Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Atenção, amigos...

Se quiserem almoçar em churrascaria em plena segunda-feira, tomar um monte de chopes e ficar lá até 16 horas, agora eu posso.

Se quiserem marcar um happy hour às 17 horas no Glória, agora eu posso.

Se quiserem me convidar pra uma viagem de três dias, pra sair na sexta à noite e passar o fim de semana, agora eu posso.

Se quiserem ir pro clube tomar sol, agora eu posso. E devo.

Se precisarem de ajuda pra qualquer coisa durante a tarde, agora eu posso.

Se quiserem passar a tarde inteira batendo perna no shopping, comendo pipoca e vendo filme, agora eu posso.

Estou de férias. Mas agora é que fudeu tudo. O Vila é o vice-lanterna da Série B. As férias já começaram mal. Mas ainda bem que a gente tem a Lusinha, pra ser a última colocada.

domingo, 29 de outubro de 2006

Pior que solo de guitarra, só solo de bateria. E pior que um show cheio de solos de guitarra, só um show repleto de solos de bateria. Mas sabe porque valeu a pena? Porque os caras são super bons no palco, simpáticos, cheios de energia e cantaram minha música preferida. "Tenho pressa de chegar, pressa de ir pra outro lugar..." Gostei de ver o Cachorro Grande na sexta-feira. E gostei muito do Móveis Coloniais de Acaju. É que eles são super divertidos e show de ska é super animado. Quando eu percebi, o vocalista tava do meu lado, no meio da galera, e o cara da cornetinha tava tomando um gole da cerveja do João Gabriel. Pensa nesses caras? E alguém aí conseguiu descobrir se a camiseta dele era mesmo do Fluminense? E acabou que o show salvou o dia, porque eu fui pra lá logo depois de ver o Vila perder de 5 a 1 para o Coxa.

***

Em dois dias de folga tive overdose de cerveja, presunto, champignon e The O.C. Depois disso, começo a me preocupar com as férias. E na nova programação já coloquei o aniversário da Fabi. E de mais um monte de gente. Parece que todo mundo faz aniversário em novembro: Janine, Cínthia e Ayane (e eu vou estar em Itumbs pra comemorar com elas).

***

Dominguinho de justificar o voto. E de trabalhar. Depois de muitas ratas na edição, consegui fechar duas páginas. Vou pra casa ficar um pouco com Cinthinha. Ter alguém da família por perto (apesar de eu ter duas pessoas em casa o tempo todo) podia ser algo mais freqüente. As férias começam quarta-feira.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Não, eu não sei ir ao supermercado. Mas quis pôr isso à prova. E depois de sair do trabalho super cedo, decidi não ir pra algum barzinho pelo menos por um dia e voltar pra casa, dormir cedo, fazer uma refeição decente, essas coisas... Daí tive um clique: "Vou cozinhar!". É isso mesmo. Comer aquele macarrão que eu sempre adoro.

Passo no supermercado e aproveito pra pôr gasolina no carro. E entro para as compras. Descubro que não sei mais onde ficam as coisas. Procuro pela pipoca de microondas e levo duas horas pra encontrar. Os congelados eu sei onde ficam. E já pego a pizza. Molho e condimentos para o molho também encontro. Passo pelos laticínios. Seria legal acordar amanhã e tomar iogurte. E leite com cereal, que acabei de lembrar que eu gosto. Longo tempo para escolher uma marca de leite.

Tudo bem, só falta o macarrão. "Fácil", pensei, "já que eu quero aquele spathetti de marca famosa que deve estar numa pilha bem grande". Que nada" Não conseguia encontrar o maldito macarrão nem sob reza brava. Quando eu finalmente achei, não era a tal "massa com ovos" que a mãe ensinou que é bom levar. Mas já estava desesperada pra sair daquele lugar. Paguei e empacotei.

Chego em casa e descubro que esqueci o cereal lá no mercado. Desisto de fazer o macarrão porque todas as louças estão sujas. Lavo uma assadeira e decido fazer, pelo menos, a pizza. Mas o gás acaba enquanto o forno esquenta. Ligo em quatro entregadores, daqueles que dizem ser 24 horas. Nada. Então, dane-se. O jeito é comer os dois pacotes de pipoca de microondas. E tomar a coca da geladeira. E ter a certeza de que eu não combino com supermercados.

***

Pra ir entrando no clima...

"Volta e meia eu fico pensando
Nas coisas que eu fiz
E esqueci no dia seguinte
Na memória eu perdi"

***

Hoje eu fiquei com vontade de matar trabalho pra ficar ouvindo o disco novo do Killers o dia inteiro.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Tem um repórter da Agência Estado que se chama Giuliano Villa Nova. Imagina eu com um sobrenome desses? Seria ideal. Imagina um "Paula Parreira Villa Nova". Bom demais. Daí eu ia no cartório e ainda dava uma aumentadinha para "Paula Parreira Villa Nova e Flamengo".

***

Vontade de comer alguma coisa com bastante cebola. Tipo um quibe cru.

domingo, 22 de outubro de 2006

O dia em que a redação foi só Schumacher

A chuva que caiu em Goiânia logo na hora do GP do Brasil deste ano, em Interlagos, foi bem-vinda. Pelo menos se chover aqui, não chove lá, era o que eu pensava. E não só pensava, como acredita nisso piamente. Aliás, foi isso que fez não chover em Interlagos, tá? Acordei tarde no dia mais importante do automobilismo brasileiro dos últimos, pelo menos, 13 anos. E do mundo do esporte a motor também, afinal de contas, depois da morte do Senna, a última corrida de Schumacher foi o maior acontecimento. Então, dos últimos 12 anos do automobilismo mundial.

Só consegui tomar café. Fiquei vendo o Esporte Espetacular. E chorei em todas as matérias sobre o fatídico dia. Até na matéria com Reginaldo Leme eu chorei. Mais ainda na do Schumacher. Só não chorei na parte que passou a previsão do tempo para Interlagos. Seria demais. Não almocei direito e, no caminho para o jornal, comprei uma sobremesa. Mas também não comi. Nervosismo demais. Queria que chegasse logo a hora da largada. Fui mais cedo para o jornal. "Para não ter que sair correndo depois da corrida, vou ver lá mesmo", pensei.

Ganhei companhia. Gustavo Ponciano, Felipe Furtado e Márcio Leijoto estavam empolgados com o GP. Aumentei o volume da televisão e me posicionei no meio da sala dos editores-executivos. O pessoal também se acomodou. "E aí, o que você espera da corrida?", me perguntavam. "Quero que o Massa vença, mas quero que o Schumacher seja campeão de novo", era eu, contraditória como sempre. E com essa turma, as piadinhas são inevitáveis. Quando Nico Rosberg passou reto na curva do café, veio a primeira do Ponciano: "Ele passou reto no café porque queria um pingado". Depois apareceu o Jean Todt na imagem e lá vem mais uma: "Se tem o Jean Todt, tem o Pierre Nescau e o Paul Quick".

E todo mundo torcia por Schumacher. Todo mundo! De piloto mais contestado, antipático e criticado, acho que o alemão passou a ser o mais amado nesta última temporada dele na Fórmula 1. Ou, pelo menos, o mais amado após anunciar a aposentadoria, há pouco mais de um mês, após vencer o GP de Monza. E depois de largar em 10º e ganhar algumas posições, lá vem o Schumi pra cima do Fisichella. Ele coloca de lado na curva, chega a ficar na frente do italiano, os dois se tocam e o alemão passa a ir bem mais devagar. Aí... O sinal da televisão cai.

Raiva pouca é bobagem. Desço na televisão do porteiro e nada. Ligo no transporte e nada. Subo de novo na redação e o Gustavo já tinha arrancado o cabo da Net. "Vai no 'doizão' da Globo mesmo", avisou. Beleza. Sinal restabelecido, volto à corrida. Mas já estava sozinha. Com o alemão em último, e com os casos de árvores caídas e fios de alta tensão arrebentados pela cidade (por causa da chuva, que fez com que não chovesse em Interlagos), todo mundo se dispersou. Vez ou outra, chegava um perguntando como é que estava. Parecia que, com Schumacher sem chances de título, ninguém mais se interessava pela corrida. Só valia se o alemão vencesse.

Mas com a recuperação de várias posições e o show que Schumacher dava de perseverança, otimismo, motivação e arrojo, todo mundo já estava colado na telinha de novo quando o alemão fez a belíssima ultrapassagem sobre o Raikkonen. Era a imagem da aposentadoria. O Schumacher, maior piloto de todos os tempos, passava pelo seu sucessor. Aliás, quem foi contratado para ser o seu sucessor. Porque, se você perguntar para todo e qualquer brasileiro quem será o sucessor do heptacampeão, ouvirá, em todas as respostas, um sonoro "Felipe Massa".

Deu orgulho. Deu vontade de chorar. Deu calafrios. Deu alegria. Deu tudo isso e mais um pouco. Ouvir o "Tema da Vitória", ritual que a Globo tratou de incutir no imaginário de todos os brasileiros, foi emocionante. Assim como foi na Turquia, quando o Felipe ganhou pela primeira vez na carreira. Assim como foi (porque não?) nas nove vezes em que Rubinho ganhou também. E como foi, inesquecível, com Ayrton.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Alguém tem aí uma receita? Quero saber como conversar com as pessoas. Quero saber como criticá-las, ao mesmo tempo que eu sei que tenho muito o que aprender. E tenho o que aprender com as pessoas que eu critico. Quero saber como cobrar imparcialidade, ao mesmo tempo em que tudo o que eu faço e aceito e publico e escrevo atende interesses de terceiros. Privados, ou públicos. Ou os meus. Quero saber apontar o dedo, ao mesmo tempo que deveria olhar o meu próprio umbigo. Quero saber como confortar, ao mesmo tempo que não sei o que dizer ou que também preciso ser firme. Quero saber como me importar com as pessoas, ao mesmo tempo que acho que os meus problemas são os maiores do mundo e maiores que os de todos. Alguém pode me ajudar? Mas vejam bem, porque quem estiver disposto deve ter uma cara-de-pau e uma certa falta de escrúpulos.

***

Valorizar as coisas que realmente importam e vão me fazer ser menos ou mais feliz. É esse tipo de atitude que eu tenho que ter (e eu tento, sério) diante de situações como a de agora. Uma situação que eu quero loucamente que acabe. Porque eu não agüento mais dar a ultra dimensão que eu dou para uma coisa aparentemente irrelevante. Mas é que às vezes as prioridades se invertem e as coisas fúteis tornam-se essenciais. E eu já devia estar acostumada. Viver uma coisa, a mesma coisa, igualzinho, por três vezes seguidas nos últimos tempos, não é pra qualquer um. Mas chega. Obrigada. Não quero mais não. A gente chega a ficar acostumada a encarar os fatos, mas a auto-estima e o amor próprio vão lá no chão. Preciso de algo diferente agora.

***

E cansei de escrever as coisas que eu quero, mas sem conseguir dizer nada às claras. Vou tentar fazer aquela matéria, que eu ganho mais.

***

Queria não ter que trabalhar no fim de semana e poder hibernar lá em casa. Comprar um monte de comida e ficar na concentração pra última corrida do ano. Ver todos os treinos, a classificação, os programas, os telejornais, ler os jornais, as revistas, ver todos os programas de bastidores, ligar pra galera e ficar fofocando, ver a corrida, o pódio, a repercussão da corrida, etc. Seria bom demais. Mas também vai ser bom fechar o restinho do campeonato. E um título e uma despedida. Quero caprichar.

Então. Meu artiguinho que saiu na quinta-feira, na íntegra... Hoje tava com vontade de escrever um monte aqui. Mas a correria não deixou. E daí também aconteceu um monte de coisa e eu perdi a vontade. Por enquanto, só isso mesmo.

***

De volta aos tempos de Jackie Stewart

Dois pilotos se envolvem num acidente horrível na primeira corrida da temporada, que é o GP de Mônaco. Detalhe: eles são companheiros de equipe, da Jordan-BRM. O inglês (Scott Stoddard) se dá mal, quase morre e passa boa parte do restante do ano em recuperação. Mas volta ainda naquela temporada e com chances de título na última etapa (qualquer semelhança com o ano de 1999 é mera coincidência). O outro, americano, perde o emprego por ter sido acusado de causar o rebuliço todo, assina com uma escuderia japonesa mais na frente, se envolve com a mulher do inglês e... Bem, não vou contar o fim do filme. Eu não sou crítica de cinema, mas sei, basicamente, que os críticos não fazem isso.

Vou utilizar o espaço de hoje para sugerir um filme especialíssimo, que comprei na semana passada. É o relançamento em dvd da película Grand Prix, de 1966, dirigido por John Frankenheimer. Segundo meu pai, que assistiu comigo na primeira vez, tem todos os galãs da época e o galã-mor, que é o James Garner (que faz o americano citado). Mas esse não é, nem de longe, o maior atrativo da obra. Em uma semana, já vi o filme três vezes e sempre dou uma olhadinha nos extras quando sobra um tempinho. E na semana que antecede o GP do Brasil, com decisão de título e aposentadoria de Schumacher, é uma ótima pedida.

O filme é um retrato fiel à Fórmula 1 dos anos 60. Sim, a Fórmula 1 das "baratinhas", do começo da carreira de Jackie Stewart, de Phil Hill, dos pit stops precários, daquele esforço gigantesco na pilotagem e do câmbio do lado esquerdo. O realismo das imagens é explicado no making of do filme. O diretor conta que gravou corridas de verdade e simuladas com os atores. Diz que o James Garner foi o único que fez todas as suas cenas sem dublês e era o que pilotava melhor. Segundo Frankenheimer, "a intenção era colocar o público dentro do carro". E ele conseguiu.

Para se ter uma idéia do que era a Fórmula 1 da época recorro a uma fala inicial de um dos personagens, o piloto francês Jean-Pierre Sarti (interpretado por Yves Montand)): "Se algum de nós imaginasse como seria chocar-se com uma árvore a 240 quilômetros por hora, nós jamais entraríamos nesses carros. Então me pareceu que para fazer algo perigoso é necessária certa ausência de imaginação". O ator Antonio Sabàto, que interpreta o italiano Nino Barlini, também tem uma passagem interessante ao definir que pilotar um carro daqueles era como estar "sentado em um caixão com gasolina ao redor".

Quer conferir a preciosidade? Vale a pena. Eu comprei o filme por R$ 34,50 e os extras do dvd são bem ricos também. Tem, além do making of, um passeio por Brands Hatch (o circuito inglês), depoimentos de Phil Hill, Jack Brabham e Stirling Moss. Eu gosto das cenas de Spa-Francorchamps da época, no GP da Bélgica de 1966. E, claro, o som do ronco dos motores, bem mais rouco que agora, é inebriante.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

E pensar que amanhã a foto de Schumacher com "Barrichello", a tartaruga, vai estar em tudo que é jornal. Dá azar demais esse Rubinho. E só o Fla mesmo. Marca um jogo nos Estados Unidos pra pagar, com o cachê, uma premiação (de um título conquistado em julho) prometida aos jogadores. E ainda perde.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Acordar cedo já é ruim. E acordar cedo, atravessar a cidade para visitar uma exposição de carros antigos e não conseguir nem entrar no lugar é pior ainda. Cheguamos, eu e Livinha, ao Oscar Niemeyer e nem a porta do local conseguimos encontrar. Tudo fechado. Ao longe, avistamos dois carrinhos, que poderiam até ser da exposição. Mas só dois. E o serviço da matéria no jornal explicava que a exposição estaria aberta até o dia 18 (hoje!), das 8 horas às 20 horas. O jeito foi ir ao shopping, do lado, esperar dar o horário de ir para o jornal, comprar um cd de R$ 50 e almoçar.

***

Só acontece comigo: compro dois sanduíches do McDonald´s (um Cheddar e um Crispy) e mais uma batata grande. Chego em casa e dá vontade mesmo de comer Miojo sabor feijão. E daí vou na Cical assinar um papel, depois de uma semana da menina me ligando. Daí quando volto e piso no jornal, ela me liga de novo e fala que eu assinei errado. Voltei lá, né...

***

Programação de férias: aniversário, jogo do Fla, show do New Order, aniversários da Lídia e da Marô, Itumbiara, Uberlândia, Goiânia Noise. Aceito sugestões e convites pra incrementar meu roteiro, tá?

terça-feira, 17 de outubro de 2006

E alguém pode me dizer quando é que vai ter na loja o disco novo do The Killers? E, como sempre, eu espero muita coisa das pessoas. Meu pai está às voltas com os solos de guitarra. E agora só ouve Joe Sartriani. Comprou um dvd e fica lá. E eu falo que não gosto de música com solos. Pra implicar, lógico.

***

Pra variar, cheguei atrasada na reunião de pauta. Daí que nem larguei minhas coisas ao lado do meu computador. Fui direto pra mesa de reunião, com bolsa e a pilha de livros, revistas e agendas. Aí, é claro que o Márcio teve que me implicar. "Olhando pra essa pilha de coisas, dá até para imaginar que é o dono é um homem". Só porque tinha um livro de Fórmula 1 e a Quatro Rodas. Dã.

***

E sim. O show do Cachorro Grande é dia 27, lá no Oscar Niemeyer. Até a Livinha falou que gosta da banda, pode? Já posso ir entrando no clima? Não precisa ser sertanejo pra ser romântico. "Com você, sempre vale a pena (...) Por você eu não desistiria".


Não é bom demais quando uma amiga te surpreende? Foi a Paolita quem o fez. Querem saber como é que ela me vê? Ela me vê como uma fã de futebol, comida e Strokes! Rá! Claro que a visão dela não é tão reducionista assim... Foi só uma coisa bonitinha demais que ela fez: desenhou a minha versão South Park. Vou postar o desenho e aqui está o link do blog da Paola.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Voltei. Mas queria ter voltado só um pouquinho mais bronzeada. Após a expectativa de muito sol, piscina, churrasco e folga, só choveu no meu feriado em Itumbiara. Mas também fez um solzinho, no dia em que fui embora. Paciência. Mas ir pra Itumbs é sempre bom. Um tempo atrás, pensei que não seria assim. Mas a empolgação é sempre a mesma, mesmo sete anos depois de ter saído de lá. Itumbiara é um dos poucos lugares que eu gosto nesse mundo. E, dentre todos esses lugares que eu gosto, é o que eu mais adoro. Itumbiara está mais velha. Tem 97 anos. "Faz 100 daqui três anos", como diz o pai. No caminho, a cada quilômetro eu vou pensando em alguma coisa diferente que quero ver lá. Desta vez, a novidade era Claudinha e Alexandre. Um cara bacana, pra uma amiga mais bacana ainda. Reencontro foi ótimo. Também rever Carlinha, encontrar a professora de gramática da escola, conseguir parar para ler um livro, terminar de almoçar e tomar café na casa da vó, ver a Beira-Rio, ver desfile do aniversário da cidade, tomar chopp com pai e mãe... Enfim, é como diz uma música, dessas de dupla sertaneja: "é aqui que eu amo, é aqui que eu quero ficar". Quer dizer, é lá.

***

Meu artigo mudou de dia. Agora é na quinta-feira. E eu tento, entre um título e outro, fazer os contatos para uma matéria. Previsão de show do Cachorro Grande. E exposição de carros antigos. Vou dar uma conferida. Mas o melhor mesmo é comemorar uma goleada de 3 a 0 em cima do Timinho. Com direito a um papel decisivo de Juan, o "melhor" lateral do Brasil. O cara sofreu um pênalti e marcou um gol.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

O mundo tá mesmo louco. Tem uma música do Panic! at The Disco na Malhação. Eu estou ouvindo música sertaneja. O Túlio tá jogando na Canedense e o Romário no Tupi. Eu comprei um livro do Zeca Camargo. Um dia de resolver o último pagamento antes do feriado, receber notícias da Pat, fofocar com as meninas, mudar template e calçar chinelo. Ei, os comentários voltaram tá? Mas parece que menos pra Fabi e pro Rodrigo... Coisa estranha...

***

Não coube nem metade do meu artigo no espaço. Então, coloco aqui na íntegra...

Será mesmo uma fênix?

Fernando Alonso vai ter que fazer muito mais do que imitar uma fênix para ser bicampeão mundial, no próximo dia 22, no circuito de Interlagos. Não acho que o título está decidido, que o campeonato já terminou e que o espanhol vai para o GP do Brasil só para "cumprir tabela" e levantar o caneco. Após a quebra de Michael Schumacher em Suzuka, na última etapa, a combinação de resultados (quase) improvável para o alemão ser octa, o clima de despedida dele com os mecânicos na Ferrari e as pazes de Alonso com a Renault, pensei exatamente isso. Mas milagres acontecem. Não acontecem?

Ou você acha que Niki Lauda estaria vivo, não fosse por milagre? Ou que Alessandro Zanardi estaria correndo, não fosse por um milagre? Ou que o motor do próprio Alonso teria quebrado em Monza, na 15ª etapa, não fosse por milagre? E é este último tipo de milagre, igualzinho, que Schumacher precisa no Brasil: que Alonso não complete a prova (ou que não pontue) e ele vença. Como foi em Monza, há 33 dias. Mas quer saber? Eu não duvido de mais nada.

O próprio Schumacher já reduziu a zero uma diferença que já foi de 25 pontos neste ano. E ainda roubou a liderança porque havia vencido mais corridas na temporada. Após a vitória em Suzuka, Alonso retomou a dianteira e se igualou em número de vitórias. Na última quarta-feira, Schumacher foi o mais rápidos nos testes coletivos em Jerez de la Frontera, na Espanha. Ele testa para ter o melhor acerto de carro em Interlagos. Mas para que, você pode me perguntar, já que ele desistiu de conquistar o título e acredita que é impossível? Aí está. Ele não acha que é impossível. E quer ter o melhor e mais rápido equipamento. Enquanto Felipe Massa e Rubens Barrichello estão no Brasil de férias e só vão entrar num cockpit novamente na sexta-feira que antecede a corrida, o alemão, com o status de heptacampeão mundial e a menos de 15 dias da aposentadoria definitiva, está testando exaustivamente na Espanha, ao lado de todos os pilotos de teste.

São também estratégias diferentes. Enquanto Schumacher quer o carro mais rápido e competitivo, a Renault de Alonso testa para ter o equipamento mais resistente e estável. É assim que o fim de temporada promete. No Brasil, o que é melhor ainda. Só espero que não baixe o espírito mesquinho em Schumacher e ele faça as asneiras que fez em 1994, quando jogou o carro em cima de Damon Hill e conquistou seu primeiro título, e em 1997, quando ele tentou de novo, mas Villeneuve se deu bem.

E as surpresas boas de fim de temporada já começaram, com a confirmação de Lewis Hamilton, o inglês campeão da GP2 deste ano, como piloto titular da McLaren no ano que vem. É o primeiro negro na Fórmula 1 e ele será o pupilo de Alonso, que começou a temporada com contrato assinado com a escuderia. E eu acho que, se o espanhol for campeão mundial, chega na equipe inglesa mais pressionado ainda para devolver o título ao time, que ergueu o caneco pela última vez em 1999, com Mika Hakkinen.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Mapa astrológico. Que idéia boa. As coisas andam muito diferentes mesmo. Ando querendo conhecer coisas novas, fazer coisas novas, ouvir músicas novas, mas pra ver se mudo e fico igual à todo mundo. Alguém que veio perguntar de um amor antigo. Sei não. Ando querendo esquecer todas aquelas coisas, nem tô com muita vontade de viajar. Não aquela viagem que traz todas essas lembranças. Ainda mais num fim de semana em que vou rever todo mundo. Eu acho. Queria que você fosse o meu motivo, mas não tá rolando. Então eu vou. Vou bem alimentada, porque amanhã vou comer lasanha. E posso ouvir uma discotecagem rock depois. Só que o Vila tá perdendo de 3 a 0. Só vergonha mesmo! Artigo de amanhã vai ser foda. Mas tenho que escrever. E daí, feriado aqui vou eu!

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

"Se tem pinga, a gente toma, se não tem, a gente canta." Trilha sonora especialíssima do fim de semana na fazenda da Livinha. Valeu a pena. Demais! E teve outras, tipo "E esse amor de ping-pong, de pega-pega, de esconde-esconde" ou "já estou na Fernão Dias, vou a bêaga (BH)". Mas até isso foi legal demais. Chegar à meia-noite, descobrir o que é um pivot, ver um pouco da corrida, dar "bom dia" para o cara que tira o leite (antes de ir dormir, lógico), acordar 11h30, já tomar uma cerveja, comer picanha no almoço, essas coisas. Que venham outros fins de semana como este.

***

Eu sou a visitante número 21.547 do blog da Nana.

***

Novos links, blogs legais, de gente que eu não conheço, mas gente que eu conheço conhece.

***

Cena bizarra do fim de semana. No esporte, claro. Alonso imita uma fênix. Mas ele teve que explicar o que tava fazendo... Engraçado demais!

***

Na verdade, para o meu gosto, um monte de outros programas fazem uma concorrência ferrenha com os debates políticos. Ontem lutei demais pra ver um pouco do debate da Band, enquanto passava um show do Morrissey na Multishow e o filme Harry Potter e a Pedra Filosofal noutro canal.

domingo, 8 de outubro de 2006

Redação em polvorosa por causa do debate. E o que parece, pelo menos para mim, é que o Alckmin não quer tanto convercer o eleitor a votar nele quanto quer convencer a não votar em Lula. Ataque atrás de ataque. Como diz o Itaney, "estou com vontade de ir embora, mas está bom demais". Mas não tem tanta gente aqui assim. E depois de um finzinho de semana ótimo, fechei quatro páginas bem boas também. Edição legal. Feriado aí e eu não sei o que fazer com as folgas. Mamãe tá me esperando. Só não sei se eu estou esperando pra ir. E ter que ir na Cical amanhã não vai ser legal. E ah, já ia me esquecendo... Eu também não faço questão de você, tá? Pelo menos, não deveria. Será que dá tempo de chegar em casa no intervalo? Daí saio pra comer só depois.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Sexta-feira de apreensão. Quero que o dia termine. Um papo sobre joguinhos. Não acho que fiz bem. Conhecer o seu interlocutor. Aí é que está. E de repente você mete os pés pelas mãos. Mas não acho que é isso. O problema é que eu não sei o que é. E pode ser nada. E é nada. Planejamento de fim de semana. Vamos adiantar as apresentações? Acho que ajuda. Expectativa pela corrida. E a Ferrari agora virou piadista. E eu sou uma das detentoras do mapa. Então, tá tudo certo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Fiz as contas e ontem eu passei cinco horas sem comer. Almocei às 11h30 e só lanchei às 16h30. E só lanchei uma vez.

***

Mais uma da Livinha: quando ligam o refletor do DMTV na redação, ela acha que parece sol, e a conseqüência psicológica é que ela fica com calor. Como pergunta a Nana, "como manter a sanidade aqui no jornal"?

***

Quando eu era adolescente, pensava que nunca na minha vida conseguiria fazer duas coisas: digitar rápido no computador e dirigir um carro.

***

Preciso de um artigo. Agora!

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

E o repórter escreveu que o Reinaldo é um "fazedor de gols dos mais talentosos que o Brasil já conheceu". E o Robgol é deputado estadual no Pará. É o Robgol mesmo?

Da série "minhas burrices". Eu não consigo entender porque o desgaste dos pneus intermediários novos na pista quase seca é pior do que o desgaste dos intermediários já velhos. Acho que é o lance dos sulcos, mas ainda vou ter que estudar muito para aprender tudo sobre pneus. Para meninas, aprender sobre pneus é mais difícil do que entender a lei de impedimento (é, isso foi meio preconceituoso). E outra: também não acreditava, talvez por não acompanhar de perto, que o Alcides viraria e que haveria segundo turno pra presidente. Só uma coisa eu sei: no dia 29 eu não vou votar, vou justificar.

***

Um blog que eu não sabia que existia e agora o Lula já disse que vai nos debates.

***

E o mais engraçado é ouvir vovó contando sobre o voto dela. Vovó não precisa votar e já tinha decidido não ia fazê-lo mesmo. Mas aí o Dani pediu voto para o candidato dele ao governo. Vovó e vovô foram lá então, "dar uma forcinha". E já que iriam mesmo, votaram no candidato à deputado que eu pedi. E em dia de votação, os dois não aceitam nem mesmo carona até a seção eleitoral deles. Fazem questão de ir andando. E levaram dois papeizinhos, com todos os números anotados. E o número do Luiz Moura estava lá. "Eu voto nele porque ele é daqui, é humilde e nunca trocou de partido", me explica vovó. Bem, essa última parte é bem verdade. Mas vovô esqueceu o papelzinho. Então, esperou vovó votar e pegou a cola emprestada. Era tudo igual mesmo.

domingo, 1 de outubro de 2006

Top 5

Nunca fiz esse tipo de listinha, mas deu vontade quando eu li Alta Fidelidade. E deu vontade de novo quando eu assisti Alta Fidelidade. E outro dia, na casa da Fabi, pensamos no top 5 de álbuns de cada um de nós...

# O 5 melhores álbuns de todos os tempos, entre os que eu tenho
- Help - Beatles (tem I´ve just seen a face)
- Is this it - Strokes
- Getz/Gilberto - stan Getz e João Gilberto
- Rubber Soul (tem I´m looking through you e In my life)
- The Queen is Dead - Smiths (esse eu não tenho, mas devia ter)

# As 5 melhores viagens
- Goiás Velho com as meninas (o quarteto fantástico, mais a Renata) pro Fica. Acho que foi em 2002
- Ituverava, para competir natação. Imagina! Era a cidade do Gustavo Borges e a piscina em que ele aprendeu a nadar
- Fazenda da Polly
- Um monte das viagens pra Itumbs que eu fiz quando comecei a faculdade
- A viagem da cobertura do Sertões em 2005

# Os 5 pontos altos da minha vida
- Strokes tocando Reptilia no encerramento do show que eu fui
- O momento de pegar o canudo, na formatura
- O casório do Dani
- Quando eu passei no vestibular. Se bem que nem teve tanta comemoração assim
- Quando o nosso time passou para a fase estadual na disputa do vôlei

# Os 5 maiores micos
- Usar um cabelo frizado na formatura da 4ª série. Horroroso!
- Chorar por ter chegada atrasada num jogo nas Olimpíadas Estudantis, não ter podido entrar em quadra e ainda não ter pego a camisa número 5
- Dar o primeiro beijo na porta de casa
- Usar cabelo verde e amarelo na Copa de 94
- Chegar em quinto, e último, num Campeonato Goiano de Inverno, nos 200m costas

# Os maiores amigos (suuuuper injusto, porque eu tenho mais que isso)
- A Jô: minha grande amiga de adolescência, de brincar de bete na rua, de usar boné, de ouvir Aerosmith e Raimundos
- Camila, Pri e Ju: as meninas que fizeram a faculdade ser ainda mais legal
- Maria Cristina: mais que amiga, é irmã
- Lidinha: com quem eu não tenho vergonha de conversar sobre nada
- E mais todos os outros grandes amigos, porque é muito injusto falar só de um pouco de gente da galera

# As 5 melhores músicas para ouvir em viagens
- I´ve just seen a face, do Help, que é a preferida, ou uma das
- Pink, Aerosmith, porque é animada
- Hearts breaking even. Porque não basta gostar de Bon Jovi. Tem que cantar junto. E alto. E só na estrada mesmo pra fazer isso...
- Lisbela, do Los Hermanos. Só porque ouvi essa música na última viagem
- E não sei outra

# Os 5 melhores filmes (pra quem não é tão chegada em cinema e filmes em geral)
- Uma Lição de Amor. Porque o olho inchado no outro dia é inevitável. Sempre
- Como perder um homem em 10 dias. É o meu Bridget Jones. Dá um desconto
- O quarto do filho. Porque todo mundo diz que o cinema italiano é brilhante
- Sobre meninos e lobos. Porque é o último filme bom que eu assisti
- Não sei outro também