Paula Parreira

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segunda-feira, 24 de março de 2008

Isso aqui é culpa da Ludmilla!

"So I won't hesitate
No more, no more
It cannot wait
I'm sure

There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate
I'm yours"

Música do Jason Mraz...

sábado, 22 de março de 2008

Tantos dias de feriado. Eu já nem mais entendia o que era isso. Só hoje, uma pausa para um trabalhinho.

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Filmes. Vi três até agora no feriado. Até tenho que lembrar de devolvê-los hoje. Dois repetidos e um que eu queria ver há muito tempo. Os repetidos são comédias românticas. Uma que é baseada no meu livro preferido e outra daquele lance de trocar de casa. Será que alguém no mundo faz isso mesmo? Então, se já é bom ver, imagina rever. E agora fico procurando as músicas. E separei uma fala.

"Eu entendo o que é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro. E não importa seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com as amigas. Quando se deitar, continuará relembrando cada detalhe e se perguntando o que fez de errado ou porque não percebeu. E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz? Pode até se convencer que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir querida. E os pequenos pedaços da sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu na sua vida, começarão a desaparecer."

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Dei até uma batedeira quando vi você ali, na minha frente, a um clique de uma conversa. Mas arranquei forças e não quis saber dessa possibilidade de voltarmos a conversar. Em outras épocas, você também teria agido por impulso. Mas acho que anda como eu, querendo evitar. Ou não. Só sei que resolvi sair dali. Voltei mais tarde, você ainda estava. Saí de novo. E, finalmente, quando eu voltei pela terceira vez, você não estava mais. Aí eu fiquei. Queria ter essa força pra outras coisas.

terça-feira, 11 de março de 2008

A minha banda preferida está desaparecida.

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A grande vantagem vai ser mesmo ampliar o meu vocabulário de xingamentos.

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Não assisti Juno.
Não gostei nenhum pouco do tal do Klaxons.
Não vi o Fla. Ainda bem, porque foram 3 a 0. Pro Nacional.

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Sair da empresa uma da manhã de segunda a quinta. Depois disso, um pescoção na sexta-feira. Fazer e refazer a mesma coisa duas vezes. Daí, refazer novamente desfazendo o que já tinha sido feito. Número maior de páginas. Engordar. Ficar estressada. Não conseguir ler jornal e nem dar uma olhadinha nas agências. Não falar com a mãe por cinco dias. Não saber que sua tia mudou para a cidade em que você mora.

Tem coisas que só o Hermes faz por você. Mas agora já estou até bem mais conformada. E ambientada. E quase craque já.

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Nem atualizei o blog e já assisti Juno. É claro que gostei da trilha sonora. Do filme também. E corri pra casa pra achar as músicas do Belle & Sebastian que tem no filme.

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Da série perguntas bestas. A Zezé lembrou a primeira. É que ela viu a repórter chorando, com as lágrimas escorrendo pelo rosto e perguntou: "Você tá chorando?". Aí o porteiro tocou a campainha do meu apartamento e eu decidi ignorar e não atender. Mas depois lembrei que podia ser o troço que eu estava esperando do correio. Atendo de pijama de bolinha, com uma jaqueta por cima, lógico, e meias. A cara inchada e o bafo devia estar chegando nele. "Te acordei?", me perguntou. E eu ainda respondi que não, imagina, eu já estava acordada. Aí ele ainda fala: "É que chegou isso aqui pra você ontem. Paula Pereira é você né? Você é Pereira como o meu pai". Aí eu digo que não é Pereira, que é Parreira. E onde é que esse cara está com a cabeça? É lógico que sou eu. As correspondências para Tiago e Cristiane que ele coloca debaixo da minha porta ele não pergunta se são pra mim. Mas a encomenda endereçada à Paula do 102 ele pergunta se é. Além do mais, eu sou a única pessoa do prédio que se chama Paula. É lógico que é pra mim.

A conversa foi no bar. Aquelas conversas que você inicia, fala sobre um monte de coisas antes de saber o nome da pessoa. Ele estava de tênis, usava óculos, nenhuma aliança, tinha relógio, nada de brinco, camiseta verde, por fora da calça jeans, olhos marrons e cabelo um pouco sem corte. Não era jornalista. Como ela era, observou tudo isso nele em apenas cinco segundos.

Num bar, ninguém consegue chegar do nada. É facilmente percebido quando se aproxima. Então, quando a amiga do lado dela se levantou, ele chegou. Não chegou com alguma conversa besta. Perguntou se ela estava sozinha, disse que reparou quando ela entrou e no sorriso lindo que tinha. E, assim, de forma normal, se interessou em conhecê-la. Nada de frases mirabolantes, cantadas ridículas ou algo muito babaca. Foi um papo normal e honesto.

Ela disse que aquele bar era um dos locais que gostava na cidade e, naquele dia, precisava de um lugar bem agradável. Havia tido uma semana daquelas. Ele perguntou se era o trabalho e, diante da afirmação, quis saber o que ela fazia. Não se surpreendeu com a resposta, mas só um pouco com a área de trabalho. Mas comentou que muitas mulheres hoje em dia trabalham na área de esporte, pelo que ele acompanhava.

Disse que é pouco ligado ao assunto. No máximo, um futebolzinho no domingo de manhã, o noticiário na hora do almoço, o suficiente para ele comentar algo em alguma conversa como aquela, com ela. Ela riu. Perguntou o que ele fazia. Professor. E ela lembrou que há muito tempo não conhecia alguém com um emprego tão normal. Que não era chato, nem extraordinário, nem algum emprego da moda, nem algo ridículo.

Segundo grau, português, três colégios e um trabalho voluntário. Comentou que levava muita coisa pra casa. Planejamento, provas, calendário, preocupação com os vestibulares dos alunos, celular ligado para alguma dúvida de última hora de algum vestibulando. Ela achou legal a preocupação com os outros e a seriedade com o trabalho.

Ela se divertiu com a conversa, com as risadas. Ele gostava de música dos anos 70 e algo novo, mas comentou que não tem surgido nada que o interesse. No mundo alternativo, sempre há algo, mas ele só vai a alguns shows. Led Zeppelin está no topo do seu ranking de bandas. Normal. Diz que não tem habilidade na cozinha, mas se vira quando é necessário. Normal e legal, porque ela não agüenta mais esses caras que acham que saber cozinhar é um predicado impressionante. "Oi, eu sou fulano de tal. Meu hobby é cozinhar", é o que dizem. Coisa patética.

Ela nem percebeu que a amiga que estava sentada na cadeira agora ocupada por ele já voltara à mesa. Ainda bem que ela não pediu o lugar, ela pensou. Envolveu-se no papo. Afinal, ele disse ser palmeirense, mas só saber o básico. Que o Luxemburgo está de volta, que o Valdivia é o craque do time e o adversário do fim de semana.

Na hora da despedida, ela pediu o telefone. Sugeriu que trocassem os números. "É que, no jornal, eu posso ter alguma dúvida sobre o emprego da crase. Tenho problemas com isso", ela disse. "Ah, você não me disse o seu nome", ela lembrou de perguntar antes de ele ir embora. Maldita hora. Ele respondeu: "Hermes".

E, desde aquele momento, ela não foi mais vista na cidade. Quando ele ligou, o número do celular era inexistente. Dizem que decidiu mudar de país, cancelar a conta do telefone, atravessar o mundo e ir morar no Japão, numa comunidade nipônica, com estranhos hábitos de permanecer em estado de meditação permanente, alimentação macrobiótica, abstinência sexual, falência dos instintos consumistas e ausência de qualquer contato pessoal com seres da mesma espécie e do sexo oposto.