Nada de "festa estranha, com gente esquisita". A festa de reveillon na casa da Fernanda foi muito legal. Reencontrei meus amigos que não via há um tempo, conheci gente e me diverti bastante, como todos lá. Comi as sete uvinhas quando deu meia-noite, mas não fiz pedido algum, como a Lídia me disse que tinha que fazer depois. Mas não tenho mesmo que fazer pedidos. Acho que eu sequer pediria um ano melhor do que o que passou. Não que eu não queira coisas boas para este ano, é claro que sim. Mas é que o ano passado foi tão bom que eu nem tenho do que reclamar. Se eu tiver um ano igualzinho ao que passou, tudo bem. Foi um ano de muita saudade, de muito trabalho, de Olimpíadas, de superar limites, de muitas informações, de um começo de carreira que eu até considero bom e de um primeiro ano do restante de minha vida. Meu primeiro ano de jornalista formada. Apesar de viver reclamando da profissão, eu acho que vou fazer isso pelo resto da vida, não penso em outra coisa que eu poderia estar fazendo. Trabalho na área que eu gosto e os percalços que a gente enfrenta existem em todos os lugares. Conheci melhor minhas amiguinhas Lourdes, Lídia e Gabilinha. Conheci outras amigas também: a Ludmala, a Maria Eugênia e a Mariana. E ainda tem o Paulo Augusto, o Lessa e o Jânio, pessoas boníssimas. Obrigada a todas vocês e a todos que fazem parte da minha vida justamente por isso, por fazerem parte da minha vida. Por outro lado, fiquei mais distante das minhas super amigas Camila, Pri e Ju (mas estamos cuidando das nossas vidas e somos amigas para sempre). Para este ano eu espero sonhar mais (e sempre), saúde, disposição, romance, paixões, dinheiro, momentos tranquilos, e outros eletrizantes, viagens, boas matérias, coisas (e pessoas) para conhecer e acontecimentos surpreendentes (apesar de que o simples pode ser incrivelmente surpreendente também).
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E como há coisas que um dia acabam, acabou! Chega de idas e vindas, encontros e desencontros. Já estou acostumada a perder as pessoas. Não acho que isso seja bom, muito pelo contrário. Mas fazer o quê? Tem coisas que não dependem da gente. Mas será que isto dependia?
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Dona Claudinha Barcelos, obrigada pelas pautas. Claudinha cobrou e eu vou dizer. Me surpreendi pra caramba com a ida do Luxemburgo para o Real Madrid. Ele foi o melhor técnico do Campeonato Brasileiro (mas eu tenho uma queda pelo Tite, que pegou o Corinthians em situação alarmante) e está no clube mais poderoso do mundo agora. Não tem como negar que é excelente técnico (vencedor, disciplinador, profissional e inteligente). Mas isso não quer dizer que dará certo no Real. Mas também não quer dizer que não vai dar. O maior adversário dele na nova empreitada? Vaidades e egos de Beck, Figo, Ro-Ros, Zizu e companhia.
Já a tentativa de Falcão de jogar no campo, eu serei radical como foi o Juca Kfouri. Sir Kfouri escreveu: "É uma experiência fadada a não dar certo". Isto não é desejar que não dê certo. Já está comprovado que não dá certo. Falcão já tentou jogar no campo. O Manoel Tobias também. Ah, mas o Ronaldinho Gaúcho saiu do futsal para o futebol de campo... Mas com ele é diferente, que desde adolescente, moleque, saiu das quadras para o gramado. Numa entrevista que fiz para o Tribuna no começo do ano, Falcão me contou a história da tentativa de atuar no Palmeiras e na Portuguesa. Contou com pesar, falando das coisas erradas que existem no futebol. Tentou, voltou para as quadras e se consagrou. Então porque sair agora novamente? Será que jogar no campo é o sonho da vida do cara? Pode ser. Aí tudo bem. Tudo bem até quando eu lembro das várias vezes que o entrevistei. Ele sempre disse o projeto dele era defender o Brasil no Pan de 2007, quando o esporte será disputado pela primeira vez em Pan-Americano (acho). Isso, para ele, é um passo concreto rumo à inclusão do futsal no programa das Olimpíadas. Achei bacana quando ele recusou propostas do futsal europeu para permanecer no Brasil. É claro que tiveram que compensá-lo financeiramente, mas o cara não vai jogar na Espanha só por dinheiro. Pode até ser. E aí tem mais é que ir mesmo, porque lá a moeda é outra né. Mas tem o fato de que ele contribui para o crescimento do futsal quando decide ficar aqui, onde estará em contato com o técnico da seleção, atrairá mídia para a liga nacional e para os clubes brasileiros... Mas é claro que eu torço para que dê certo, apesar de não acredita. Tomara que eu queime a língua!