Quando o Julian terminou de cantar "Reptilia" e o Fabrizio disse "Obrigado, meus irmãos brasileiros" deu vontade de ficar louca e não voltar pra Goiânia. Queria ir direto pra Porto Alegre ver tudo aquilo de novo. O show inteiro do Strokes foi um daqueles momentos. Aqueles que você não quer que termine nunca mais. Aqueles que você esperou para que chegasse e estava passando bem ali, na sua frente. Foi mesmo ótimo! Como todo o meu fim de semana.
Na sexta à noite, quando o dia de trabalho terminou, dei até um suspiro aliviado. Em casa, tudo pronto: mala arrumada, despertador ligado e a trilha sonora que ficou no meu som nas últimas três semanas (os dois discos do Strokes e o do Arcade Fire). Bem, dormir cedo. Mas peraí! Tim Festival ao vivo na MTV? E logo no dia do show do Strokes? Fui dormir às 2h da manhã então. A apresentação deles lá durou 1h20. Eles cortaram a transmissão em duas músicas do disco novo que ainda não saíram na internet. Precisa dizer que fiquei ainda mais ansiosa para vê-los em São Paulo? Não né...
Sábado de viagem, feijoada, muita cerveja, conversa com as amigas, feira de antiguidades e música no violão. Luisa e Carol são ótimas anfitriãs. Mas lá pela 1h da manhã, eu não conseguia mais ficar de pé. "Paulinha, tem uma festa, balada de aniversário. Vamos?", era a Luisa super animada. "Na boa, Lu. Não dou conta. Preciso dormir." Como diz o Thi Rocha, forfetei nesta etapa...
Dormimos até... acordar. Justificar voto, comprar cd e ir para o churrasco. Tempo corrido. Mas aproveitei muito o melhor churrasco que já comi. Caipirinha, picanha, filé, lingüicinha, pão de alho e queijinho. Bem alimentadas, tudo pronto para encarar o Tim Festival.
Os shows foram no Skol Arena, do lado do sambódromo. Encontramos Arthur e Thi no tal portão 28, onde peguei meu passe livre para ver o Strokes cara a cara, de pertinho, na área vip, de frente para o Julian. Entrei primeiro e logo mais encontrei o pessoal que ficou pra entrar depois. Pontualmente às 19 horas...
Começa o show do Mundo Livre S/A. Não vi, nem ouvi e muito menos prestei atenção. Intervalinho, entra a M.I.A., a tal inglesa, que na real é do Sri Lanka e toca a música dela misturada com o funk carioca. Tá bom, foi legal e eu entrei no clima. Até fui lá pra frente ver mais de perto e dançar um pouquinho. Mas continuo detestando a mulher. Mas ela é animada, levantou a galera, é linda, tava com uma roupa azul e branca, nada de barriga ou bunda de fora, e mandou ver no som.
Minutos depois, Arcade Fire. O show foi lindo! Figurino impecável, todo mundo envolvido demais com a apresentação, uns instrumentos muito bacanas, um cara que parece o Woody Allen e a banda super excêntrica. A Règine tinha luvas vermelhas, uma flor no cabelo e o arcodeon nos braços. Linda! E a banda é muito envolvente, as músicas são lindas. O som estava baixo e prejudicou o começo do show. Mas eles abriram com "Wake up", a minha preferida. E fecharam com "Rebellion", a mais famosa. Todo mundo da turma gostou da banda.
Kings of Leon me encheu de curiosidade. Eu só conhecia a música com a qual eles abriram o show, mas gostei de todas (todas mesmo) as que eles tocaram. Mas antes de terminar o show, dei uma saídinha para ir ao banheiro e pegar bebida. Afinal, os próximos seriam os cinco Strokes. Eu tinha que me preparar.
Strokes... Como vou definir o show? Não consigo. Incrível, fantástico, maravilhoso, ótimo... Qualquer desses adjetivos seria simplório demais. Foi muito mais do que isso. O Julian entrou no palco, mandou beijos (e certamente um deles foi pra mim), se ajoelhou na beirinha e fez o sinal da cruz. Saldou o público com um "Tudo bom, São Paulo?" em português e mandou ver com "The end has no end", a que abriu. Não lembro bem a seqüência do show. Logo depois veio "12:51", "Juicebox" (uma das novas) e por aí vai. Depois de Barely Legal, a galera chamou em coro pelo Fabrizio Moretti, batera que nasceu no Brasil. A banda parou tudo, o telão mostrou o Fab sorrindo e ele mandou um beijo pra galera. E soltaram "Alone, together" em seguida. "I can´t win", "Last Nite" (nesta hora eu fiz um filminho lindo), "Automatic Stop", "What Ever Happened" e muitas outras. Mais músicas novas. Os meninos disseram que foram quatro, mas eu só lembro de três. Os caras deixaram o palco e voltaram, pra tocar a minha preferida (se é que eu tenho uma preferida): The Modern Age. Tocaram também "Hard to explain" e fecharam com, claro, "Reptilia". Alegria pouca é bobagem!
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Depois eu coloco as fotos do show no meu flog (link aí na direita). Queria colocar aqui o videozinho de "Last Nite", mas não consigo nem pôr foto no blog, quanto mais vídeo. E por um acaso, existe um boicote ao meu blog? Atualizei antes do show e não há um comentariozinho sequer. Snif... De volta à realidade, voltei de SP no feriado. Disco novo do Strokes chega em dezembro. E dá licença que vou ali comer algodão doce...