Desfibrilador deve fazer milagres. Só pode! Jogador caiu em campo, chama o desfibrilador. Dor de cabeça, desfibrilador. Ligamento rompido, desfibrilador. Unha quebrada, desfibrilador. O noticiário de segunda-feira girou em torno dos desmaios do Jean, do Flamengo, no clássico Fla-Flu. E o pessoal queria porque queria o negocinho pra socorrer o cara. É claro que a presença do aparelho nos campos é necessária. Nem há o que discutir. Mas o Jean teve uma crise de hipoglicemia e o coraçãozinho continuou normal.
Vendo os debates de segunda na ESPN, todo mundo criticou a posição do cardiologista do Flamengo, por ter dispensado a ambulância e permitido a volta do jogador ao campo. Tudo bem que voltar para o jogo era perigoso. Mas um cara lá no debate (hehehe...) e um colega dele disseram que era um absurdo o médico não entrar em campo com o tal do desfibrilador. E ele ainda completou: "Eu duvido que houvesse um desfibrilador lá." Eu acho tudo isso um exagero danado. O médico viu que não era problema cardíaco, viu que o Jean estava respirando e dispensou a ambulância sem problemas. E o carro entrou em campo imediatamente pra prestar socorro. Mas os caras têm que criticar. Gratuitamente muitas vezes.
Além disso, em meio à dúvida se havia ou não o tal aparelhinho no campo, o cara disse: "E é bom a gente ter um retorno de Volta Redonda, senão a gente vai ficar aqui discutindo até 23h sem saber se tinha o desfibrilador." Ah gente... O mínimo que um jornalista tem que ter, antes de emitir suas opiniões, são informações. E a gente tem que ir atrás delas e não esperar que elas cheguem até nós. O negócio foi no domingo e o cara teve até a segunda à noite (horário do programa) para se informar.
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E uma do Alex Escobar, no Tá na área, que eu nunca tinha visto. A notícia era que o Luiz Carlos Ferreira foi contratado para novo técnico do Guarani (e eu, assim como grande parte dos telespectadores, nem imagina quem seja esse treinador). Alex diz: "É um técnico de métodos controversos. Já conseguiu bons resultados. Mas o Guarani troca demais de técnico, hein!" Eu adoro esse jornalismo esportivo. Disse, disse, e não disse nada.
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O Juca Chaves fez uma pergunta para o Roque Júnior: "Você acha que a unificação das duas Alemanhas modificou o futebol no país?" O zagueirão deve ter tremido nas bases, mas até que se saiu bem. Tô brincando... É preconceito achar que jogador algum não consegue responder algo que tenha alguma conotação política. Depois, o Juca emendou uma pergunta sobre xenofobia.
