Paula Parreira

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sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Parece retaliação. Por algo que não fizemos. Sentir que estou sendo passada pra trás, injustiça, incompreensão, essas coisas, blá, blá, blá. Nem sei se quero voltar pra minha vida. Acho que vou parar de conversar no messenger. E estou de férias. Férias do blog também, tá?

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Depois de um ano, acho que gosto de X&Y, o último disco do Coldplay. Na minha retrospectiva do ano passado, ele foi o pior disco do ano. Mas agora tive paciência de ouvir. E gostei. Demais.

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Não gosto do Zeca Camargo, mas arrisquei comprar o livro dele em que conta os bastidores das entrevistas que fez com astros da música, na MTV e no Fantástico. Justamente porque adoro os bastidores das coisas. E lembro até hoje de uma matéria na Bizz com o making of de uma turnê dos Strokes, que eu esperava muito e não foi tão legal. Até hoje lamento. Mas é outra história.

O livro do Zeca é ruim. Muito ruim. Principalmente a parte de dicas. E na parte em que fala de cada uma das entrevistas que fez, ele parece se achar mais importante que o entrevistado. Ele prefere dizer como aquele artista marcou sua vida do que escrever alguma curiosidade a mais do momento. E é comum ele dizer que "passei a ouvir a obra de fulano de outra maneira depois de conhecê-lo pessoalmente". E ele diz ser fã de todo mundo. Não quero saber isso.

Mas fiquei impressionada com a parte do Cazuza e a do Elton John. Mais com a do Cazuza. Muito boa, realmente. Foi quando o brasileiro admitiu publicamente que estava com aids. Emocionante. E aí sim cabe a parte que ele conta das inquietações que sofreu, jornalisticamente falando, de perguntar sobre aquilo. Elton John falou sobre a morte de Diana e Versace, amigos pessoais, o que não tinha falado com ninguém ainda.

Bem, vou terminar o livro. Ainda tem Courtney Love, Madonna, Nirvana, Bono, e por aí vai. Mas o pior mesmo é saber que, no top 5 de músicas dos Smiths do Zeca Camargo, tem duas das minhas preferidas: Girlfriend in a coma e Ask. Ai, não pode ser. Eu não posso gostar das mesmas músicas que o Zeca Camargo. Ah! E no livro ele fala mal de Chris Martin, do Coldplay. De acordo com o episódio, até vale a crítica. Também achei ridículo o comportamento do cara. Mas não dá pra falar mal do vocalista. Nem da banda.

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Redação
Tema: Minhas férias

Como toda a população mundial, eu detesto ir ao dentista. Até hoje, 24 anos depois de eu ter nascido, minha mãe tem que me obrigar a ir ao dentista. Assim como tem que me obrigar a ir ao médico, a comer couve, ovo, cenoura e feijão. Então, minha mãe me obrigou a ir ao dentista. Marcou horário e me encontrou lá. Mas eu fui sozinha.

Terminei o meu interminável livro "Febre de Bola". Bonzão, mas que eu não terminava nunca. Também terminei a terceira temporada de The O.C. Bom demais. Mas a segunda é melhor. Tem a participação de mais bandas. E os extras da última são fracos também. E agora tô ouvindo a trilha sonora, não sei qual. Tá passando Raveonettes. Tem razão de esse ser o meu seriado preferido.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Rock de idade

Eles estão grisalhos e gordinhos. É a idade, né? Ela chega pra todo mundo, até mesmo para os astros do rock. Mas ainda vai demorar a chegar para Phil Cunningham, lindíssimo nos teclados e na guitarra. Mas, como ele entrou na banda depois de 2000 e é o mais novo, não conta muito. Fui ao show do New Order, em Brasília, no último dia 10. Saímos (meu pai e eu) de Itumbs, pit-stop em Goiânia e seguimos para a capital federal. Que, naquele dia era a capital do rock-eletrônico dos caras. A banda foi criada nos anos 80 e nasceu do Joy Division do suicida Ian Curtis.

Os três ex-Joy Division são fantásticos. A motivação que a banda tem no palco é surpreendente. Depois de quase 30 anos, a vontade de estar ali e realizar um bom concerto pra galera é enorme. O vocalista Bernard Sumner é simpático e diz alguma coisa antes de todas as músicas. Toca guitarra (só em uma música que não), o que me anima, porque eu odeio vocalistas posers que não tocam nada (com exceção para Julian Casablancas, dos Strokes, claro). Peter Hook é caricato, faz piada, diz palavrão e se diverte muito com seu baixo. E arrisca a bateria eletrônica.

Eles abriram com Crystal e soltaram Regret na seqüência. A apresentação quando chegaram no palco? "Somos o New Order. É ótimos estar aqui em Brasília, aqui no Brasil". Nem precisava né? Mas era a primeiras vez que eles pisavam num palco brasileiro (Brasília foi o primeiro show da passagem deles por aqui) depois dos anos 80. Um show recheado de hits, com algumas músicas novas, que pareciam ser conhecidas só por mim e pela Ludmilla. Ceremony, com aquela introdução linda, veio na seqüência. Mais pra frente, uma das preferidas: tocaram Krafty, eu cantei demais e emendaram com Waiting for the siren´s call, outra nova.

Logo depois, "a Joy Division´s song", como anunciou Sumner. Eu não conheço a banda que foi liderada por Ian Curtis e não dei muito moral. Aí veio Bizarre Love Triangle, cantada em coro por cerca de 8 mil pessoas que estavam no ginásio Nilson Nelson. Mais pra frente, Phil Cunningham começa a fazer micagens com Peter Hook e Stephen Morris deixa a bateria para se ajeitar em outro teclado. Era a hora de The Perfect Kiss, que foi o ponto alto do show pra mim, o momento mais lindo. E eles ainda emendaram com Blue Monday. E o Peter Hook lá, na batera eletrônica mais uma vez.

Quando deixaram o palco e voltaram para o bis, tocaram Turn, música também mais nova, meio balada, que eu achei muito linda ao vivo. E tocaram outras duas, que eu nem vi passar. O ruim foi o som do evento. Sumner reclamou o tempo todo da sua guitarra e do seu microfone. Parecia irritado algumas vezes, mas levou tudo na boa. Fazer o quê? Acho ridículo essas coisas acontecerem. Já é um absurdo acontecer no show do Cachorro Grande aqui em Goiânia, imagina num do New Order. Mas os momentos daquela noite foram intensos. Muito.

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Mais uma da série "como é fácil fazer amigos". Viajamos papai e eu no fim de semana. No roteiro, show do New Order, vitória do Vila e uma baladinha pra comemorar o níver da Lidinha e rever os amigos. Voltando pra Itumbs no domingo de manhã, passamos pela rodovia federal. Obras e tal. Tivemos que parar e ficar esperando um tempo pra liberar a pista. Meu pai, super sociável, sai do carro e vai conversar com a galera. Fico dormindo, lógico. Quando o pai volta, ainda estou dormindo e seguimos viagem. Perto de Itumbs, vimos o cara do corsinha verde. Daí meu pai me conta que ele é do Paraná, foi em São Luís (MA) buscar esse carro pra vender em Maringá. E vai ganhar 3 mil contos no negócio. O outro "amigo" que meu pai fez também trabalha nesse lance aí de vender e comprar carro. Há 25 anos. Ele mora em... não lembro agora. Sei que ele foi pra Goiânia dar uns conselhos pra filha, que tá em crise no casamento. Meu pai não perguntou o nome dos novos amigos. E eu só sei que a vida da gente cabe em dez minutos de conversa.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Não é bem um post de novidades. É de concentração. Pro show do New Order...

"Just give me one more day
Give me another night
I need a second chance
This time I'll get it right"

Essa aí eu vou cantar a plenos pulmões... Depois, conto como foi!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Agora que o aniversário passou, vim para Itumbiara. Da comemoração, fica a certeza de que tenho amigos ótimos. Não que eu não soubesse disso. É bom estar aqui. Mesmo que isso signifique que não vou poder mais ver a Tour Independente, um especial do Banda Antes da MTV. Hoje em dia eu também sinto falta de coisas que não tenho aqui. E não são só os canais do cabo.

Coloquei as roupas no armário, o que faço quando vou ficar mais tempo. Esse tempo deve durar, pelo menos, 15 dias. Mas com uma escapada para ir a Brasília. Mas as coisas não couberam todas no armário. Tive que deixar um pouco na mala. Talvez a casa tenha ficado pequena pra mim. Mesmo depois da reforma. Mas isso, de deixar as coisas na mala por falta de espaço, também acontece quando estou em casa em Goiânia. Pode ser que lá também tenha ficado pequeno pra mim. Ou que sempre tenha sido.

Mas detesto dizer ou pensar coisas assim porque parece esses discusos adolescentes rebeldes e ridículos (hoje são). Não tenho essas paranóias de pensar que não há lugar pra mim. Até porque acredito que todo lugar pode significar, em momentos diferentes, tanto um porto seguro quanto um local apenas de passagem.

E eu não tenho tantos lugares que eu queira muito conhecer ou experimentar. Só acho que, agora, tem algumas coisas que estão diferentes em todos os lugares que eu já conheço. Ou pode ser que eu é que tenha mudado. Como é que eu vou saber?

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Usando o computador no shopping, senta um garoto (sei lá, uns 10 anos, ou menos) na máquina do meu lado. De repente, me pergunta: "Moça, você sabe como que escreve Cartoon Network?". Respondi afirmativamente, puxei o teclado dele e digitei. E engatamos uma conversa sobre desenhos animados. Não fomos muito longe. É que o desenho preferido dele é Pokemon, que eu nunca nem assisti. Pelo menos, ele deu sorte de eu gostar de Adult Swin. E ainda bem que não me chamou de "tia". É, não é tão difícil fazer amizades.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

É hoje. O aniversário.