umas matérias. Aí vai ficar tudo bem. E de novas fontes de informações. Até hoje não caiu a ficha de que o Vila tá fora. Fim de semana foi bom. E agora volto à mesma dúvida que eu tinha antes de ter tomado a decisão. Mas não vai dar pra mudar de idéia. E aí eu começo a me apaixonar por você? Não é justo isso. Cds novos. Mas eu nem ouvi aqueles que comprei semana passada. Tudo bem. Pelo menos ontem li jornal.

sábado, 10 de setembro de 2005

Então é assim: estou em Itumbiara. Fim de semana de muito sol, clube, água de côco na Beira-Rio, família, comida de vó, peixe assado da minha tia, amigas, churrasco da Nadja, churrasco do meu pai, festa à noite e descanso. Volto na segunda, mas nem quero pensar nisso agora.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Tenho uma amiga, cujo talento é transformar os acontecimentos mais simples e cotidianos em histórias românticas, emocionantes e mágicas. Como? Com palavras. É a Patrícia "Carolina" da Veiga. Estudamos quatro anos juntas e não éramos muito próximas. Mas bastaram três dias de farra em Goiás Velho, nós duas e Maria Cristina, no ano passado pra gente descobrir o quão parecidas somos (e diferentes também) e criar nesse pouco tempo um laço que quatro anos de faculdade não foram capazes de criar. Terça-feira passada a gente almoçou junto, como há muito não fazíamos. Nós três: ela, eu e Mariquinha. Pat escreveu no blog dela um texto lindo sobre as três amigas (que cita também a Marina), que eu resolvi colocar aqui. Eu sei que este blog já tá correndo o risco de ser cobrado por direitos autorais (eu já coloquei aqui textos do Julio, do Dani e do Robson), mas vale a pena. É algo sobre mudança, amizade, amores, personalidades... Patrícia fala que tudo ficou diferente, mas exatamente igual ao que era antes. Bem, só pra explicar: a Pin sou eu, a Bim é a Maria e a Ton é a Pat.

As mesmas?

Combinamos de almoçar, como nos tempos que ainda éramos Pin, Bin e Ton (a Tin, quando começamos a jornada de almoços e fofocas, logo depois das nossas formaturas, já havia ido embora para Cuiabá). Muitos bolos, muitas enrolações. Meses sem se ver, quase um ano sem trocar um abraço! Até que deu certo. Ontem, somente ontem.

Eu, pra variar, estava atrasada. Mas a Pin me buscou na Praça do Avião e ficou tudo certo. Muitos risos e muita conversa atropelada, antes de decidir onde comer. Paramos no Giraffas. "Ah, vai de sanduíche mesmo!", disse a Bin, despachada como sempre.

Cada uma com sua promoção de "trio...", elas com menos batata e menos sanduba do que eu. Mais apressadas. Comeram mais rápido. Eu falei mais. Elas me fizeram rir mais, rir até engasgar. Deram um palpite ou outro. Pediram opinião. Contaram novidades já antigas, mas que pra mim soavam como boas-novas. O tempo era curto, a Pin tinha reunião no trabalho. Mas deu pra começar a matar uma saudade longa, que deve terminar em breve, num dia inteiro de folga para as três (assim estamos combinando, bora ver se leva mais um ano pra sair!).

Hora de ir embora. A Bin voltou pra Assembléia a pé, pois queria gastar as horas do time de almoço que ainda lhe restavam. A Pin me deixou no jornal. Fomos trabalhar. Lá pro meio da tarde, na internet, troquei outras palavras novamente saudosistas e nostálgicas com a Bin. Tudo muito rápido, porém, já que estávamos com outros afazeres.

Daí passei o resto do dia pensando: quanto mudamos em um ano e o quanto ainda conservamos velhas manias, coisas de personalidades tão distintas! A Pin segue apressada, comendo pouco (quase nada) reclamando dos amores, vestindo amarelo. A Bin, eternamente hiponga com suas saias rodadas, continua com jeito de passarinho malandro, risada debochada, carinhosa, encantada e prática. As duas não perdem o costume de me mandar "andar logo" com tudo! Eu continuo indecisa, detalhista, gulosa e enrolada até para pegar o pedido no balcão.

E as diferenças? Pin está romântica, buscando amores profundos, arriscando a dizer que "ele era tudo que eu queria". Ai que linda! Também, pudera, viveu muita experiência legal e ruim em pouco tempo (carros, velocidade, mato, barracas perdidas, poeira, esporte, acidentes). Dá pra ver no seu jeito, na direção do carro, na atenção que outrora não tinha, no modo como ainda nos chama de "filhinhas". Bin, por sua vez, é mulher madura e apaixonada, mantém os pés fincados no chão, mas no sorriso deixa transbordar sonhos pequenos, médios e grandes. Virou amiga da sogra. Anda fazendo alguns planos para um futuro imediato e dizendo que quer voltar a ser jornalsita (como se não fosse!). Me lembro de quando ela embromava na Rádio Universitária pra não fazer reportagem... queria ser tudo - monitora, secretária, atendente de telefone, queria conversar no messenger, por papel na impressora... - menos jornalista. Eu... ora bolas, eu... vou arriscar! Também estou mais romântica, mais sonhadora, mais rouca, falando mais baixo e um pouquinho só mais paciente, menos exagerada. Vocês concordam, meninas?

É, parece que das "Crônicas de um Fica Derrota" pra cá muita coisa mudou, apesar de pouco ter saído do lugar. E nessa mistura de garotas com mulheres, infantilidade tardia e amadurecimento precoce (afinal, temos apenas 23, 22 e 21), vamos firmando nossa amizade aos poucos. Muito obrigada, Bin e Pin, pela companhia, pelo reencontro! Da próxima vez, a gente filosofa e analisa melhor que diabos somos e/ou fomos, pra não ser devaneio de um blog só!

Adoro vocês!

P.S.: Será que um dia a gente reúne a Tin também??? Será que ainda somos Pin, Bin, Ton e Tin? Cadê nosso alvo principal, o que deu origem aos apelidos?? E o nariz da Pin que em nada mudou (ainda bem)????

By Patrícia da Veiga

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Sessão "frases de efeito"

"Há uma boa razão para desejar com força: quase sempre, quem não se atreve a querer doidamente, sofre da única culpa que a gente nunca se perdoa, a culpa de não ter ousado viver segundo nosso desejo" - E-mail do Rodrigo, depois de um papo sobre auto-confiança, pessimismo e outras coisas.

"A consciência não traz felicidade. O que traz é a ignorância" - Paola, durante um lanche na padaria. Mas lembro disso de algum lugar. Uma tal de consciência feliz de Marcuse nas aulas de psico-sociologia da comunicação.

"Se você quer mais da vida, ofereça mais a ela" - Lídia, enquanto a gente comia panqueca de milho e conversava sobre as merdas das nossas vidas.

"Não subestimem a poeira" - Marcos Ermírio de Moraes, durante a coletiva de imprensa antes do Rally dos Sertões. Dito e feito.

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Ouvi Smiths antes de sair de casa. Descendo as escadas, passou New Order. Depois ainda passou tudo o que a gente quer ouvir em todas as festas: Michael Jackson, Madonna, Cindy Lauper, Iggy Pop. Então entrou o Leo Jaime cantando "Quantas noites em claro eu passei/tentando te esquecer/quando à noite eu tento dormir/eu sonho é com você". Daí veio o Kid Vinil: "Isso me dá/tic-tic nervoso/tic-tic nervoso". Eis que surge Ritchie: "Você levou meu coração e levou o meu olhar/eu sigo cego, infeliz/tentando te encontrar". O Nasi, então, cantou Clash: "Should I stay or should I go". Pra fechar, "Mas eu me mordo de ciúúúúúme". A discotecagem do Kid Vinil foi um bônus. Eu gostei da festa dos 80.

***

Eu só queria fazer alguma coisa diferente, mostrar pra mim mesma que posso passar por cima de tudo. Não queria irritar ninguém, nem deixar ninguém chateado. Fica mais uma vez a sensação de que tudo o que eu faço, penso ou digo é errado. Quando é que vou acertar?

Começa a contagem regressiva para sábado. Ir para Itumbiara sempre me deixa ansiosa, feliz, animada e com fome. Os ingressos para o show dos Strokes começam a ser vendidos amanhã. Também é semana decisiva (e de matérias decisivas) no clube. Isso dá uma canseira. Recebi fotos novas do Sertões e vou pôr no flog. O carro está limpo, o quarto está arrumado e as roupas estão limpas. Falta arrumar só uma coisinha, mas acho que vai demorar. Saudade da casa da tia. E de escrever alguma coisa legal aqui no blog.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Não foi só uma vez que vieram me falar de você. Coincidência, perseguição, destino, sinal? Pior é que nem precisa disso pra me fazer lembrar. Na verdade, eu nunca esqueço. Hoje eu quero: ouvir rádio às 20 horas e acho que mais tarde também; e colocar toda a roupa pra lavar.

domingo, 4 de setembro de 2005

Descobri alguém mais azarado do que eu: Kimi Raikkonen. O cara tem quebra de motor no treino. Daí na corrida, acha que tá arrasando ao parar só uma vez, pra ficar esperando os pit-stops da galera e ganhar posições. Daí tem problema no pneu. Agora, imagina se o Montoya precisa parar por causa do problema que teve nos pneus nas últimas três voltas? Seria mais um azar, mas o Kimi daria um tiro no colombiano, que já tinha vacilado na outra corrida.

sábado, 3 de setembro de 2005

Porque eu tenho tanta dificuldade de achar um abre para uma entrevista que está muito boa? Caraca... É foda! Passei duas horas do meu dia decupando fita, mas na hora de botar a cabeça pra funcionar e fazer um abre bem legal, eu travo. Uma beleza! Pronto! Agora, ouvindo música, está bem melhor. E um cd novo: Fischerspooner. "We need a war..."

***

Trabalhar em dois períodos ninguém merece. Mas valeu demais aquela fugida na hora do almoço pra pegar uma comidinha da minha tia e tirar soneca de uma hora depois do rango. Como esta noite vai terminar é que eu não sei. "Sábado à noite tudo pode mudar"... Não lembrei de outra música. O bom é que, na dúvida, tenho comida e chocolate lá em casa.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Consulta de emergência: R$ 80

Consulta num especialista: R$ 100

Exames raio-x: R$ 50

Remédios: R$ 40

Meu editor me chamar de "Paulinha NBA": não tem preço

Pergunta se tá todo mundo curtindo com a minha fase catastrófica no esporte? Claro que sim. O mais impagável é chegar no hospital ortopédico com o nariz quebrado e ouvir a pergunta do recepcionista: "Mas Paula, você esteve aqui esses dias?". Ia falar o que? Respondi que sim e dei o assunto por encerrado. Poderia dizer: "É, é que há cerca de 20 dias eu sofri um acidente de carro e tive suspeitas de fratura nas costas e no pé. Mas ficou só na suspeita, viu." Mas achei melhor ficar calada. E eu acho que os médicos não entendem que o meu nariz quebrou quatro dias atrás. Hoje o tal especialista quase o quebrou de novo, examinando algum possível desvio. Tá tudo beleza, mas ele mexeu no nariz com tanta força que agora é que sinto dor mesmo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

A gente sempre acha que os nossos problemas são os maiores do mundo. Eu estava assim, mas em dois minutos de conversa com uma amiga que não encontrava há um tempão, fiquei achando a minha vida super bacana. Ela tá passando por uns perrengues daqueles. Não quis me imaginar em seu lugar. Mas a admirei quando soube o modo como ela tá enfrentando tudo o que surgiu na vida dela há menos de um ano. Abdicou de tanta coisa, da própria vida, pela vida de outras pessoas. O que vale na vida da gente é isso mesmo: a vida das outras pessoas. A gente tem que ter discernimento e pulso firme pra não pirar quando as coisas acontecem. Disse a ela que estou aqui pra ajudar. Porque me dá orgulho ser alguém pra contar para pessoas assim.

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Love like a bomb - Oasis
You can have it all - Kaiser Chiefs
There's too much love - Belle and Sebastian
Sparky's dream - Teenage Fanclub

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Detesto o modo como os quatro param e olham para todos, com ares de reprovação e julgamento. E daí comunicam suas escolhas e decisões. Porque se você ouvir a música atentamente, vai perceber que é sobre você que ela canta. Pelos 15 minutos que vi da partida, pensei que o Nadal não ganharia. É que você perdeu a chance de me decifrar. E de me fazer chegar perto, ficar por ali e não sair nunca mais. Segunda chance? Você sabe que tem. Culpa dessa minha instabilidade e covardia. E da sua impressionante capacidade de me fazer ficar pensando em você. Preguiça. Saudade. Dor. Indiferença. Sono (muito sono). Hoje quero comer pão-de-queijo. Vai ser mais tarde, mas também quero tomar café. Será que é a ausência de cafeína que me fez pensar essas coisas absurdas? Não, me esqueci que acabei de tomar Coca. Ei, você pode esquecer tudo o que eu te disse. E tudo que escrevi pra você. Seria um imenso favor. Não gosto de ser grossa com as pessoas. Não sou assim. Desculpa. Detesto andar pela Assis Chateaubriand nos fins de semana. E fecha a conta.