Paula Parreira

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Os Rolling Stones ganharam mais uma fã. Eu.

Foi em maio do ano passado. O pai ficou sabendo que os Rolling Stones viriam ao Brasil e combinamos de assistir ao show juntos. Nunca fui muito fã dos caras. Conheço mesmo só as mais famosas. É que no duelo das bandas da década de 60, eu prefiro os Beatles. É que eu sou mais os mocinhos do que os vilões.

Bem, os planos furaram, não fomos ao Rio (nem eu, nem o pai), mas eu garanti o meu lugar no sofá para assistir pela televisão. Perdi a primeira música "Jumping Jack Flash". Foi a única que eu perdi. Logo a única música deles que os Beatles cantaram. Na música seguinte, "It´s Only Rock and Roll", eu já estava de frente à tv. Paciência né...

Enquanto rolava o show, ficava extasiada com aquele espetáculo todo mostrado pela tv. Tudo: 1,3 milhões pessoas, os telões na praia, os barcos, o telão atrás deles, o figurino, o Keith Richards que parecia de mentira, o Ron Woods apontando não sei quê toda hora, o Charlie Watts com uma cara muito esquisita, o segundo palquinho, a camiseta do Brasil... Tudo me fascinou.

Só conseguia pensar que era uma coisa fantástica ver aquela banda de mais de 40 anos de estrada, que não precisava mais de nada, fazer um super (e bota super nisso!) show, de graça (DE GRAÇA!), praquele povão todo, cantando músicas da década de 60 e do ano passado com a mesma energia. E olha que eu nem estava lá. Assistia tudo pela telinha.

Além de tudo, é uma banda muito simpática. Se comunicava em português, não só com os "muito obrigado" e "boa noite, galera" da vida. De repente, Mick Jagger perguntou "Tem gente aí de São Paulo? E da Bahia, hã? E de Porto Alegre?". No último grau do delírio, cheguei a pensar: "Ai, meu Deus! Daqui a pouco ele pergunta 'e de Goiânia?'". Pô, já tava bom pra caramba, porque não podia ficar melhor ainda né... Mas nem tanto. Ele perguntou se tinha alguém ali do Rio, o povão foi ao delírio e pronto.

E como eu sou clichê, esperava ansiosamente "Start me up". Enquanto isso, cantei "Simpathy for the Devil", "White Horses", "You got me rock", "Get off of my cloud"... Depois, a minha preferida se tornou apenas mais uma entre as músicas que eles tocaram, porque o show inteiro foi bom. Bem, lendo sobre a muvuca que rolou, a bagunça em Copacabana e sabendo sobre a distância que o povão ficou do palco, acho que foi melhor mesmo ver de casa. Mesmo a Priscilla falando que não viu nada que a assustasse, nada que não aconteça em qualquer micareta ou CarnáGoiânia por aí.

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Seguindo pelas minhas peripécias de megashows vistos pela tv, também curti o show do U2. Todas as músicas que tinham que estar ali, uma galera que pulou muito mais, parecia até mais emocionante. Mas aquela menina que o Bono escolheu pra cantar "With or Without You", faça-me o favor... Pode até parecer despeito, mas eu fiquei revoltada. Ela sequer cantou a música, nem chorou. Tem base? Não tem. Todo mundo sabe que essa é a hora mais esperada do show, que ele sempre escolhe uma garota e tudo. E aí a menina vai lá e nem canta. E nem chora.

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Eu odeio área vip. Mas só quando eu não estou lá. Tava conversando com um amigo meu antes do show dos Rolling Stones, ele revoltado com a distância do povão do palco (mais de 100 metros). Na verdade é um absurdo mesmo, mas eu adorei ter ficado na área vip do show dos Strokes. E sempre que eu puder e conseguir, estarei lá. Na área vip.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Esgotamento.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Depois de dois minutos de conversa com o pai, ele vira e diz que "Green Day é bom demais". E me fala de uns shows que andou assistindo. Logo, vendo uma das edições do Live 8 que ele comprou, entendo o elogio. É que a banda canta uma música super famosa do Queen. Meu pai adora versões das bandas que ele gosta. Se ele ouvir metade de um disco do Green Day, vai dizer que é uma merda. Foi assim com White Stripes.

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Se eu tivesse 13 anos, minha banda preferida seria Simple Plan e eu viveria cantando "Welcome to my life". Acho que também ia gostar da Avril.

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Consegui algumas coisas com os três shows do Live 8 do meu pai. Ver o Audioslave (o Rage Against The Machine com outro vocalista) recorrer a "Killing in the name" pra tocar no tal show. Ver o que fizeram com o Neil Young: colocaram o cara pra tocar uma música e depois chamaram a macacada toda que já tinha tocado pra dividir o palco com ele. Se fosse ele, não aceitava. Vi o Jet pela primeira vez e eles tocaram duas músicas. Eu, que sempre adoro velhinhos, elegi o Brian Wilson como a minha atração preferida.

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Descobri o remédio pra chegar no jornal bem humorada: vir ouvindo "I've just seen a face".

"I can?t forget the time or place where we met"

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Lendo uma matéria aqui do Ronaldinho Gaúcho, lamento meu irmão não ter sido jogador de futebol. O irmão do Ronaldinho é o empresário e agora o primo é personal trainer e tá preparando o cara pra Copa. Só por isso, o primo mora em Barcelona e ainda faz mestrado na Universidade de lá. Meu irmão era zagueiro. Se ele tivesse se tornado, assim, até mesmo um Roque Júnior da vida, eu poderia ser a assessora de imprensa dele e pronto. Daí eu ia morar na Alemanha, porque lá é o futebol dos zagueiros. Mas ia fazer meu irmão ir jogar na Itália.

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E o Tião, que é corintiano, fala que vai torcer pra Argentina na Copa, porque no time deles tem Mascherano e Tevez, e no do Brasil tem só o Gustavo Nery. Se for assim, eu vou torcer pro Japão.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

O mundo do esporte enlouqueceu. A Paula Pequeno é a melhor defensora da Superliga e é ponta. O Valentino testou pela Ferrari e rodou na primeira volta. Foi parar na brita. E olha que o maior sonho da Ferrari é ter o cara na escuderia. O Fla conseguiu contratar um cara de peso e o Luizão foi pra lá bichado. Só o Fla mesmo. E o cara ainda vai usar a camisa 111. Que número horrível que ficou...

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"To bring my love back"

"You don´t have to worry about every little thing I do"

(Forgotten Boys)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

"Tô fazendo uma matéria e preciso de personagens. Você conhece alguma pessoa que, como você, é mau humorada?" Isso daí foi a Lídia quem me perguntou ontem. E não é a primeira nem a segunda vez que ela me acusa de ser mau humorada. Então hoje eu resolvi escancarar. EU SOU MAU HUMORADA MESMO! Sou e assumo. Eu sou assim e pronto! E nos últimos dias essa característica foi potencializada. Todo mundo tem seus dias ruins. Os meus só estão mais freqüentes. A Maria Eugênia também reparou que eu ando mais nervosinha, além de mais molambenta, o adjetivo preferido e que tem a cara da Maria Eugênia. Mas isso não é desculpa. Pelo jeito, mau humorada não é o meu estado atual, é o meu jeito. O meu apelo, então, é pelo direito de ser mau humorada. Eu não preciso sorrir sempre. Ninguém precisa. Só quando der vontade. E a única diferença é que eu tenho menos vontade que os outros, ué... Posso? E eu posso ter raiva de quem eu quiser. E descontar em quem eu quiser. E como não ser mau humorada perto das pessoas com as quais eu convivo. Eu fico mau humorada por tudo. Por sentir raiva, pela moleza das pessoas, por ficar sem comer, por comer demais, por mudarem as coisas que eu faço, por ser a última a saber das coisas (e não só das coisas das amigas), por ser alvo de desconfiança, por desconfiar das pessoas, por ser enganada, por não conseguir resolver algo sozinha...

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Cheguei em casa e tirei os sapatos pra não fazer barulho. Meu irmão já dormia. É que ele ainda leva uma vida normal e vai se deitar num horário decente. Começo um ritual que talvez nunca tenha imaginado que um dia teria. Guardar chave do carro, tirar pulseisa, relógio e cinto (essas coisas eu não consigo usar em casa), colocar um macarrão instantâneo no fogo, ler o jornal do dia. Tudo às 0h30. O exemplar da revista que eu assino também chegou. Isso me lembra que tenho que ligar na editora e informar a minha nova conta do banco. Março é o último prazo. Pego uns papéis guardados dentro da agenda velha (ainda não anotei coisas importantes que estão lá na agenda nova). Já coloco o relógio pra despertar. Ligar pra um entrevistado logo de manhãzinha. Depois, posso até voltar a dormir. Então, vou comer, ainda com a página de esportes nas mãos e tentando me lembrar em que parte mesmo da vida eu passei a ter esse tipo de rotina.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Ontem saí do jornal às 22h30. Menos de 12 horas depois já estava de volta. E hoje saio tarde novamente. E pior. Ainda vi o Goiás ganhar de 3 a 0 e se classificar pra fase de grupos da Libertadores. Eu não mereço!