Paula Parreira

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domingo, 28 de setembro de 2008

Fica difícil quando a gente tem que torcer pelo insucesso dos outros. A gente torce. Mas não depende disso. Falando do Massa...

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Paula, em versão xiita da língua portuguesa. Não, eu não sou puritana da língua. Mas fico irritada com umas coisas realmente desnecessárias. O Galvão foi traduzir "unsafe" e não conseguiu. Perguntou: "Como eu posso traduzir?". Como pode traduzir? Como assim? Não pode ser algo óbvio como não seguro ou inseguro? É igual o cara que escreve "by the way" num texto em português. Pra quê? Mas também é exagero quando o Juca fala "pagar pra ver" e não "pay-per-view". Aí é demais. E, como eu disse, não sou puritana da língua.

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Aí fui ler a Veja 40 Anos e na primeira página, sobre o militante de esquerda de 1968, diz que ele conseguiu um lugar no Parlmento Europeu e que isso é o emprego com o qual todo revolucionário sempre sonhou. Pode até ter sentido, mas soa anti-Lula, anti-esquerda, claro, e preconceituoso. Logo na primeira página de uma edição que tem a ambição de ser histórica. Parei de ler.

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E tinha uma revista nova de futebol na banca. Nome legal, de uma marca conhecida no mercado e tal. Aí, gosto de ler primeiro os editoriais das revistas que gosto né. Fui ler e começava assim: "Leitores e leitoras". Já não gostei. Uma. De acordo com as regras, basta o "leitores", que já engloba homens e mulheres, porque concorda no masculino. E outra. Esses caras (o editorial é assinado por um cara) ficam querendo dizer que muitas mulheres gostam de futebol e que fazem um material pra esse público também, mas logo no mesmo parágrafo veio com um papo de que faltava uma publicação com reportagens aprofundadas e detalhadas de futebol e outros assuntos de "interesse masculino". Oras, se são matérias de interesse masculino, pra que o "leitoras" do início. Aí fechei a revista e não li. E ainda tinha um argentino na capa! Uma droga mesmo.

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Em Itumbiara. Passando calor, comendo horrores, saindo com o povo de casa, indo pra minha avó...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Eu nunca tinha ouvido alguém dizer que um jogador é agudo. O que é um jogador agudo?

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Terminei! Terminei! Terminei!

Terminei de ler o livro. Nem acredito. Agora posso voltar a ser normal. Um livro interminável. De leitura gostosa, com histórias legais, apesar de ser uma biografia baba-ovo. Mas biografias desse tipo também podem ser legais. Uma leitura que demorou mais de um ano. É que o problema era a origem do livro. Comecei e parei. Não conseguia voltar pra ele. E lia outras coisas no meio disso. Daí decidi recomeçar a leitura, porque queria mesmo me lembrar de tudo que ele dizia. E recomecei. Fui até o fim, mesmo que isso tenha demorado meses. Mas fui.

E então é isso! Terminei o livro. E o aniversário já passou também. E o Dia Mundial Sem Carro também. Eis que estou livre para colocar você num cantinho da minha estante e só voltar a pensar nisso daqui uns 15 anos. Ou então no ano que vem, nessas mesmas datas, que são todas meio próximas mesmo (o aniversário, a data do fim da leitura do livro e o Dia Mundial Sem Carro). Ou então na próxima semana, quando eu fizer as contas e perceber que passou uma semana desde o Dia Mundial Sem Carro. Ou no próximo mês, o fatídico outubro. Ou no ano-novo, quando eu lembrar que no ano-novo deste ano eu recebi uma mensagem.

O aniversário passou e eu nem lembrei no dia. Lembrei antes e depois, mas não no dia. Ainda bem, apesar de achar que não faz diferença. E tive de confirmar o dia, pra saber se eu estava mesmo certa, com as datas das mensagens no meu celular. Sim, ainda as tenho. Algo me diz que vou ter que me livrar delas também, mas posso deixar isso pra quando for trocar o celular ou pra quando o aparelho tiver um pau irrecuperável. Como diz a Maria Eugênia, escorpianos gostam de guardar as coisinhas. Eu guardo, mas o que importa mesmo é que terminei o livro.

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Mas o livro tem umas histórias legais. De quando o Palmeiras, pela primeira vez usando este nome, ganhou um jogo que não terminou. Isso porque o São Paulo deixou o campo inconformado com um pênalti. 1942. De quando o Havelange foi pra Olimpíada. A montagem da comissão técnica para 1958, o tal Plano Machado de Carvalho. Os amistosos caça-níqueis em 1968. Daqueles que não servem pra nada, a não ser dar dinheiro pra CBF, que ainda era CBD, e ainda colocam o técnico e os jogadores na berlinda. E os jogadores reclamando dos bichos, que diziam estar baixos. E quando o Havelange foi pra Fifa. 1974.

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Estou cuidando das coisas. Outro dia coloquei um retrovisor novo, porque o meu quebrou o ganchinho e não ficava mais pendurado lá. Acho que meu carro está ficando velho. E voltei a usar uma blusa que eu adoro porque costurei um troço que estava aberto. Eu só tenho linha branca lá em casa, mas arrumei três blusas já: uma branca (normal), uma roxa e uma vermelha. Não ficou esquisito, porque eram só uns pontinhos e eu consegui deixar escondidinho. Daqui a pouco estarei como a Ludmilla, que prega uns troços superaltos de cortina lá na casa dela.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A frase é da Marô, que já estava citando alguém: "O médico acha que é Deus. O jornalista tem certeza".

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Coisa esquisita. Apareceram mails na minha caixa de entrada do yahoo que já tinham sido excluídos. De vários dias atrás, tipo dia 15. Tô excluindo tudo de novo. Aconteceu com mais alguém aí?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Tapa na cara. O que a gente toma no sentido figurado é às vezes pior do que um de verdade. Foi o que tomei ontem. O do sentido figurado, fique bem claro. E ver, na sua frente, o quanto é ruim uma coisa que você já fez com alguém não é nada confortável.

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Será que o dia hoje ainda pode ser bom? Dei uma rata no trânsito que quase me fez bater o carro pela terceira vez em menos de quatro meses. Derrubei um café inteiro no shopping. Não gostei da primeira roupa que eu pus. O posto tinha fila, a comida tinha fila, o café tinha fila, tudo tinha fila. Ainda bem que o Flamengo não joga hoje.

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E o menininho chega no campo depois da aula da escolinha e pergunta se o Goiás ganhou a final do Brasileiro de Tiro com Arco. Diante da resposta negativa, diz: "Ih, mas o Goiás é ruim até no arco e flecha". E ele estava com o uniforminho do clube, hein.

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Fiz um twitter, mas acho que gosto mesmo do meu bloguinho.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

E tenho uma música de uma banda que se chama I'm from Barcelona. E a banda é... da Suécia.

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Encontrei um cd em casa. O título: Eu. É que um tempo atrás troquei um cd gravado com um amigo. A intenção era mostrar como somos por meio das músicas que ouvimos. E aí fiz uma cópia do cd que gravei pra ele e, na hora de arquivar lá em casa, tasquei o nome "Eu". E fui ouvir ontem, na hora de ir para o jornal. E não queria mais sair do carro, não queria que o jornal chegasse nunca. Incrível perceber que eu sou daquele jeito mesmo que está no cd. E hoje sou um pouco diferente, mas confesso que eu era bem mais legal naquelas músicas de quatro (?) anos atrás. E quatro anos é tanta coisa, como diz uma propaganda aí.

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Eu contei e tinha seis motivos para não ir ao show do Scorpions. O ingresso era caro, a bebida era cara e o estacionamento era caro (só no quesito dinheiro, eu já tinha três). Ainda: eu, basicamente, não gosto, seria tumultuado e eu não poderia beber cerveja. Mas o único motivo que eu tinha para ir superou todos os outros: ir com meu pai, que gosta.

Eu conhecia três músicas. E foi meio bizarro. Todo mundo vestia umas camisetas de bandas que eu não gosto. No som que rolava antes do show, o povo cantava alto e dava uns urros quando era Led Zeppelin, Deep Purple e AC/DC. Achei isso engraçado. Aí o início do show eu achei bom. Depois veio uma parte acústica. E o Andreas Kisser estava lá. Eu não gosto de Sepultura e só sabia que era ele porque uma vez o vi numa entrevista. Mas achei que devia encarar o fato de ele estar lá como uma coisa massa do show.

Aí começou uma parte com berimbau e percussão. E virou uma Timbalada. E as backing vocals pegaram uns trequinhos lá, que o Lessa me disse que são tamborins, e começaram a bater. Aí virou escola de samba. E, de repente, voltou ao normal. Teve uma hora também que ele, o cara que canta, tentou cantar Aquarela do Brasil, algo que todo mundo faz e fica péssimo. Ficou pior ainda quando me lembrei do show do Arcade Fire, que foi lindo. E os caras fizeram uma versão linda, realmente, para música.

Teve Parabéns pra você. Eu não sabia quem era o tal do Rudy, mas achei bacana eles pegarem o cartaz de um fã e colocar lá na bateria. O cara da bateria tirou a camisa. Eu acho abominável os caras que tiram a camisa em platéia de show, mas acho massa os bateristas tirarem. Mas os caras não podem ser balofos e o cara era um balofo. Então, não foi tão massa.

No fim, valeu demais a pena. Não teve congestionamento no trânsito, nem pra ir nem pra voltar. Não teve tumulto e meu único problema foi ter que fugir das fumaças de cigarro. E, o que é melhor, meu pai gostou. Mas aí tem uma música que eles cantaram em que perguntam "Are you ready to rock?". Yeah, I'm ready, but not to yours, Scorpions.

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E o troço que quero fazer em novembro vai dar no sabadão. Beleza!

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E você que é assessor(a) de imprensa, aprende uma coisa. Não precisa prometer nada. Mas, se promete, cumpre, ok? E se rolou um imprevisto, dá uma ligada.