Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Não sou eu que sou viciada em manuais, regulamentos, guias e normas. São os outros que não se preocupam com isso. Algumas coisas deveriam ser melhor revisadas. Alguns jornalistas deveriam ler regulamentos de competições e - por que não? - até mesmo as regras dos esportes.

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Dois dias em Brasília. Intensivo sobre China. Acordar cedo. Família no fim de semana. Tudo indo, enfim.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Comigo, as coisas nunca são simples. Dou sempre um jeito de fazer tudo do jeito mais difícil. E de complicar o que é fácil. Em qualquer situação. E olha que, quando eu era pequena, aprendi na escola que 2 + 2 são 4 e não 5.

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Metódica? Eu? Abro sempre algumas janelas do internet explorer. E vou abrindo as abas. Num janela, abro todos os meus mails. Noutra, abro todas as agências. Noutra, abro todos os blogs. Noutra, abro os sites de notícias. Noutra, abro os sites especializados (confederações, automobilismo, vôlei e tal).

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sim, eu leio suplemento adolescente. Já disse isso aqui uma vez, acho que já faz alguns anos. Então, anos depois, devo confessar que, sim, eu AINDA leio suplemento adolescente do jornal. E tem uma coluna que gosto, que hoje falava sobre vícios secretos. Tipo" fazer propaganda imaginária de xampus no banho", dizia lá. Eu já contei isso na mesa do bar como uma mania, mas algo me diz que pode ser um vício. Passar Vick Vaporub todo dia antes de dormir no nariz. Eu faço isso.

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E o Rogério me pergunta, meio que suplicando, porque é que o Brasileiro não pode terminar agora. "Flamengo campeão, Vila na Série A, Goiás e Flu rebaixados", me explica ele. Sensacional!

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Quando uma página de jornal exige dois dias inteiros de trabalho.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

E o Fluminense conseguiu duas coisas quase impossíveis. Ganhar por 3 a 1 no tempo normal. E perder nos pênaltis daquele jeito. Acho que o time fez muito. É um golpe uma derrota desse jeito, mas o Flu nunca tinha passado da 1ª fase da Libertadores. Eu não estava a favor, lógico que não. Mas também não fui da "Liga Dos Urubus" como alardeei o tempo todo. Acho que o time merecia, mas ficou de bom tamanho também.

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Férias para as outras pessoas. E a minha cidade está ótima. Trânsito ótimo, tudo bem sossegado. Só que ontem o Fran's estava lotado.

O nosso trabalho...



A sala de imprensa no ginásio de Balsas.



A sala de imprensa na lan house de Paranã.



A não-sala-de-imprensa em Crateús.



A sala de imprensa em Rio Verde.



Tem gente que filma...



... e gente que tira foto.


A foto mais emblemática... No meio da especial!



A foto da divisa. De uma delas.



A foto do fim da especial. Sol, calor, pouca sombra.



A foto das siamesas. Meninas muito especiais.

A foto mais bonita, By Rogério.


A foto do nosso carro. Meninos, valeu demais!


A foto da Graciosa...


A foto de Jesus. Balsas.



A foto da melancia. No meu Estado.

E aí? Está com tempo? Prepara que lá vem história. O post tá grande. Mas o blog é meu e eu escrevo do tamanho que eu quiser.

É que, no quarto ano, parece que as coisas não vão mais ser novidades. Mas sabem como é. Tinha, sim, coisa nova no Sertões. Etapa do Mundial para carros, Touaregs pra lá e pra cá, uma megaequipe da Volkswagen, o que a gente nunca tinha visto na prova, disputa sempre emocionante nas motos, cidades inéditas, pessoas idem... Tudo isso me anima. Sempre me animou. E acho que sempre vai me animar.

E foi como sempre. Me irritei em vários momentos. Chorei, como sempre, em algum dia, ou porque não agüentava mais as dores nas costas (nos dias em que ia no banco de trás), ou porque não queria mais conversar com as mesmas pessoas, ou porque estava com saudade da tranqüilidade da minha cidade. Me irritei com banhos frios, mas gostei de outros. Acordar cedo foi um martírio. Sempre mais do mesmo.

E também achei tudo muito legal em outros momentos. O fim das especiais, com o sol na cabeça, mas com as boas entrevistas no bloquinho. Flagrar o sentimento, e o sofrimento, das pessoas nas chegadas. Receber o aceno dos competidores no meio da especial, enquanto se está lá, sentada no meio do mato seco, no meio de uma reta da trilha de competição, esperando para ver cinco segundos de cada máquina que passa. Isso depois de andar 10 km a pé. Jogar conversa fora no hotel, na pousada, no alojamento ou no acampamento após o dia de trabalho, que geralmente começa às 5 horas e termina depois das 23 horas.

Soa pieguice dizer que o rali nos ensina. Mas dá, sim, para tirar algumas lições. Por exemplo, a de que a gente não está sempre certo. Serviu pra mim. Briguei todos os dias, mas quando tiveram a chance de brigar comigo, não o fizeram. Insisti para o cumprimento de horários, mas perdi a hora. Tudo serve para nos dizer, jogar na nossa cara, que devemos nos colocar no lugar dos outros e saber que a gente não é de ferro. É claro que não quis atrasar, mas, naquele dia, não tive controle sobre o sono. Sim, a gente perde o controle sobre muita coisa. Priorizei mais as horas que tive de descanso, mas voltei pensando que deveria ter aproveitado melhor a balada de Niquelândia, de Palmas, de Balsas...

E já que isso aqui é um blog, vamos ao diário?

1º dia: Goiânia - Rio Verde

Chegar ao hotel às 5 horas e só sair às 8 horas. Um começo para me acostumar a atrasos constantes durante toda a viagem. Mesmo esquema do ano passado. Dividir uma picape com dois jornalistas e um motorista. Meus colegas foram um repórter de TV (Fábio), um cinegrafista (Ronaldo) e o Gilmar, motorista que conheço desde 2005. Duas especiais no dia. Fim da primeira: um cara chorando, o Juca Bala incendiado, os alemães, brancos que só eles, esperando os carros-naves-espaciais-flechas-azuis-e-pratas, ouvir pela primeira vez o barulho da "turbina de avião" na terra. Santa Helena. Enfrentar uma muvuca só para ver os carros andando num circuitinho. Valeu a pena só porque cheguei bem na hora do Touareg. Parque de exposições, Tiago Fantozzi deitado no chão para descansar, sala de imprensa legal, conexão ótima, jogo do Brasil, que eu não vi, hotel legal, dormir com fome, mas por mais tempo.

2º dia: Rio Verde - Aruanã

Saída com atraso, mas fui na frente, o que evitou dores nas costas. Palestina, zona de radar, abastecimento, Dona Helena com os ovos caipiras. Fim da especial, saber tudo sobre um tal Aviões do Forró com o Freire. Não foi só isso que o Freire me ensinou. Também me deu toques sobre pautas, fotos, técnica, me emprestou boné, ofereceu água e isotônico gelados, arrumou material de equipes. Grande novo amigo. Caminhão da Volkswagen chega ao fim do trecho, descem todos os smurfs para esperar as máquinas. O primeiro Touareg chega. Telemetria e troca do pneu direito traseiro. Deve ter baixado um milímetro. Apertam o botãozinho e o macaco ergue o carro. Conversa com Thiago Padovanni, outro cara muito massa. Jean e Youssef chegam, também erguem o carro com o botãozinho. Em Aruanã, lindo pôr-do-sol. Bonito mesmo. Boa sala de imprensa, lista de largada do outro dia, churrasco do Bacana, cervinha na piscina do hotel e virada para o aniversário da Gê.

3º dia: Aruanã - Niquelândia

Saída, pra variar, com atraso. Esperamos a galera para, depois de 50 km, nos despacharem para mandar matéria. Uma voltinha básica, porque ficamos perdidos. Cidade de Goiás e Uruana, com foto com a melancia. Ler a planilha ao contrário e decifrar tudo junto com o mapa. Na mosca. Chegamos ao fim da especial. Dia do Touajegue. E da implicância do Jaime. Kilca também estava lá. Estávamos no meio da informação. Chegada a Niquelândia. Uma notícia ruim e uma amiga triste. Muito ruim. Não esperei o peixe e passei a churrasquinho. Boa conexão e bolo na sala de imprensa. Mais comemoração pelo aniversário. Noite no convento, sem travesseiro. By Dani. Muitos roncos e frio. Uma droga. Deu vontade de voltar pra casa.

4º dia: Niquelândia - Paranã

Fim de especial no pior dia para a galera. Trecho pequeno de deslocamento final e pouco, pouquíssimo, tempo para percorrê-lo. Quase ninguém parou. Cyril e Marc Coma pararam. Zé Hélio não. Achei grosseiro. Touaregs passaram voando. Nenhum dos carros parou. Então, seguimos para o parque fechado. Falei com calma com Riamburgo, Jean, Yousssef, Marlon, Bruno Mega, encontrei o Maurício Neves explicando sobre a homocinética (é isso mesmo?). Papinho com Lua. Comentários de que não há sala de imprensa. Mas chegamos, arranjamos casa para alugar e seguimos para uma lan house. Lotada. Fui para outra. E deu certo. Ajudei a equipe de apoio do Varela a ter notícias dos pilotos. Não pegava celular. De nenhum tipo. Lua linda. Jantinha, com frango de molho, esperando em casa. Forró à noite. Engraçado demais.

5º dia: Paranã - Palmas

Não fomos para o fim da especial. Fiquei irritada, mas resolvi desencanar. Era domingo e minha matéria já tinha sido enviada mesmo... Só precisei de uma atualização, na excelente sala de imprensa. Não sem antes comer peixe no barco. Capim dourado, cervinha na beira do lago, conversas francas, papo com Polly, que ajudou a viagem a ficar bem mais legal. Mengão fazendo 2 a 0. Quarto só pra mim e ligação do Dani. Pizza mais tarde. Tudo de lindo. Mas quase caí em cima do prato, porque bateu um sono enorme.

6º dia: Palmas - Balsas

A cidade da minha prima (pasme!) e o dia mais longo. Chegada da especial? Que nada! Era a intenção, mas a viagem demorou muito. Paramos para almoçar e fomos sem pressa. Atravessar Rio Tocantins de balsa e parar na cachoeira. Cachoeiras gêmeas. Chegada a Balsas. Cidade um pouco suja, hotel cheirando a mofo (mas com a janela aberta ficou beleza), mas gente muito legal. Roupas para a lavanderia. Muita gente na chegada, o povo bem empolgado. Falar com Marcão Macedo, Ike Klaumann, Zé Hélio (boa entrevista, como sempre). Maratona cancelada minutos depois do meu fechamento. Uma beleza! Encontro com prima e conversa em dia. Tentativa de ir pra festa junina. Já tinha acabado. Volta pro hotel de carona. Não consegui sair do quarto depois do banho.

7º dia: Balsas - Floriano

Trilha. O melhor dia. Rogério foi supercompanheiro. Andamos 10 km. Fotos legais, histórias legais, pessoas pela trilha. Touareg chegando de surpresa, de fininho mesmo. Não faz barulho de longe e, quando você percebe, já está em cima. Passaram Jean, Varela, Marlon, Riamburgo, a Nissan, o De Gavardo, o Franciosi. Almoço trash, o pior de todos, num posto de beira de estrada. Chegada ao parque fechado. Conversa com Zé Hélio, Dr. Clemar, Franciosi (por telefone), André Azevedo. No caminho, Gerardo caído no barranco e xingando a locadora de carros. Sala de imprensa no hotel. Tudo muito bom, conexão e instalações. Banho e cervinha na piscina. Histórias, muitas delas.

8º dia: Floriano - Crateús

Pensava em ir pro fim da especial, mas não deu. Paguei sapo geral. Depois, resolvi desencanar mesmo. Parque bizarro em Crateús. O povo espalhado lendo planilha, do lado de um bode secando no portão, todo mundo bem à vontade. Zé Hélio desanimado. Sala de imprensa que não funcionava. Fofocas com Ângela. A surpresa sobre o Mundial. O organizador descontente com a FIA. Isso era esperado, mas não a ponto de ele dizer que não quer mais ser Mundial. Não pra mim. Achei bom, mas a matéria não entrou. Zarpar para uma lan house, que também não funcionava. Além de ter pererecas pelas paredes. Comentários sobre o estado lastimável do nosso hotel. Resolvi não fazer julgamentos antes da hora. Chegando lá, achei melhor que o convento. Decidi não reparar na sujeira e nos bichos. Tomei banho gelado, mas foi bom demais. Forró trash, risca-faca, mas divertido.

9º dia: Crateús - Mossoró

Novamente, direto para a cidade. Paisagem impressionante, desde o dia anterior. O Ceará está todo verde e cheio de água. Vegetação vasta, muitos lagos e açudes, tudo muito lindo. Mossoró é grande, tem tudo (até na Riachuelo eu fui). Comi baião-de-dois e muita carne. Hotel muito massa. Mas a sala de imprensa era uma droga. Dia de punições aos favoritos: Touareg e Cyril. Jaime defendendo os Volkswagen e nos ironizando. Kilca muito gente fina, sempre. Edu Sachs no briefing, explicando tudo sobre as areias do dia seguinte. Conexão péssima e falta de paciência. Consegui mandar duas fotos e os textos com muito custo. Cervinha na saída para o hotel. E quermesse à noite. Camarote do prefeito. Show da Garota Safada, banda de forró, cujo cd os meninos do meu carro fizeram questão de comprar, assim como o do Aviões do Forró e o do Cavaleiros do Forró. Eu vou pro céu, direto. Mas, na festa, boa companhia.

10º dia: Mossoró - Natal

Chegada com o tempo nublado na praia. A rampa estava bonita, mas não tinha muito público. Zé Hélio, que se comportou nas entrevistas o tempo todo, soltou o verbo. Contra o Cyril, que subiu a rampa em seguida. Pulinha na rampa, pulinha na sala de imprensa. Adiantando tudo. A conexão não estava muito legal. Mas eu consegui fotos lindas. Não comi. Logo em Natal, não consegui almoçar. Trabalhei até 23 horas, meu fechamento. Dia de campeões. E todo mundo falando que só pensa no Dacar agora. Do hotel só saí pra jantar. Vento e chuvinha fina de madrugada. Mas muito legal.

11º dia: Natal

Praia de manhã. Queria ficar dormindo, mas resolvi mudar os hábitos. Coletiva de imprensa. Revelações, Varela, trabalho. Giniel de Villers dizendo que o Brasil o fez se lembrar da África do Sul, seu país. Disse que quer voltar de férias para conhecer um pouco mais. A Volkswagen considerou o Sertões um passo para a participação da equipe oficial de fábrica no Dacar de 2009, na Argentina e no Chile. Varela dizendo que não foi um rali tão difícil. Ele e Marcão também vão para o Dacar. Zé Hélio também. Todo mundo vai para o Dacar. Também quero ir. Me entupi de camarão depois de quatro horinhas de trabalho. Valeu a pena. Festinha de encerramento. Caída. Mas conversei pela última vez com as pessoas. Tentativa frustrada de balada, comida no hotel. Foi do pior jeito.

12º dia: Natal - Goiânia

Minha última especial durou sete horas. E teve escala em Fortaleza e conexão em Brasília. Cheguei quase meia-noite, direto para o Oficina. Saudade disso e da Fabi, que foi me buscar. A melhor amiga do mundo mesmo. Só lembrando que, no ano passado, ela me levou para o hotel, no dia da saída, às 4 da matina. Bem, na volta, me preparo para pedir uma folguinha. Ou, no mínimo, chegar no meu horário, às 16 horas. Mas acordo com meu chefe já me passando minha pauta às 11 horas. Nada como voltar à rotina. Acordar tarde, ouvir Death Cab no carro. Os meus colegas no rali já não se animavam com as músicas que, para os meus padrões, eram animadinhas. Imagina com Death Cab. Sair às 23 horas, passar no supermercado, chegar em casa e colocar a comida no forno, tomar banho enquanto assa o troço congelado. E comer vendo Jô. Pelo menos, tinha Echo & The Bunnymen naquele dia.