Os Rolling Stones ganharam mais uma fã. Eu.
Foi em maio do ano passado. O pai ficou sabendo que os Rolling Stones viriam ao Brasil e combinamos de assistir ao show juntos. Nunca fui muito fã dos caras. Conheço mesmo só as mais famosas. É que no duelo das bandas da década de 60, eu prefiro os Beatles. É que eu sou mais os mocinhos do que os vilões.
Bem, os planos furaram, não fomos ao Rio (nem eu, nem o pai), mas eu garanti o meu lugar no sofá para assistir pela televisão. Perdi a primeira música "Jumping Jack Flash". Foi a única que eu perdi. Logo a única música deles que os Beatles cantaram. Na música seguinte, "It´s Only Rock and Roll", eu já estava de frente à tv. Paciência né...
Enquanto rolava o show, ficava extasiada com aquele espetáculo todo mostrado pela tv. Tudo: 1,3 milhões pessoas, os telões na praia, os barcos, o telão atrás deles, o figurino, o Keith Richards que parecia de mentira, o Ron Woods apontando não sei quê toda hora, o Charlie Watts com uma cara muito esquisita, o segundo palquinho, a camiseta do Brasil... Tudo me fascinou.
Só conseguia pensar que era uma coisa fantástica ver aquela banda de mais de 40 anos de estrada, que não precisava mais de nada, fazer um super (e bota super nisso!) show, de graça (DE GRAÇA!), praquele povão todo, cantando músicas da década de 60 e do ano passado com a mesma energia. E olha que eu nem estava lá. Assistia tudo pela telinha.
Além de tudo, é uma banda muito simpática. Se comunicava em português, não só com os "muito obrigado" e "boa noite, galera" da vida. De repente, Mick Jagger perguntou "Tem gente aí de São Paulo? E da Bahia, hã? E de Porto Alegre?". No último grau do delírio, cheguei a pensar: "Ai, meu Deus! Daqui a pouco ele pergunta 'e de Goiânia?'". Pô, já tava bom pra caramba, porque não podia ficar melhor ainda né... Mas nem tanto. Ele perguntou se tinha alguém ali do Rio, o povão foi ao delírio e pronto.
E como eu sou clichê, esperava ansiosamente "Start me up". Enquanto isso, cantei "Simpathy for the Devil", "White Horses", "You got me rock", "Get off of my cloud"... Depois, a minha preferida se tornou apenas mais uma entre as músicas que eles tocaram, porque o show inteiro foi bom. Bem, lendo sobre a muvuca que rolou, a bagunça em Copacabana e sabendo sobre a distância que o povão ficou do palco, acho que foi melhor mesmo ver de casa. Mesmo a Priscilla falando que não viu nada que a assustasse, nada que não aconteça em qualquer micareta ou CarnáGoiânia por aí.
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Seguindo pelas minhas peripécias de megashows vistos pela tv, também curti o show do U2. Todas as músicas que tinham que estar ali, uma galera que pulou muito mais, parecia até mais emocionante. Mas aquela menina que o Bono escolheu pra cantar "With or Without You", faça-me o favor... Pode até parecer despeito, mas eu fiquei revoltada. Ela sequer cantou a música, nem chorou. Tem base? Não tem. Todo mundo sabe que essa é a hora mais esperada do show, que ele sempre escolhe uma garota e tudo. E aí a menina vai lá e nem canta. E nem chora.
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Eu odeio área vip. Mas só quando eu não estou lá. Tava conversando com um amigo meu antes do show dos Rolling Stones, ele revoltado com a distância do povão do palco (mais de 100 metros). Na verdade é um absurdo mesmo, mas eu adorei ter ficado na área vip do show dos Strokes. E sempre que eu puder e conseguir, estarei lá. Na área vip.
