Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Decidi, logo depois de terminar um capítulo do livro. Vou dormir no sofá. É que eu nunca tinha dormido no meu sofá, que é cama também. Coloquei um som, enquanto forrava e espalhava travesseiros, bichinho e coberta. Tocava Lemonheads. Fui arrumar os discos e tentar encontrar algo pra dormir. Já que ia dormir na sala, tinha que ser com música. Zás! Achei Rage Against The Machine. Não um disco, mas dois. Lembrei que tinha todos os motivos pra ter raiva e aquela seria a trilha sonora ideal. Num dos discos, havia até a palavra "Evil" no nome. Perfeito. Só que eu cansei rapidinho daquele negócio de "bombtrack" e "killing in the name". "Que merda é essa?", pensei. Não nasci pra ouvir isso. Não nasci pra ser meio revoltada. Opa, sem qualquer juízo de valor, por favor.

Mas aí enfiei o pé na jaca. Dei o play num Bon Jovi que estava por ali, meio perdido. E gostei. E cantei. Foi uma desolação só. E tudo porque ouvi aquele história daquele cara no mesmo dia.

"Have I said too much
Maybe I haven´t said enough
But know that every word was a piece of my heart"

E pensar que tudo estava ali, ao meu alcance: Queens of the Stone Age, Beck, Babyshambles, Foo Fighters...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Tríplice coroa. Flamengo classificado para a final, após vencer o Vasquinho nos pênaltis. Vila com goleada vingada: vitória por 3 a 0 em cima do Goiás. E Itumbiara com placarzinho magro fora de casa, mas vitória de qualquer jeito (1 a 0). Motivo para comemoração. E muita.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Pensando bem, eu trocaria fácil a cobertura do Pan pela do festival de Benicàssim, na Espanha. Fácil, como diz um amigo meu. Coincidência de datas e tal. Mas ver Arctic Monkeys e Magic Numbers seria bem melhor do que correr o risco de pegar dengue, ser queimada num ônibus ou, na melhora das hipóteses, entrevistar Robert Scheidt, Michael Phelps e Bernardinho.

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Novamente problemas com essa gentinha.

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Discurso derrotista. Pra quê dar murro em ponta de faca, passar as noites preocupada, querer fazer mil coisas e não poder, chegar sorrindo, passar o dia sendo educada e correndo atrás do que o povo manda, dar mais sorrisos à noite? Isso daí não vai pagar meu aluguel, que eu não pagava há três meses.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Meu artiguinho piegas...

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Por trás das conquistas

Quem é aquele cara que fica lá na arquibancada gritando para o garoto na piscina? Será que quem está nadando ouve ou sabe que aquela pessoa existe? E a mulher sentada no banco de reservas que decide quem entra e sai num time? Será que ela sabe mesmo o que está fazendo? Podem ter certeza: ela sabe o que está fazendo e o garoto na piscina, além de saber quem é o cara, ouve os sinais na respiração.

Por trás de uma trajetória esportiva de sucesso, há inúmeras variáveis decisivas na hora de conquistar uma medalha, melhorar um tempo, colocar a bola no chão ou marcar um gol. E talvez a mais importante delas seja os técnicos e técnicas, que passam mais tempo com os atletas do que a própria família, conhecem como ninguém seus pupilos e são uma extensão de suas conquistas.

Escrevi sobre isso antes das Olimpíadas de Atenas, em 2004. Na ocasião, falamos na Redação sobre o ucraniano Oleg Ostapenko, técnico de Daiane dos Santos, esperança de medalha. A medalha não veio, mas o técnico da ginasta é exemplo de excelência e vem de uma nação que tem algumas das melhores atletas do mundo na modalidade.

Nomes como Telê Santana, Georgette Vidor, Bebeto de Freitas, Bernardinho, José Roberto Guimarães, entre outros, ocuparam e ocupam o imaginário das pessoas, curiosas em saber como é o relacionamento treinador-atleta. E posso afirmar que é baseado em confiança mútua, comprometimento, amizade, verdade e descontração. Por cerca de dez anos, pratiquei natação e eram meus técnicos quem me ajudavam em tudo: alimentação, estudos, horários e conselhos.

Maloca e Paulo me entendiam quando a prova do dia seguinte exigia tanta dedicação a ponto de “matar” treino. Era com eles que eu falava que não podia ir por causa de menstruação, que precisaria tomar remédio para competir. Eram eles quem iam lá em casa nos aniversários.

Outra boa lembrança é de 1997. Pela primeira vez, disputei um campeonato estadual de vôlei pela minha cidade e, em vez de Careca, técnico da minha escola com quem já estava acostumada, tivemos o comando de Silvinha. No primeiro dia de competição, precisei acumular as disputas de três provas na natação com o nosso primeiro jogo à noite. Silvinha ficou comigo o dia todo e cuidou para que superasse o desgaste físico.

Essas pessoas viram de perto o meu crescimento como atleta e pessoa. É assim com os técnicos dos atletas que vão disputar o Pan-Americano, em julho. Em qualquer conquista, eles terão boa parcela de “culpa”.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Sobrevivi ao Carnaval. Estava em dúvida entre escrever Carnaval com letra maiúscula ou minúscula. Resolvi escrever com maiúscula porque é do jeito contrário ao que a galera escreve lá no jornal. Acho que por ser um feriado profano, sei lá se é esse mesmo o motivo, o povo escreve com minúscula. Resolvi deixar aqui diferente.

Então, eu ia dizendo que sobrevivi ao Carnaval. O meu feriado durou apenas três dias e eu só passei um dia inteiro (assim inteirinho, de acordar e dormir no lugar) em Itumbiara. Lá, nem vestígio de marchinhas, sambas-enredo, qualquer uma dessas músicas bregas que tocam nesse tipo de festa, dancinhas com os dedinhos indicadores pra cima, desfiles, Band Folia, essas coisas.

Pelo contrário. Ouvi muito Coldplay, para já ir acostumando para os shows do fim de semana, que, à propósito, eu não vou. Sendo assim, não sei porque precisava acostumar. Mas decidi me acostumar e pronto. E me acostumei a muito churrasco, lanches na vovó, lasanhas e refrigerante. Não queimei nenhumazinha caloria pulando Carnaval. Ainda bem.

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E no primeiro dia de volta a Goiânia, decido mudar de vida e passar a ser uma consumidora consciente. Sim, fui influenciada por uma matéria de revista. Mas não consegui nos dois primeiros dias. Vou tentando.

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Em casa, tudo de pernas pro ar. Chego e dou de cara com o meu jornal acumulado de feriado no sofá lá do, como posso dizer, hall de entrada. Acho que posso chamar assim. Daí hoje acordo 10 horas (e olha que nem foi tão tarde assim) e desço para pegar o jornal. Ele está lá, mas todo revirado. Lembrar de acordar amanhã às 7 horas e pegá-lo dobradinho, bonitinho, sem nenhum(a) camarada ter mexido. Não que eu seja egoísta. É bom dividir a leitura do jornal com alguém e saber que outra pessoa está se aproveitando do meu rico dinheirinho (muito mal aproveitado, confesso, já que eu leio pouco o jornal) para ficar melhor informado, adquirir mais cultura, exercitar a leitura e tal. Mas também tenho a mania de gostar de ser a primeira a desembrulhar o jornal. E eu gosto de ser a primeira a escolher o primeiro caderno que eu vou ler.

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Alguém aí tem um artigo de arquivo pra me emprestar? Daí no sábado eu escrevo um do tipo e devolvo.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Que Carnaval que nada! Tem que enfiar o pé na jaca já na quinta-feira. E passar o feriado todo de ressaca.

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Sem preconceitos contra Bernardinho

Não gosto de livros de auto-ajuda. E não é por falta de conhecimento. Já cheguei a começar a leitura de um livro chamado Enquanto o amor não vem. Na página 30, decidi que, enquanto o amor não vinha, eu ia fazer outra coisa, e não ler aquilo deitada no sofá. E fui aproveitar a vida. Tempos depois li, completinho, o livro do Gustavo Borges. Atrás de histórias da carreira do ex-nadador, tive que encarar algumas páginas do mais legítimo estilo auto-ajuda.

Quando eu pensava que tinha terminado a minha viagem pelos livros clichês, o Bernardinho lança Transformando suor em ouro. Pensei, repensei, pensei de novo e resolvi pedir emprestado. Fui numa palestra do treinador, em setembro de 2005, e saí de lá super motivada, apesar de sempre desconfiar de tudo o que está relacionado a esses assuntos, esse papo de “motivar para o sucesso” ou “como vencer na vida”. Mas foi ótimo! Ele contou histórias e fez analogias práticas da vida no esporte com o mundo corporativo.

Na verdade, quando deixei o preconceito de lado, percebi que os exemplos e ensinamentos de Bernardinho ajudam muito quem depende do trabalho em equipe. As noções que ele tem de cooperação, superação, planejamento, auge, manutenção do topo e, sobretudo, de liderança me convenceram. Me peguei surpresa por, no fim, absorver o desafio de aplicar tudo o que está lá, até mesmo no nosso trabalho aqui no jornal, que reúne todos os talentos e esforços.

Bernardinho fala que o mais importante não é vencer e sim ter a certeza de que tudo foi feito para que se chegasse lá. Se você tiver a certeza de que fez, mas não vencer, tudo bem. Ele conta que sempre teve a dúvida (se havia feito tudo ao seu alcance) com as meninas do vôlei, que conquistaram dois bronzes em Olimpíadas. Para ele, o fato de ter chegado tão perto o fez duvidar. Com os meninos não. Mas é mais fácil não ter dúvidas em relação a um elenco que ganhou tudo.

Com esse espírito de auto-ajuda, finalizo com duas frases de Bernardinho, uma do livro: “É fundamental reconhecer as qualidades que não temos, não invejar os outros por isso e manter a vontade de trabalhar em grupo”. E outra da palestra: “Quem não erra? Quem não tenta fazer. Quem não perde? Quem não joga”.

Aproveitem, sem preconceito!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Dois artigos...

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Jogo, só depois da novela

A alteração do horário do jogo entre Crac e Atlético pelo Goianão é só mais um exemplo da falta de respeito às nossas leis e aos consumidores de futebol, uma prática tão comum no Brasil quanto tomar caipirinha na praia. Reconheço que é a menor delas, quase insignificante, num cenário que inclui violência extrema, dívidas estrondosas dos clubes, corrupção na arbitragem, cartolagem malandra, transações suspeitas e parcerias escusas.

Tal atitude (alteração do horário), que ocorreu na noite da última terça-feira, por volta das 20 horas, fere o Estatudo dos Direitos do Torcedor, sancionado pela lei 10.671, de 15 de maio de 2003. Fomos informados na redação da mudança mais ou menos neste horário. Durante todo o dia, não havia a definição sobre qual jogo seria transmitido pela televisão. Diante da veiculação da partida em Catalão, o horário foi alterado de 20h30 para 21h45 do dia seguinte (ontem). A confirmação da mudança deveria ser feita com 48 horas de antecedência.

Alexandre Magno, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás, afirma que o Estatudo já nasceu impraticável e algumas regras "nunca foram e nunca serão cumpridas". Tudo bem. Não sou ingênua a ponto de acreditar que vou comprar um ingresso numerado e sentar exatamente no lugar reservado para o portador daquele bilhete no estádio. Também não espero que o sorteio de árbitros e a divulgação de súmulas e borderôs siga à risca o que diz o documento.

Não sou, mas deveria. Afinal, se a lei existe, por mais mirabolante que ela seja, deve ser cumprida. Não interessa se o que está nas leis não corresponde à cultura nacional, aos costumes do povo brasileiro ou não tem praticidade alguma. Se os legisladores preferem ignorar o contexto social do nosso País, não é culpa do torcedor ou minha, exceto pelo fato de que nós os elegemos. Só o que me deixa desconsolada é que assuntos muito mais relevantes são tratados da mesma maneira.

Por exemplo? Diz ainda o Estatuto do Torcedor que os clubes mandantes devem cuidar pela segurança dos torcedores nos estádios. Daí rola aquela confusão no jogo Villa Nova x Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, e ninguém é responsabilizado. Enquanto isso, na Itália, um policial morre e todos os campeonatos de futebol são suspensos, além de autoridades do governo cobrarem a responsabilidade dos cartolas dos times e da federação italiana.

O motivo da alteração de horário evidencia muita coisa. O relacionamento dos clubes de futebol com as emissoras de televisão detentoras dos direitos de transmissão é completamente deturpado. A maior receita dos clubes vem disso e de patrocinadores (também muito interessados na exposição na mídia televisiva). Clubes endividados, como o Flamengo, chegam a receber as cotas de televisão adiantadas por conta de acordo das emissoras com o Clube dos 13, a CBF e as agremiações. No fim das contas, todos saem ganhando e cada um pega a sua parte no bolo.

Por conta da televisão, o torcedor que compra ingresso e se programa para assistir a um jogo num determinado horário é obrigado a fazê-lo de forma diferente. Tudo porque as entidades organizadoras dos campeonatos e os clubes de futebol curvam-se diante das poderosas câmeras, que trazem visibilidade e dinheiro.

Outro exemplo é o projeto de lei de um vereador paulista, que proíbe a realização de qualquer partida de futebol após as 21 horas. Bastou a apresentação do documento para a revolta de Federação Paulista, CBF e Rede Globo. O porquê do projeto? Pensamento nos torcedores. Quem não gostaria de voltar mais cedo para casa, ficar menos refém da violência, deixar de transitar nos arredores de estádios tarde da noite, não perder o metrô na volta? Todo mundo. Não foi difícil encontrar aprovação da medida em jogadores, técnicos e autoridades. Mas duvido que passe, afinal os jogos do Corinthians só podem começar após a novela das oito.

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Já me rendi ao Pato

O que dizer de um garoto que, após três (só três) jogos como titular no seu clube, já conquistou um Mundial da Fifa e vale R$ 20 milhões no caso de uma transferência? No mínimo, que é um fenômeno. Sim, exatamente como aquele que há 13 anos deixava o Cruzeiro para se apresentar ao PSV Eindhoven, após ter feito parte do elenco tetracampeão do mundo com apenas 17 anos. Era Ronaldo. A idade é a mesma. Com os mesmos 17 anos, Alexandre Pato é o jogador mais badalado do Brasil atualmente.

Me surpreendi com o garoto quando vi, num VT após a partida, que ele havia conduzido a bola no ombrinho na partida contra o Al-Ahly, na estréia do Mundial, quando inclusive marcou um gol. Apesar de ter achado aquilo um abuso e ligeiramente desnecessário, reconheci que o garoto tinha personalidade.

Só vi um jogo completo do nosso novo herói nacional, a final do Mundial, em que ele não atuou tão bem assim. Não foi, nem de longe, o que dizem ter sido (eu não vi) na estréia como titular do Internacional, num jogo contra o Palmeiras (vitória por 4 a 2), no Parque Antarctica, em outubro do ano passado. Mas já me rendi ao talento do jovem Alexandre Pato, que parece carregar toda a esperança brasileira no futebol.

Faço ressalvas, claro. Há quem já o intitule como craque. Mas craque é muito mais do que uma promessa. Para mim, é um jogador regular, completo, criativo, imprevisível, que tenha senso de equipe e inteligência. Habilidade pura não serve para nada se não há inteligência para utilizá-la.

Não dá para garantir o sucesso do garoto. O que dá para afirmar é que ele tem sido preparado para chegar o quanto antes aos gramados europeus. Tem empresário experiente no mercado do Velho Continente e arrancou um bom contrato com o Inter. Já tem 50% do seu passe. Quem vai dançar é o Inter. Este ano, Pato tem agenda cheia com a seleção sub-20 e deve desfalcar bastante o time colorado. Se arrebentar no Mundial, um clube espanhol ou italiano paga a multa rescisória. Qualquer compensação financeira pode ser pouco pelo potencial de Alexandre.

Falar em precocidade no Brasil já é lugar-comum. Dizer que nossas revelações vão cada vez mais cedo para o exterior também não é novidade. É só enumerar os exemplos recentes: Nilmar, Rafael Sobis, Adriano, Deco, Robinho. Alguns foram ídolos de suas torcidas brasileiras e conquistaram títulos. Outros, pegaram o caminho do aeroporto antes mesmo disso.

O contemporâneo e rival do colorado Pato, o volante Lucas, do Grêmio, já até deu entrada nos documentos para obter passaporte europeu e não deve passar do meio do ano jogando no Brasil. Essa garotada de hoje em dia já faz gol e pensa nos olheiros de times estrangeiros na arquibancada.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

E o Marques marcou o primeiro gol dele na 7ª rodada do Goianão e quer disputar artilharia. Tem base? Só o Vila mesmo.

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Fiz umas descobertas aqui sobre ranking. Como é que eu não sabia dessas coisas antes?

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E vou vender a idéia pra Dunas: é que, nos dois últimos anos, o piloto que ganhou o Dakar participou antes do Sertões. Pode ser assim o slogan: "Participe do Sertões e ganhe o próximo Dakar".

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Remédios, férias, salário atrasado, praia, carro, viagem, piripaque. Novos assuntos na redação por causa da volta da Marô.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Achei uma música do Johnny Cash cantada pelo Coldplay no meu cd ao vivo. E o Lula é azarado mesmo. Um cara morre logo no dia que ele visita as obras do Pan.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Meu artigo de quinta...

Eu, a geraldina

Deixa eu contar uma coisa. Eu nunca tinha pisado na geral do Serra Dourada. Nem pra fazer matérias. Nem pra ver como é que era. Resolvi corrigir esse lapso no último domingo, no clássico Vila x Goiás.

É que eu tinha visto na Folha de S. Paulo uma matéria sobre os órfãos da geral do Maracanã. Com a reforma do estádio carioca, a parte da geral foi coberta com cadeiras (e o preço foi devidamente aumentado) e ninguém mais precisa ver os jogos de pé. O campo foi rebaixado em 1,20m e, então, ninguém mais vê os jogadores pelas metades.

Até aí tudo bem. Mas ninguém atenta para o fato de que tem gente que realmente gosta disso. E vou dizer uma coisa. Agora, com conhecimento de causa. A geral é muito bacana.

Assisti mesmo ao clássico de domingo de lá, nos dois tempos, durante os 90 minutos. E conversei com a galera, simpática como em nenhum outro setor do estádio. No primeiro gol do Welliton, lá longe, não vi nada. Só vi o abraço do Danilo Portugal e do Harlei, bem ali na minha frente, no outro gol. Quase deu pra ouvir o que eles disseram.

É muito perto do campo. Pertinho mesmo. Para xingar técnico, jogador, árbitro ou repórter, é uma beleza. Os melhores lugares são nas pontas dos escanteios. No meio do campo é muito ruim, porque os bancos de reservas atrapalham. As placas de publicidade são problema. Se você quiser ficar sentado, torça para que o gol seja de cabeça.

Eu não saberia exatamente como é torcer na geral se não tivesse chuva. Então, às 16h30, ela veio. Nesses casos, você tem que se espremer embaixo de uma espécie de marquise, que tem no murinho que divide a arquibancada e a geral. Me abriguei lá, mas não contava com uma goteira, que pingava bem na ponta do meu tênis.

Então o Vila chegou ao gol, o Laionel chutou no travessão e a bola pingou. Mas, mesmo de pé lá na geral, não deu para ver se foi dentro do gol ou não. Às 17h35, uma boa notícia veio do radinho do cara do lado. O Itumbiara abria 3 a 0 de vantagem sobre o Trindade (depois o jogo ficou 3 a 1), lá no JK. Acho que foi o clima da geral, que atrai as melhores notícias.