Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

terça-feira, 30 de maio de 2006

Despertador toca. Só mais um pouquinho. Mais uma hora, então. Só dá tempo de fazer duas das três coisas que eu queria. Devolver ternos e vestidos e comer comida japonesa. Encontro na livraria. "Oi Paula. Eu vou pra Alemanha. Então, até mais. Felicidades." Felicidade? Fe-li-ci-da-de? Felicidade é o escambau. Tá tudo péssimo. E entrevistar instrutor de mergulho não vai me ajudar em nada.

***

Bombardeio por todos os lados. Isso aqui tá pior que o Oriente Médio.

***

Também acho que faltam oportunidades pra algumas pessoas. E eu me surpreendo com as minhas amigas. Pro mal ou pro bem.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Toda a felicidade do mundo ao Dani e à Tati, meus amores. Hoje é o casório. Estou animada e contente por vocês dois!

terça-feira, 23 de maio de 2006

Tudo bem. Tudo que eu queria era não participar disso. De verdade. Porque eu não combino com coisas assim. O problema é que, depois, quando a corda estourar, vai ser bem do meu lado... E deixar as coisas fluirem não é comigo.

***

Ganhei um presente: uma multa de trânsito. E eu já não gosto da Marginal. Ainda levo uma multa lá. Agora vou dar todas as voltar possíveis e imagináveis, mas não passo mais na Marginal.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Vou gastar boa parte do meu tempo a partir de agora estudando com muita atenção o calendário do mês de julho. E também a conta bancária. Tenho que prever tudo direitinho...

***

Minha unha quebrou logo na semana do casamento. Tsc, tsc...

Fui num dos dias do Bananada e vi três bandas. No resto do tempo, fiquei lá de fora, papeando, o que é o melhor mesmo. Vi The Dead Rocks, uma bandinha de surf music que tem um monte de músicas. Todas iguais. Não tem vocal. E ainda finalizaram com a musiquinha do Pulp Fiction. Meio trash. Depois, o melhor: Nem. Eu já gostava e esperava cantar as músicas que eu sabia. Mas só conhecia Aventura. O resto do show é de músicas novas, todas bonitinhas demais. E também vi Violins, que, surpreendentemente (mas não tanto, por causa da saída do guitarrista), foi diferente pra mim. Continuo achando o som meio angustiante, mas foi bom ouvir os novos arranjos. E o show é bonito. Ah, posso dizer também que quando cheguei pra ver o tal Netunos, tava bem na hora... Do fim. Cheguei e eles tocaram uma partinha instrumental de Take me Out (sim, Franz Ferdinand). E aí o show acabou. Excelente. Ah, o Nem tocou um cover, que eu e Gabilinha adoramos. Mas foi ousado. "Go. Don't you go? Stay with me one more day. If we get through. One more night. If we get through. One more night". Lembram?

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Eu, no Cartório Distribuidor Cível. Chega uma loura platinada, de minissaia e com uma voz suuuuuper enjoada. "Vim solicitar uma certidão no meu nome", digo. "Certidão cível?", ela me pergunta. (Não, querida. Minha certidão de nascimento. É que minha mãe não me registrou quando eu era criança e vim ver se eu mesma consigo fazer isso. Estou no lugar certo não?) "Sim, uma certidão cível no meu nome, sim. Por favor", respondo. Acho que tô virando a Maria Eugênia.

***

Mais uma da Lídia. Eu, no meu computador, que fica do lado do dela, comento...

- Ih, então o Fla-Flu já era hein!
- Eita, que comentário é esse? Fla o quê?

É, tinha quer a Lídia mesmo...

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Bem, já que acordei só às 11 horas, dormi mais um pouquinho e levantei às 12 horas. Não ia fazer diferença mesmo. Hoje o dia teve cara de uma sexta-feira, logo depois de um feriado na quinta. Meio parado. Meio com cara de feriado. Mas acho que é porque ouvi David Bowie, que eu só ouço em feriados.

***

Esperava um super show do Ronaldinho Gaúcho. E o Arsenal saiu na frente e deu o maior susto. O Ronaldinho nem marcou, nem deu passe, nem nada. Mas o duro mesmo é ver o Belletti ser o herói do título. Logo o Belletti tinha que marcar o gol da virada? Aí não dá!

terça-feira, 16 de maio de 2006

Às vezes eu acho que grande parte dos problemas são por conta da vaidade excessiva de algumas pessoas e da habilidade de outras em apontar o dedo.

****

Ando respondona, com vontade de criar confusão. Procurei um comprovante de endereço certinho (conforme explicava lá no pedido de documentos: data recente, de conta de água, luz ou telefone, ou qualquer um com carimbo dos Correios). Daí que como eu não pago conta alguma (nem água, nem luz, nem telefone), achei um da Net com o carimbinho certo. Fui lá no Vapt Vupt e o cara já foi logo dizendo:

- Ih, não sei se vão aceitar esse comprovante aqui não. Mas vou te dar uma senha.
- Meu filho, primeiro veja se vão aceitar, porque eu não vou ficar na fila à tôa.
- Mas não tem ninguém na fila. É só você chegar lá na mesa 9 que vai ser atendida.
- Ah. Brigada então.

E aceitaram o meu comprovante.

***

Escrevi a análise da notícia no jornal, mas vou publicar aqui na íntegra porque lá só foi um terço do textinho. Sobre a convocação do Parreira.


Paula Parreira
Editora-assistente de Esportes

A lista não poderia ser melhor. Quer dizer, poderia, por conta da opinião de uma "cabeça dura" como eu. Mas nós temos uma seleção e tanto. Mesmo com alguns craques fora da convocação final. Júlio Baptista, Alex "o meia", Alex "o zagueiro" e Nilmar são apenas alguns exemplos. Mas é um time praticamente incontestável.

Prevaleceu a lógica na lista final de Parreira. Para o gol, Rogério Ceni foi escolhido. Nada de birras, mágoas e rancores. Marcos não tinha como ser chamado e pronto. O são paulino já se cansou de desdenhar da seleção, mas está lá. E vai defender a camisa como qualquer outro jogador, se for necessário. E as chances são grandes, pois Dida não está bem.

O mesmo pode se dizer de Fred. Ricardo Oliveira está fora do ritmo. Atuou no último domingo pelo São Paulo só para mostrar que está de volta mesmo. Mas seria arriscado levá-lo. Pode-se perguntar: "Mas e o Nilmar?". A idade não é argumento, pois Parreira levou Ronaldinho, em 94, para os Estados Unidos, aos 17 anos. O que pode ter pesado é o sucesso de Fred na França. O atacante marcou 17 gols na sua primeira temporada pelo clube e ajudou na conquista do título francês.

E as estatísticas mostram a preferência de Parreira por jogadores que atuam na Europa: são 21, dos 23 convocados, em clubes do Velho Continente. Como definiu o técnico, "é uma guerra fora de casa (são 14 seleções européias)". Precisamos ter soldados qualificados e acostumados.

Para justificar o "cabeça dura" do primeiro parágrafo, ainda acho que Parreira deveria ter levado Roque Júnior. Tudo bem que ele está machucado, mas Ronaldo também está. E perdi a conta de quantas vezes o técnico disse, na entrevista coletiva após o anúncio da convocação, que o período de preparação para a Copa será utilizado para recuperar jogadores. Isso poderia acontecer com Roque também. Além disso, o entrosamento que ele tem com Juan no Bayer Leverkusen poderia ajudar e até ser decisivo.

Não tem como agradar a todos. A Copa começou bem com a convocação de ontem. Com uma lista impecável, de jogadores de sucesso no mundo todo e que serão os mais observados durante a Copa do Mundo. Agora é só começar a corrida pelo hexa.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Eu, que já tô acostumada a tanta falta de educação ao meu redor, me surpreendo com gestos generosos. E hoje aconteceu duas vezes. De quem eu menos esperava.

"You´re the only song I want to hear"

***

Só a título de curiosidade, porque eu não vou ganhar mesmo, estou concorrendo a uma viagem para Paris, para assistir a um show exclusivo dos Strokes. Mas, com certeza, a minha criativa frase foi a pior de todas já recebidas pelo site da MTV na história. Vou praticando. Um dia, quem sabe...

terça-feira, 9 de maio de 2006

Se fosse um tempo atrás, ao saber que o Laurent Garnier estaria lançando um cd novo, ia querer comprá-lo na hora. Bem, não é mais assim comigo. Mas bem que seria legal ver Prodigy e LCD Soundsystem no Skol Beats.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Então tá. Tchau. O Geninho disse ontem que tem contrato com o Goiás e fica no clube. Mas no futebol as coisas mudam rápido. E hoje ele disse que fica no Goiás, porque tem contrato e um projeto. Mas tudo é imprevisível no futebol. Bom né? Uma dorzinha no pescoço. Acordar cedo, pesquisar as coisas, mas achar que não vai adiantar nada. É só pra não dizerem que eu não tentei. Vou ouvir música num som decente. Mas não vou ver o meu fofo. Ando rebatendo muito as críticas, tentando justificar as coisas. Eu sei. Nem sempre o povo tá errado. E eu estou aqui para absorver as coisas boas. Mas estou na defensiva. Conservadora. Velha. Ranzinza. Então tá. Tchau. Volto na segunda.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Sex and The City

Patrícia me acordou pra checar como tinha ficado combinado. Ofereci carona e disse que passaria na Rafinha às 11h30. Quando olhei no relógio, 10h45. "Ainda bem que a Patrícia me acordou. Mas droga, vou me atrasar mais uma vez", pensei. Vou ligar pra Maria oferecendo carona, já que vou buscar a Patrícia. Mas ela liga antes. Era mais um daqueles almoços, um programa bem Sex and The City, como definiria a Maria um pouco mais tarde. Mas tínhamos uma "quarta elementa": mãe para algumas, irmã mais velha para outras. Saindo de casa, resolvo avisar a Rafaella que já tô indo. "Sua capetinha, vou tomar banho agora". É uma legítima mãe mesmo.

O reencontro foi ótimo. No carro, começamos a fofocar. E no meio de tudo, as meninas me ensinam os melhores caminhos pra chegar na Assembléia e no shopping. Pelo menos eu já sei ir sozinha da casa da Rafa pra casa da Pat. Enquanto isso, Pat fala do emprego, Maria e eu ficamos ouvindo e Rafaella conta os últimos rolos do relacionamento com primas, ex e afins.

Tirar dinheiro no banco. Eu vou pra fila do Bradesco (Maria vai junto) e Rafa e Pat pro Banco do Brasil. Conversas: SUS, médicos, hipotireoidismo e a fofoca sobre um lance. Enquanto isso, Maria diz que a Rafa pode começar a contar a mesma fofoca pra Pat. Quando a gente encontra, as duas "contações" estão no mesmo ponto. A Maria termina então. E todo mundo dá palpite.

É que Mariquinha se tornou menina brava, que faz o que tá vontade e na cara dos outros. Me deu orgulho. "Então, vamos agilizar a comida", era a Maria, a mais apressada. Eu vou comer pastel, Pat e Maria comida de verdade e Rafa vai de McDonald´s. "Ai, eu queria ter comido Fon Pin", foi o que eu disse logo depois de ir buscar meu pedido. "Ah, eu sabia", revelou Maria Cristina. Eu e meu velho hábito de querer outra coisa depois que escolho.

Além do apoio à atitude da Maricas, falamos de outras tantas coisas, outras tantas decisões, outras tantas bobagens. Orkut: posições a favor e contra à nova ferramenta do brinquedinho. Rondônia: uma roça, solidão, universidade, mas a possibilidade de ter mestrado, doutorado e pós-doutorado custeado. Tentamos nos tornar adivinhas de pensamento, falamos de "carmas", eu comi pouco, a Pat ficou agoniada de comer o bolinho doce. No fim de tudo, Patrícia ficou no médico com a irmã mais velha. Fui deixar a Mariquinha no trabalho.