Minha vida? Tá. Assistir seriado até 3 da manhã. Lembrar que o disco novo do Killers chega em outubro. É que eu tô esperando muito por isso. Achar que, já que eu fui até 3, posso ver o show e dormir às 4 horas. Ver que o Julian está com um relógio enorme amarelo no braço direito, do jeito que eu uso relógio. Lembrar que nem comentei que o Albert tem tocado com uma banda paralela. Pensar que tudo bem mesmo assim, já que a maioria dos solos é o Nick Valensi quem faz. Ter vontade de comer yakisoba e achar que, no caso de hoje, o miojo não vai quebrar o galho. Não tirar da cabeça que tenho que escrever um super texto brilhante em seis dias. E que vou trabalhar muito, com outra coisa, em três desses dias. Anotar o que eu tenho que fazer no outro dia. Lembrar que tinha mesmo aquela música que ouvir no show, a Hawaii, que não tem em disco algum. Só no show que ela existe.
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A idéia surgiu numa das nossas idas à padaria. Eu, Tião e Livinha. E o Tião disse que a gente não pode morrer sem ouvir o ronco do motor de uma Ferrari. Aí fomos enumerar as coisas que temos que fazer antes de morrer. Vamos lá? Ir ao Maracanã (eu nunca fui), ir ao show do Paul McCartney e entrevistar o Nilton Santos. Não consigo lembrar mais muita coisa. A Livinha diz que quer ir a uma Olimpíada e a uma Copa do Mundo. O José Ricardo, da diagramação, diz que a gente tem que saltar de pára-quedas.
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Não vou mais sofrer por não saber o que eu fiz. Vou deixar pra lá. É que às vezes as pessoas são cruéis. E como sabem ser assim! Tudo bem. Não quero mais falar com você. Não faço questão de ter você por perto, nem de puxar conversa, nem de fazer as coisas por você, nem de nada. Você não merece.
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O Gléguer é o Rogério Ceni do Vila Nova.
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Crédito para a Wan: "É a água do jornal que faz as meninas ficarem grávidas e os meninos virarem gays".