Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Não consigo entender as pessoas. Eu já sou meio ranzinza e ainda acontecem algumas coisas.. Foi na banca de revistas, onde eu compro o jornal de esportes regularmente. Só compro lá e em uma outra.

Eu: - Me dá o jornal, por favor?

Cara: - Você é palmeirense?

Eu: - Não.

Cara: - Corintiana?

Eu: - Não. Sou flamenguista.

Cara: - Mas então você não vai achar nada nesse jornal, que praticamente só fala do futebol de São Paulo. Quase não tem nada de carioca.

(Mesmo? E não é que eu compro o jornal todo dia e nunca tinha visto isso? Dá licença que quem tá comprando o jornal sou eu?)

Eu: - Tudo bem. Mas... Se eu quiser, posso comprar? Agora?

Cara: - Claro. Obrigado.

Eu nem estava muito intolerante, mas dá pra ficar com um imbecil desses.

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E ansiedade pouca é bobagem.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A idéia era passar no mercado pra comprar uma comidinha pra noite. Em casa nunca tem nada mesmo e, quando não como na rua, fico entediada sem ter o que comer em casa. Aí voltei pra casa com cerveja, energético, licor, suco de manga e até champagne. Só bebida. Eu não tenho noção mesmo.

Foram 12 dias. Sem contar os de trabalho aqui. Cobrir o Rali dos Sertões pela terceira vez foi uma grata surpresa. O fato de ter ido outras vezes não me tirou a empolgação de acompanhar tudo novamente. Eu já sabia, e tive mesmo a confirmação, de que cada edição é diferente da outra. E esta foi muito legal. E a melhor de todas em que estive. O melhor esquema de cobertura, uma turma muito bacana, um roteiro super difícil e desafiador (para competidores e jornalistas), baladas legais, duas chegadas na praia, a Chapada Diamantina e um diário para fazer pelo jornal. Foi tudo excelente. E até as partes chatas fizeram parte de tudo: perna cheia de picadas de mosquito, banho gelado, machucado com o cinto de segurança, galos de bater a cabeça no carro, sacolejar nas trilhas, correr atrás de matéria até tarde no parque fechado e até passar frio, muito frio. Quer conferir?

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Goiânia (GO)
A ralação começou na minha cidade mesmo. E o trabalho veio logo depois de 20 dias de fechamento de edições do Pan. Ainda bem que eu tive três dias de folga antes e fui para Itumbiara. Na segunda-feira (dia 6) começou o batente. Dia de andar no acampamento, fazer credencial, correr atrás dos goianos e combinar a cobertura de todos os dias seguintes. Tentei ainda tomar um chopinho com o pessoal que já tinha chegado, mas não rolou. Cheguei tarde. Tudo bem, ficou pro outro dia. Com direito a balada forte. Conheci a galera: João, Diana, Rafael, Ângela. Reencontrei o pessoal também: Dani, Marcelinha, Alemão, Renata, Isis, Zarhi. No dia seguinte, além de coletivas e almoço, mais balada, desta vez mais light. Showzinho do Jota Quest, chato pra caramba. Dia de terminar as malas. E fazer Fabi acordar de madrugada pra me levar no hotel.

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Minaçu (GO)
O primeiro dia foi punk. Três horas no sol esperando piloto que não chegava nunca. Acho que ninguém imaginava um dia tão pesado por ser o primeiro. Como disse o Zé Hélio, foi um "cartão de visitas". E ainda rolou um acidente pra eu fazer matéria. Resultado: fiquei até umas 23 horas apurando as coisas no parque de apoio, que era longe pra caramba. Encontrei os goianos acabados. E fui pro hotel. Já tinha até esquecido que estava com fome. O jeito foi comer num pit dog, com Dani, João e Lívia. E tomar uma para relaxar.

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Palmas (TO)
Outro dia duro. Achei que ia ser super tranqüilo em Palmas, como tinha sido nos dois últimos anos. Mas era sexta, dia de adiantar matéria para domingo. Fechamento no sábado é mais apertado e tinha que garantir. Além do mais, no outro dia estaria numa situação complicada em Alto Parnaíba (MA). Então, apurei matérias até 23 horas no parque e voltei pro hotel. Comi uma pizza com a galera rapidinho e tomei uma cervinha. No hotel, tomei banho super tarde e dormi.

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Alto Parnaíba (MA)
Só uma mísera horinha de sono. E depois nem deu para dormir no carro, porque as estradas eram todas ruins. Neste dia, fomos pela trilha especial, de trecho cronometrado. Super difícil a trilha. Mas muito massa ver o Jalapão e a trilha de competição. Fiquei super animada e esqueci o cansaço. Dia de conhecer Maria Francisca, que vive numa cabana com o marido cego no meio do nada. Simpática, nos abriu a casa. Chegamos a Alto Parnaíba (MA). Achei logo uma lan house e fui escrevendo matéria. Lá, um monte de garotos curiosos liam tudo o que eu escrevia e viam as fotos no laptop. Eles são viciados em internet e um deles, o Douglas, já ficou logo meu amigo e me pediu pra acrescentá-lo no messenger. Agora, somos amigos virtuais. Alugamos uma casa pra dormir. Eu devia ter feito como a Diana, que dormiu à tarde. Mas queria aproveitar o clima da cidade. Muita criança na rua, que abordava a gente o tempo todo: "Você já tem lugar pra dormir? Quer dormir lá em casa?". O pessoal queria por tudo alugar casas para o pessoal do rali. Sem conexão alguma e sem celular de jeito nenhum, fiquei irritada no final do dia. Muito cansaço e problemas para mandar matéria. Vi o briefing e fui pra casa. Na hora de tomar banho, água fria. Mas foi tranqüilo. Pra relaxar, qualquer coisa. Saí pra jantar com o pessoal. Na hora de dormir, uma superaranha na nossa cama, num dos travesseiros. Transferimos todos os colchões pra sala. Acabei dormindo num colchão muito duro, de calça jeans e morrendo de frio. Não deu para descansar.

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São Raimundo Nonato (PI)
E saímos cedo neste dia. Chegar a São Raimundo Nonato foi engraçado. Uma odisséia com o tanque furado da caminhonete dos portugueses. Uns figuras os caras! Paramos, pelos menos, umas quatro vezes para abastecer. E o tanque lá, pingando. Numa das vezes, foi no povoado de Brasil. Não tinha bomba de gasolina. Fizeram uma operação de abastecimento lá e seguimos para a "terra do tatu". Nosso almoço mobilizou a vendinha. Mas foi legal. Feijão preto, muito frango e arroz branco. O parque fechado era legal. Nossa sala de imprensa tinha uma bancada e mais parecia um bar. Consegui passar meu material um segundo antes de a força do local cair. Achei que isso era um sinal de sorte, pelo menos um pouquinho. No hotel, a janta foi bacana. E a Zarhi já começou a distribuir o combustível. Animados, decidimos ir pra balada. Diziam que o lugar era o "Abrigo", que nos pareceu ser um bar. Fomos a pé, mas não encontramos nunca o lugar. Aí é que passa o Salvini numa Land Rover. Adivinhem? Sim! Pegamos uma carona com o veteranos dos Sertões, que participou de todas as edições, pra balada mais trash em São Raimundo Nonato. Chegamos no lugar, não tinha mais nada. Aí o Salvini mesmo deu a idéia de irmos pro forró que ficava uns 200 metros distante do hotel. Claro que fomos. Viramos atração no lugar. Dedicaram música pra gente e tudo. E dancei a última música, pra deixar registrado.

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Barra (BA)
Acordamos, uns ressaqueados, outros nem tanto. Fui pra Barra num carro diferente, com o Gilmar. Na estrada de terra mesmo já estava tirando um cochilo pra compensar a balada da noite anterior. A viagem foi tranqüila, a mais tranqüila de todas até aqui. Não saímos tão cedo e chegamos num horário bom. Só não almoçamos e tive que quebrar o galho com os lanchinhos da sala de imprensa. O trabalho foi rápido, porque combinamos viajar logo depois do briefing. Não tínhamos hospedagem e nossas reservas eram de dois dias em Lençóis, na Chapada Diamantina. Não pensamos duas vezes. Pegamos a estrada à noite.

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Lençóis (BA)
Chegamos às 3 horas. Depois de dormir no carro, não tive sono. João foi meu companheiro de insônia na madrugada, num frio gigantesco na Chapada Diamantina. Mesmo dormindo tarde, acordei pro passeio na trilha, pronta pra mostrar meu preparo físico totalmente excelente. E consegui. Venci a trilha. Não sem antes me esbaldar num café da manhã ótimo. O almoço foi bom, num restaurante muito legal, que eu e Lívia indicamos pra todo mundo. Voltaríamos lá à noite. Sala de imprensa legal, tapioca, caldo de frango e mandioca, massagem, café... Nem parecia Rali dos Sertões. Desse jeito, pensei em ficar em Lençóis pra sempre. À noite, tomamos o licor de cachaça de cajazinho. E depois passamos no inferninho. Que baladinha engraçada! Nos divertimos muito.

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Senhor do Bonfim (BA)
Saída cedo. Fui com o Dani pro fim da especial com os portugueses. É ótimo ir para o fim das especiais. O trabalho é muito adiantado. Lá eu já falei com os goianos e com os vencedores das etapas. Cheguei no parque, apurei um pequeno acidente com outro goiano (que competiu nas motos) e terminei até rápido o trabalho. A janta foi num restaurante que serve picanha que não é picanha. Todo mundo ficou irritado. E o forró comendo solto na praça em frente. Os meninos ficaram lá mais um pouco, mas eu voltei pro hotel. Desta vez, o banho foi de gato. A água era muito gelada. Quase congelei. Aí tomei um banho enganação. E fui tomar mais um pouco do licor de cajazinho, resquício do dia anterior. Tava frio!

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Aracaju (SE)
Não gostei de Aracaju. Foi o único lugar em que consegui pôr o pé na areia da praia, pelo menos à noite, mas não gostei. E, por muito azar, só pegamos chuva, vento e frio daqui pra frente. A sala de imprensa era legal, a chegada dos pilotos na orla também, mas não me empolgou. Depois das matérias enviadas, fomos comer patinhas de caranguejo. Não achei bom, mas dá pra comer. Não tem muito gosto. E, depois de uma rápida passada na balada do forró, o passeio na praia foi lindo. Vento forte e frio, mas valeu pela companhia.

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Salvador (BA)
A chegada foi linda no Farol da Barra. Seria mais legal ainda se não estivesse chovendo. Mas foi tudo ótimo. No começo, uns desencontros para planejar a cobertura. Falta de informação, um engarrafamento monstro na avenida da orla, mas conseguimos passar por tudo isso. O clima entre os pilotos era de total excitação. Todo mundo feliz da vida por ter chegado, ainda mais na praia, subido a rampa. Fácil fazer as entrevistas. Gostei dos campeões. Edu Piano e Maurício Neves são dois caras super legais. E o Zé Hélio vale pelas entrevistas cheias de palavrões que dá e por ter vencido o francês. Não vi o show do Olodum, só ouvi. Mas parece ter sido legal, apesar de supervazio. Depois da volta pro hotel, só fomos jantar num lugar muito legal. E dormi cedo, irritada com umas coisas. No sábado, foi dia de acordar tarde, ir pra coletiva, dar muita risada, passar flash pra Rádio Universitária, ficar horas transferindo material pro jornal que acabou não entrando e comer feijoada às 16 horas, acompanhada de caipirinha, lógico. Fomos numa turminha ao Pelourinho, mas só por uma hora e meia. Queria ter comprado mil presentes, mas tudo tinha muita cara de turista. Depois, foi só arrumar pra festa de premiação, superchata e com uma comida estranha, e seguir pra balada na boate. Legal, mas sempre por causa da companhia! Também foi dia de não dormir, emendar com a viagem e se despedir. Rever o irmão na chegada a Goiânia, já começar a sentir calor e dormir a tarde toda. E não é que eu acho que acordei já pronta pra outra?

segunda-feira, 13 de agosto de 2007


Minhas fotos do Fla no Sertões.


Galerinha na balsa na travessia do rio que eu não sei o nome. Aquele lá de Alto Parnaíba. Acho que é Parnaíba mesmo.


Eu e Dona Francisca na casa dela, a 6 km de Alto Parnaíba (MA).


4. O Dani saiu tão correndo porque acordou atrasado que colocou a meia do lado errado...


3. Perto de Porto Nacional. Rafael, eu, João e Dani.


2. No 2º dia de rali, o Zé Hélio estava super concentrado na largada da especial.


1. Eu e Lívia na primeira especial. Um sol de rachar e eu lá por três horas esperando para entrevistar quatro pilotos de moto. Ninguém sabia que o primeiro dia seria punk.