Paula Parreira

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Uma cafeteria que eu não conhecia e duas amigas que não via há um tempão. Ludmilla e Mariana fizeram o ano terminar melhor, com um encontro cheio de risadas, histórias e novidades. Mariana está puxando mais o "m", como os paulistanos fazem. Mas não ficou enjoado como ficam com os paulistanos. Ludmilla não, mas dá para notar uma coisa diferente quando conversa. E estão achando tudo ótimo. Talvez por isso não faltem incentivos para todo mundo seguir o mesmo caminho.

A conversa foi sobre as características pelas quais a gente se pauta para se relacionar. Em relacionamentos amorosos, digo. Mariana escolhe o gosto musical. A Ludmilla diz que isso não pode. Mas, ao mesmo tempo, diz que se pauta por assuntos gerais, o que, na verdade, pode ser qualquer coisa, inclusive gosto musical. Aí, seguindo a lógica da minha pessoa, digo que temos que nos pautar pelo futebol, pelo time que torcemos. E daí que não vou namorar um vascaíno ou esmeraldino. Aí as meninas perguntam: e corintiano? Pode até ser, porque eu gosto de Série B. E, de São Paulo, pode ser qualquer time mesmo.

Aí o assunto se torna pautas de verdade. Aquelas tradicionais, de jornalismo, de redação, sabe qual é? Elas sentem falta das matérias longas, com muitas fontes, dos textos mais elaborados. Mas dizem que é só uma fase. É como aquele filme, da jornalista que não trabalha na área. Ela diz: "Eu escrevo e-mails". Então, tudo bem.

Acho que o mais legal da vida é ter orgulho das amigas e dos amigos. E tenho dessas duas aí. E sinto falta de cultivar as minhas amizades. Em 2008, não preciso de novas amizades. Preciso cultivar as que já tenho. Fico sempre em falta com as pessoas. Às vezes, sinto que as pessoas também estão em falta comigo. Mas a gente tem que fazer o que esperamos que façam conosco. Mesmo que não devamos esperar tanto.

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Sobre 2007. É que adoro retrospectivas, mas não tenho conseguido parar para pensar em como foi o ano. Foi um ano em que me envolvi pouco e, quando decidi me envolver mais, me dei mal. Um ano em que os segundos discos lançados foram todos piores que os primeiros. Kaiser Chiefs, Killers, Bloc Party, Magic Numbers, Arctic Monkeys. São os que eu lembro. A exceção pode ser Arcade Fire. Mas teve bons discos do Foo Fighters, do Interpol, do White Stripes.

Um ano em que li pouco, muito pouco. Escrevi pouco no blog, muito pouco. O que mais marcou mesmo foi a troca de emprego, o novo desafio, que às vezes se tornou enfadonho, às vezes empolgante. Às vezes decepcionante, às vezes animador.

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Vou terminar o ano de plantão, tentando comprar uma melissa, tentando achar alguém para ir ao shopping e tentando visitar meu irmão. E a virada vai ser na casa do Dudu. Muito legal terminar o ano com pessoas queridas, com quem passei boa parte de 2007.

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O primeiro Natal sem o vovô, com o tio manifestando o carinho pela Kauane, com os irmãos saindo com os irmãos no amigo secreto, com a vovó de um jeito que eu não a via há muito tempo. Foi bem difícil.

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E sério mesmo. O maior desejo pra 2008 é o Fla campeão da Libertadores.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Seis. Isso entre os meus contatos on-line, sem contar os off-line. Mas, entro no messenger no começo do meu dia de trabalho e seis pessoas têm mensagens alusivas ao rebaixamento do Corinthians no nickname. Isso quando o próprio nick não é algo como "CAIU!". Acho que a comunidade futebolística nunca se uniu tanto numa comemoração. Ver o Corinthians cair significou algo emblemático. Primeiro porque, depois do Fla, é o clube que tem a maior torcida contra do País. Segundo porque há aquela sensação de moralidade, de que o time tinha de ter caído faz tempo, tem o título de 2005, as falcatruas da MSI, a diretoria picareta, todas essas coisas. Ao contrário do que dizem, que o Goiás amanheceu de alma lavada, acho que o País inteiro amanheceu. Menos os corintianos.

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O dia em que uma dupla sertaneja, de nome Ronny e Max, fez a diferença na minha vida. Fiquei mal por não saber escrever o nome do tal Ronny. Mas que raio de nome é esse com dois "n" e "y"! Não tem lógica. E aí escrevi no jornal Roni e Max, que são amigos do Baier. E ainda tirei onda com o Baier na matéria dizendo que ele não sabia o nome do cachorro do desenho que passa na Discovery Kids -- é Clifford e ele chamou de Lifor. Mas eu não sei escrever nome de dupla sertaneja. Vivendo e aprendendo.

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E pronto. Agora o Goiás tem o técnico que, na minha seleção, foi o melhor do campeonato. E eu estou morando na Serrinha.