Paula Parreira

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Muito engraçado passar uns dias de férias numa cidade que todo mundo só visita a trabalho. Mas é interessante. São Paulo é meio lendária. São as velhas coisas de que todo mundo é workaholic, vive apressado e passa a maior parte do tempo no escritório (e a outra parte no trânsito). Parece ser difícil fazer amizade. Mas tem uma coisa que eu realmente gostei: a sensação de independência e anonimato.

Legal ir a São Paulo pra conhecer São Paulo. Ou tentar. A gente parece não precisar das pessoas. Exceto no meu caso, que precisei de um monte de informações na rua. Incrivelmente, eu estava sempre perdida e indo pro lado errado. Típico meu. Mas é fácil se informar. E ajuda se você fizer um roteirinho olhando o Google Maps.

Mas sim, fui enganada. Comprei ingressos de cambistas pra ir ao jogo do Palmeiras no Pacaembu. Não compro ingressos de cambistas por vários motivos. Primeiro, gosto de me organizar pra comprar meus ingressos. E ingresso se vende em todo lugar. Então, é falta de noção não comprar antes. Segundo, e 90% do motivo pelo qual não compro, é muita malandragem, porque a ação dos cambistas em vez de ser coibida é incentivada, dentro dos próprios clubes e até na relação com a polícia. E terceiro, basicamente, porque é mais caro. Muito mais caro. Mas, tudo bem. Conheci o setor do tobogã do Pacaembu.

O lance é que em São Paulo todo mundo faz tudo sozinho, aparentemente. E eu fiz muita coisa sozinha. Andar na Paulista ouvindo música, sem olhar pras pessoas e se misturando a elas, dá uma sensação boa. Não faço isso em lugar nenhum, simplesmente porque não ando a pé. Andei muito a pé e mudei meus hábitos por quase duas semanas. Legal fazer isso num lugar em que não nos sentimos tão de férias assim. Mudar os hábitos na praia ou numa fazenda ou numa cidade turística é fácil. Se bem que isso acontece em toda cidade que não é a nossa. Sei lá. Não sei explicar. Só não deixei de acordar tarde. Isso já seria demais, afinal estou de férias.

Usei e abusei da hospitalidade da Ludmilla (obrigada, querida!). Da hospitalidade, do sofá-cama, do banheiro, do apartamento inteiro, da boa vontade, da capacidade dela de sair comigo todos os dias e trabalhar no dia seguinte. Foi muito legal. Mesmo. Mas São Paulo tem aquela coisa, de não parecer que é diversão. Mas fiz algumas coisas.

Galeria do rock. Não conhecia. Mas não achei nada além de legal. É massa, dá pra encontrar uns singles em vinil que são muito legais. As camisetas que eu compro pela internet, comprei lá. Os discos das minhas bandas preferidas, tinham todos lá. Também conheci um paulistano que é flamenguista, algo inédito pra mim. Curiosamente, o lugar que mais gostei lembra muito a cidade que moro: o São Cristóvão. Lá eu vi jogo do Fla e tomei chope do jeito que eu gosto, claro com o colarinho do escuro.

Uma livraria diferente a cada dia. Fui confundida com atriz de televisão. E com sulista também. Vi filmes. Filmes bestas, mas vi. Fui em baladas de rock. Só um dia e no lado mais caído da Augusta, mas fui. Quase morei na Vila Madalena. E no Uol. Encontrei pessoas especiais. Que ficaram mais ainda. E não encontrei pessoas especiais, que se tornaram bem menos. Fiquei sabendo mais da vida de alguns. E aprendi sobre a irmandade das pessoas com problemas de tireóide.

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Voltei pra Goiânia e uma batidinha de trânsito me esperava. Chateação. E vim pra Itumbiara. Maratona de ver seriado até quatro da manhã. Livrinhos de quadrinhos. Dormir até muito tarde. Família. Parece que já conheço essas férias. E gosto delas. Muito.

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Desenvolvendo a arte de fazer malas. Quer dizer, de fazer todas as minhas coisas entrarem nas minhas malas. E parece que ultimamente ando voltando com menos coisas do que antes das viagens.

domingo, 25 de maio de 2008

Você não devia ter sido indiferente. Perceber isso, às cinco da manhã, na volta de uma balada, não é a melhor forma. E ainda mais neste estado. Acho melhor ir dormir. Algo que realmente fiz muito ontem e quero fazer muito esta noite. Dormir, pra ver se tudo passa. Ficar em paz, se os meus sonhos permitirem. Mas não sou como a Ludmilla. Ainda bem, porque essa mulher sonha as coisas mais loucas que existem.

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Só uma pequena satisfação. Tô em férias, mas parece que já está acabando. Deve ser porque elas estão mesmo. As férias. Não fui pra praia, nem troquei minha data de volta. Ainda não fiz nada disso. E, pelo jeito, nem vou. Vamos deixar tudo indo assim mesmo.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

E aí aparece alguém no messenger, naquela janelinha do lado direito, com o nick "VENDO ABADÁS". Assim mesmo, tudo em caixa alta. Não mereço.

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Foram dois dias. Na verdade, nem dois dias completos. E daí comecei a pensar só em coisa que não devia.

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Uma boa maneira de espantar o frio é andar a pé. Mas andar bastante a pé.

sábado, 10 de maio de 2008

O pessoal só fala no título até hoje. E há novidades todos os dias. Novidades que fazem todo mundo se lembrar do jogo de uma semana atrás, fazer prognósticos para os próximos campeonatos, falar do prefeito e dar algum pitaco. A última é o dvd do jogo. Meu pai disse que foi o pessoal de uma televisão de Goiânia que fez não sei quantas mil cópias e mandou para o prefeito. E um amigo dele (do meu pai) chegou comentando que já comprou o negócio.

O lance é que esse troço (dvd pirata, lógico) é vendido em tudo que é canto no centro da cidade. E os funcionários das lojas de eletrodomésticos colocam o tal dvd nos televisores dos seus locais de trabalho. E um montão de gente pára nas portas das lojas. E todos ficam vendo o jogo. Um jogo inteiro (inteirinho), realizado uma semana atrás. Não parei para ficar vendo, mas acho (aliás, sou capaz de apostar) que o pessoal comemora, sim, quando sai gol.

Aí o que eu fiz? Fui comprar o tal dvd. Dez contos. E a moça da loja me orientou para ver todo, porque se der algum probleminha eu posso levar lá para trocar. E disse que tem tudo, "desde as escalações", o que rolou naquele dia.

Pelas ruas da cidade, é possível cruzar com algum jogador a todo momento. Todos são de fora. Nenhum é da cidade. Mas estão esperando para receber o bicho pelo título. O prefeito ainda não pagou. Então, só vão embora depois de botarem a mão na bufunfa. Enquanto isso, passeiam pela cidade, compram uns pôsteres do time. E atendem aos pedidos de autógrafos da minha mãe. Meu pai vende os pôsteres na banca dele e minha mãe encucou que quer um todo autografado. E lamenta que não vai ter como pedir o autógrafo do Saci, que já se apresentou no Corinthians.

É, por aqui, em Itumbiara, o Goianão ainda não acabou. É a emoção do primeiro grito de "É campeão!", que é demorado para passar.

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Das coisas que surpreendem a gente. Numa entrevista, o Valdivia diz que gosta de Chaves, o desenho, que o Marcinho Guerreiro, antigo companheiro, é o mais desleal do futebol, que o jogador argentino é chato e metido, e que passa silicone no cabelo. Mas tem uma que é imbatível. Ele já fez seis meses do curso de Jornalismo (!).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Pronto. Eu sei que o Brasileirão está começando, que o campeonato só termina no fim do ano, que vão ser seis meses de bola ininterruptos e tudo o mais. Mas, por enquanto, não estou gostando muito de futebol. Menos ainda de Libertadores. Muito menos ainda de jogador indígena, obeso, mexicano, que joga no América, tem um nome ridículo (Cabañas, isso lá é nome?) e faz dois gols no Fla. Inacreditável! É o efeito Caio Júnior, que o Randall, que comentou aí embaixo, explica melhor. Também, o cara perdeu uma vaga incrível para o Corinthians há uma semana. Bastou estar no Maracanã ontem para ferrar com o Flamengo. E que soberba? Que soberba o que? E o Carioca, hã? O Fla já tinha até camisa comemorativa dois dias antes da final. Camiseta do bicampeonato 2007/2008. E foi lá e destruiu o Foguinho. Ontem, foi mesmo culpa do Caio "bobão" Júnior.

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Vou dar um tempo de dar um tempo de futebol quando estiver em São Paulo. Ver uns joguinhos do Brasileiro. Acho que dá pra pegar dois.

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E agora estou esperando o filme Sex and the City (dia 6 de junho e eu ainda vou estar de férias). E também alguns discos. Se bem que acho que não vou esperar mais não. Vou baixar e pronto.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sim, é isso mesmo. Estou de férias. Não, é isso mesmo. Não escrevi nada sobre domingo. Mas acho que foi o melhor dia do ano até hoje. E eu estava na redação. Mas valeu demais a pena. Ando fazendo coisas que, normalmente, não faço, como pintar as unhas de vermelho, concentrar mais as minhas alegrias no futebol, tirar férias, estar sem paciência para escrever aqui.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quatro anos. O tempo entre duas Copas, duas Olimpíadas, dois Pans. O dobro de tempo, em geral, entre uma eleição e outra. E o tempo, especificamente, entre as eleições para presidente, governadores, deputados e senadores, além do tempo, também especificamente, entre as eleições para prefeitos e vereadores. O meu tempo de carreira (uia!). Metade do tempo em que moro em Goiânia (me assusto quando penso nisso). O tempo em que freqüentei a faculdade (muito e pouco ao mesmo tempo). Mais do que o tempo do segundo grau (esse foi muito pouco, certeza). Metade do tempo de carreira do Strokes, se é que eles existem até hoje. Mais tempo do que o Obina passou no Flamengo até hoje.

Meu blog faz aniversário, de quatro anos, hoje.

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Perfil, como o do jornal
Blog
4 anos (1º/5/2004)
Local de nascimento: Goiânia
Número de posts: 473 (contando este aqui)
1º template: um Pateta ridículo, que não tinha nada a ver, mas eu não tinha outra idéia para template
2º template: não lembro bem o layout, nem as cores, mas acho que era um azulzinho e um rosinha; e os links e arquivos ficavam do lado direito e não do esquerdo
3º template: o atual

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Listinha dos próximos livros que vou ler.

Chega de falar de mim
Mil dias: seis mil dias depois
Como o futebol explica o mundo
O marechal da vitória (começar de novo)

Vou pensar se vou ler Fama e Anonimato e On the road.

E vou ler Jogo Duro, mas só depois que eu comprar.

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Vendo o jogo do Chelsea, porque vou chegar mais tarde no jornal, fiquei achando que o Drogba poderia até ter um lugarzinho no time titular do Flamengo. Mas aí estava vendo o jogo do Fla contra o América à noite. E fiquei na dúvida. Afinal, o time tem Leo Moura, Marcinho, Obina, Diego Tardelli e Souza. Acho que o Drogba pegava, no máximo, um banco.