Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

São os aplausos. Então, acho que está acabando. Não gostei muito da Pousada. No momento, estou sentada ao lado da recepção, numa mesa de madeira, no corredor que dá num tal restaurante. O pior é que, no meio do caminho, tem uma lanchonete. E há um teatrinho ridículo, que acabou agora, daí os aplausos. Pior, ainda mais, é que no lugar do barulho ridículo do teatrinho, colocaram um pagode pra tocar.

O lugar é bonito, legal, aconchegante e enorme. Posso me refugiar onde eu quiser. Mas a mulher da recepção diz que eu só consigo conexão por aqui mesmo. Então, estou procurando músicas na last.fm e pus fones de ouvido. Então, o lugar é legal sim, mas é meio quieto. Só tem casal, velho e japonês. Quando não é tudo isso ao mesmo tempo, o que é um saco. Além disso, o pacote da tv que tem no quarto é o reduzido. Reduzidíssimo. Uma droga.

As pessoas aqui também não andam com celular. E descobri que o celular não funciona normal aqui, pois não conseguiram me ligar. ISso é urgente. Não podem fazer um evento pra jornalistas num lugar que não pega celular direito. É que, como diz o Rodrigo, não consigo ficar dois minutos longe do meu celular. E agora ainda passa um cara, que diz boa noite sem me conhecer e mesmo constatando que estou com fones de ouvido. É o fim. Ai, ainda acho que é um dos caras do teatrinho. Se eu soubesse antes, tinha dado um tiro.

Zezé e Cristina foram dormir, mas continuo com meus hábitos notívagos. Mesmo depois de passar parte da tarde tomando chope na piscina quente. Amanhã, vou trabalhar um pouco. Matéria de triatlo.

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E essa last.fm não funciona também.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Só ontem voltei a pegar no livro. Olhei bem a capa, tentando lembrar a reação que tive ao vê-la pela primeira vez. E tentei lembrar o momento em que ouvi o título da biografia pela primeira vez. Tudo com ele. Os pensamentos sempre fizeram parte dos meus dias, mas eu nunca mais tinha encostado naquele livro. Eu tentei terminar a leitura, mas não consegui. Tudo podia ter acontecido depois que eu tivesse terminado o livro. Mas não. Eu tinha que passar por mais esse incômodo, de não conseguir chegar ao fim de um dos livros mais legais. Dei uma folheada, li algumas frases, pra ver se tudo estava fresco na memória. Acho até que dá pra continuar do ponto em que parei. Mas, pra falar a verdade, prefiro recomeçar. Recomeços são mesmo bem melhores do que permanências.

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Engraçado. Acho que eu uso mais blusas de frio no verão do que no inverno. Por causa das chuvas. E já percebi que não uso mais uma blusa só. Agora é sempre uma por cima da outra. Minhas camisetas não são mais independentes. Só servem se usadas com outras. O que é uma droga. Acabo ficando com mais calor e gastando mais roupas. Mas gosto das combinações.

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Leão é um péssimo técnico, mas dá umas entrevistas muito boas. Boas pra dar risada, fique bem claro. Outro dia ainda ia ouvir música na saída do jornal, no carro, depois de passar o dia lendo sobre futebol. Mas o Leão estava na coletiva depois de um resultado ruim e decidi ouvir o rádio. Pensei: "Vou ficar ouvindo, porque vai dar alguma merda, certeza". Bom, deu merda. Agora, foi na Folha. Depois de perder para o lanterna, Leão diz 1) que o time não está preparado para vitórias, 2) que é fácil quando um time só tem vitórias e um time definido, mas que o Santos não tem um nem outro, e 3) que é um prazer treinar times que estão fugindo do rebaixamento. Não dá mesmo pra levar a sério. Só dando risada mesmo.

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No último grau da irritação e fazendo campanha pelo bloco de notas.

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E o meu mail pipoca de releases todos os dias. Se tivesse algo legal pelo menos. Por enquanto, é algo sobre um projeto rúgbi para todos (quem faz uma coisa dessas?), coletiva do Timão, apresentação do uniforme do Atlético-MG, Cicinho dizendo que não vai sair da Roma, algo sobre o Diego Cavalieri...

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Eu não consigo ler nem metade das coisas que eu compro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Cheguei em casa aquele dia e fui assistir o restinho de Nothing Hill na tevelevisão. Estava na hora em que ele sai aterrorizando o trânsito pra chegar no hotel dela. Depois, lendo coisas por aí, percebi que muita gente fez o mesmo.

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Clube dos Corações Solitários
Matéria que não desenrola.
Entrevista enjoada.
Cerrado, Fran's e show.
Fla.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Esqueça a postura impecável, a linguagem corporal, os decotes, os cabelos esvoaçantes, a maquiagem carregada, o modelito arrasa-quarteirão, a cantada perfeita, as unhas feitas e a dança provocante. Eu não estava nem um pouco estonteante, estava até meio tombada pro lado direito, porque a bolsa no ombro estava pesada pra caramba, tinha saído do jornal direto pra balada, só passei uma aguinha no rosto e um gloss na boca.

Mas agora eu sei de um jeito de todo mundo conversar com a gente na balada. É só ir com uma blusinha de time de futebol. Mariana e Ludmilla vão gostar dessa história. Eu até previ que isso aconteceria e queria passar em casa, mas já estava em cima da hora para ver Móveis Coloniais de Acaju, uma banda de Brasília. Quando cheguei, o show já tinha começado. A camiseta não era nem um pouco apertada, tinha mangas e era daquelas no estilo baby-look. Então, nada demais. Mas tinha, bem ali do ladinho esquerdo, do coração, o emblema do Fla.

Pensei: "Que saco! Esses caras que nunca viram uma menina com camiseta do seu time vão infernizar". Mas fui pra balada com a camisa do Fla, porque foi aniversário do Cristiano e do Obina e eu fui para o jornal com a camiseta. Tinha que fazer uma homenagem.

No começo, fiquei mal-humorada. Sabem, eu sou ranzinza. E o pior é que conversas sobre futebol são o meu fraco. E ainda achei um vascaíno pra puxar papo. O que ajudava era o amigo flamenguista. Mas, três chopes Erdinger e uma Heineken depois, nada é como antes. E aí fui dando papo. Menos pro imbecil que disse que a minha camiseta era horrorosa. Despachei com um "horroroso é você".

Aí os caras são imbecis porque ficaram tipo me testando. Perguntam que camiseta é essa, amarela, do Fla. Querem saber se eu sei que é comemorativa por causa da que o Raul Plassmann usava. "Sim, eu sei que é a camisa do Raul. Sei que ele era goleiro. Sei do título da Libertadores e do Mundial. Eu sou flamenguista e não comprei a camisa só porque achei bonita." Mas foi por isso também, porque a camisa é bem lindona.

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E, pela primeira vez na minha vida, joguei na loteria. Loteca, lógico.

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E já vou antecipar aqui todos os títulos do jornal no feriado de carnaval.

# Folia de gols
# Carnaval do Tigrão (ou Verdão, ou Dragão, ou Mengão, ou qualquer adaptação possível)
# E o Crac sambou... (Crac também pode ser substituído por qualquer time do planeta)
# Bateria da Renault desafina
# Folia na pista
# Confete e serpentina na vitória do Goiás

E já começou. As matérias já são assim, que time tal coloca o bloco na rua no estádio sei lá do quê, que a equipe quer ensaiar o samba enredo na avenida e blábláblá.