Paula Parreira

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segunda-feira, 30 de julho de 2007

O Pan e o que eu fiz nele

O problema não foi o Pan. Foi estar longe dele. O fechamento na redação durante 18 dias, sem contar o pré-Pan, que também consumiu muita energia (nossa, essa palavra está proibida porque lembra Pan), foi uma loucura total. Claro que fiquei sem folgas, ralei demais, fiz muito trabalho de bastidores, comentei na rádio, cheguei mais cedo e saí mais tarde todos os dias, não vi o Fla nem o Vila jogarem e ainda por cima não consegui assistir a nenhum evento completo da bagaça (exceto a final do vôlei masculino, porque, milagrosamente, eu estava fora da redação). Mas é que a cobertura foi esquisita. A minha, pelo menos.

Não acho que teria sido diferente em outra ocasião. Mas não quero pensar muito nisso para não começar a questionar as mudanças. Talvez eu tenha exagerado um pouquinho nas expectativas ou talvez eu não esteja fazendo a diferença. É que me acostumei a ter decepções com o meio, não comigo mesma. E não sinto que esteja satisfeita agora. Enfim, o Robson me abasteceu com as histórias. E foi dedicação exclusiva. Até em conversa de boteco o assunto era Pan. Isso quando eu consegui ir ao boteco.

Acabou. E hoje ainda fui na rádio e tem aqui um rescaldo do Pan, mas acabou. Descansar não parece ser a ordem por aqui. Já penso mil coisas para o próximo trabalho. Aliás, eu passei boa parte do Pan pensando no próximo trabalho. As coisas não param. Ainda bem. E ainda bem que a pane na internet durante o dia e noite toda foi após o Pan.

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A vaia ao Lula
Pela primeira vez na história dos Jogos Pan-Americanos, o presidente do país-sede não abriu oficialmente o evento. Vaiado várias vezes, quando chegou a vez de abrir o evento, Lula não o fez. E Nuzman tomou a vez e fez a declaração. Temos um presidente que não sabe lidar com a desaprovação, num momento que seja, apesar de desfrutar de uma grande aprovação em pesquisas. E virou moda. Mesmo não indo ao Maracanã, Lula também foi vaiado na cerimônia que encerrou o Pan.

Robson e Gary Hall
Como diz o Robson, tinha um maluco lá no Parque Aquático Maria Lenk. Tinha um cabelo amarelado, tipo surfista, um bigodinho preto fininho, tatuagens e relaxava na borda da piscina do complexo aquático. Robson chega para Pedro Bassam, da Rede Globo, e pergunta: "Quem é esse maluco aí, hã?". Recebe uma sonora resposta: "Esse maluco é o Gary Hall Jr., dez medalhas olímpicas, cinco delas de ouro". Queria ver a cara do Robson no momento...

Descobertas
Sinceramente, eu não sabia do que se tratava o tal do softbol. E antes do Pan, naqueles dias em que se repercutiu o ensaio sensual das jogadoras brasileiras, me perguntaram o que é o esporte. Em véspera de Pan, eu já tinha feito um monte de matérias sobre o assunto e estava "por dentro" do lance. Mas aí, diante da pergunta, dei uma de entendida. "É tipo um beisebol, no feminino", disse. E é verdade. Eu só tinha visto o material esportivo das meninas e já tasquei uma resposta. Mas nem de beisebol eu entendo. Nem de pólo aquático e mais um monte de esportes que tem no Pan. Eu não sabia que um chute na cabeça vale dois pontos no tae kwon do. E fui aprendendo.

Palpites
É que todo mundo gosta de dar pitaco. Eu chegava na redação olhando pra televisão e quando chegava na minha cadeira já estava sacando tudo sobre o que estava rolando. Já traçava um perfil psicológico do Diogo Silva, que ganhou o primeiro ouro do Brasil no Pan, e dava opinião tática nos jogos. E, de manhã, eu acordava pra dar pitaco na CBN.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Cigarro de palha. Seu lugarzinho preferido. Prato de alumínio, maior que os outros. Vinhos e "otras cositas más". Churrasco aos domingos. Com linguiça toscana pra mim. Requeijão da feira e abacaxi cortado em rodelas. Aquela viagem, que só você teve coragem de fazer comigo. E ainda me agüentou errando o caminho, xingando na rodovia e ainda demorando pra chegar na tia. Teve aquele dia que você me esperou pra almoçar, mas eu já tinha almoçado. Perdi uma chance. Mas tive outras. No colegial, a gente sempre almoçava junto. A mãe não tinha tempo de cozinhar e todo dia era dia de almoço "na casa da vovó" . Os bombons, porque eu não gostava de doce em compota. Vou sempre lamentar os dois meses que passei sem te ver, mas eu sei que tinha aproveitado demais antes. E você até conheceu minha casa nova. Eu sei que tive tempo pra tudo, mas vou sentir muito a sua falta. Sempre.

***

Época de Pan, meus caros. Queria escrever muita coisa. Mas uma coisa que vou fazer é escrever meu artigo inicial, antes de tudo, para fazer minhas apostas. E, enquanto isso, sigo morando no jornal.