Paula Parreira

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2008

Outro dia disse pra uma amiga que 2008 foi uma droga. Não que não tenha tido bons momentos, uma coisa aqui, outra ali. Teve sim. Mas em geral acho que não foi tão bom. Não sei definir o que senti com 2008. Acho que meio que indiferença. Ficou de bom tamanho, enfim. Não teve nada de mais, mas não sei se queria que tivesse também. E, se tivesse, não sei o que queria que fosse.

No fim, se não tivesse 2008 na história, não faria falta. Mas já que o ano existiu de verdade, tudo bem também. Não é um ano que eu quero esquecer. Mas também não quero muito lembrar.

Acho que já estou em 2009 há muito tempo. Há pelo menos um mês estou mais ligada no próximo ano do que neste. Natural. Pensando na temporada, fazendo matéria disso e pensando nas coisas que eu posso fazer, em como será mesmo 2009. Não me lembro de ter esperado com tanta disposição um novo ano.

2009

Fiquei pensando em planos e desejos para 2009. Bom fazer planos, bom imaginar o que vai acontecer, como vai ser tudo. Não é fácil definir o que a gente quer ou espera. É que eu sou ruim de planejamento, então fico só na imaginação mesmo.

Tenho uma certeza. O que mais quero para 2009 é que a Lidinha melhore. Acho que é por um monte de coisas que fica difícil acreditar em justiça no mundo. Quero voltar a acreditar. Amo muito minha amiga e quero que ela fique boa. É o que mais quero. É o que mais importa.

Outra certeza: o ano vai começar com mudança. De casa. Tenho que mudar até o dia 15. Vou priorizar algum lugar perto do jornal. No mais, que venha logo 2009. Demorou eu acho. Vou numa balada, com amigos muito legais. Dizem que você tem que passar o reveillon fazendo uma coisa que quer fazer muito no ano novo. Então se eu passar bastante tempo com esses fofos já vai ser bom.

Retrô
Itumbiara campeão goiano. Férias, nem tão férias, em São Paulo e Itumbiara. O casamento da Cá. O Felipe, goleiro do Corinthians, comendo uva no Pacaembu. Rali dos Sertões. Fórmula 1. Flamengo fora da Libertadores. Ronaldinho no Corinthians.

Planos
Casa nova. Estudar línguas. Viajar com a Fabi nas férias, em março, ao que tudo indica. Jogo do Ronaldinho em Itumbiara. Itumbiara bicampeão goiano e campeão da Copa do Brasil (ou, pelo menos, indo longe). Flamengo ganhando alguma coisa, cáspita, porque 2006 já ficou longe, longe. Não fazer nenhuma coisa idiota. Escrever de acordo com o Acordo.

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Nem me liguei numa coisa que eu geralmente gosto: o Dakar. Não sabia nem que a largada é depois de amanhã. Não li nada a respeito, não fiz matéria, nada. E hoje falei com um amigo que está em Buenos Aires. Aí me liguei. E aproveito pra sugerir o blog da galerinha que está cobrindo a prova para o Webventure. Vão . Uma das leituras legais foi o livro do Ricardo e do Haroldo sobre o Dakar de 2007, quando eles foram. Ficou legal. O Dakar deste ano está bem pertinho da gente, na Argentina e no Chile. Estranho, mas vamos ver no que dá.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Como se não bastasse o único futebolzinho na televisão ser de futebol argentino, ainda tem sete minutos de acréscimo no primeiro tempo. É prolongar o sofrimento.

Sim, sinto falta da bolinha rolando. Mesmo depois de um ano inteiro em função do futebol. Mesmo depois de um ano sem ter folga nos dias de jogos, justamente por eles, os jogos, existirem. Mesmo depois de um ano, só mais um dos outros tantos que virão, sem ir ao estádio quando eu realmente quero só ver o jogo, torcer e xingar o juiz.

Li um texto sobre abstinência de futebol outro dia. Texto chato, cansativo, mais do mesmo. Uma droga. Mas começo a me sentir como o cara do Febre de Bola. Meus anos e meus ciclos mudam de acordo com as temporadas. Ainda bem que estou no Brasil, senão meu ano só ia virar daqui uns cinco meses.

E ainda tem cobertura de clube em dezembro. Não pára, apesar das férias. Eleição, troca de presidente, polêmica, dias inteiros ligando pras pessoas ou enfurnada na Serrinha. Se o consolo era o de que pelo menos seria tranqüilo em dezembro, já era. E, junto com isso, gente chegando (bem poucas) e gente saindo (muitas) do time.

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Vendedoras. Assim mesmo, no feminino, porque são de lojas de sapatos, as últimas que visitei. Eu as detesto. Nunca me incomodei com papo de vendedor, porque não dou muita conversa e geralmente sei o que quero. Ou gosto de cara. Ou já não gosto de cara. Então, é sempre rápido. E acho que as vendedoras eram legais. Mas de uns tempos pra cá, me tornei impaciente e as vendedoras se tornaram totalmente lesadas. Pra começar, falar que o sapato combinou com a minha roupa é a coisa mais retardada que existe. Não vou comprar o sapato pra usar só com aquela roupa. E não uso aquela roupa todos os dias. Aí hoje a filhinha desandou a me chamar de "meu amor", "meu bem" e "amiga". O que é isso? Ficou doida? Coisa mais chata.

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Não muito animada pra fazer retrospectiva. Mas adoro retrospectiva. Aliás, não ando animada pra fazer um monte de coisa que realmente gosto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Baladinha rock. E a Carina, impagável: "Você sabe que está precisando de um branqueamento nos dentes quando eles não brilham na pista". O meu não brilhou. Então, desencanei e enchi a cara de coca-cola mesmo. Fiquei cansada no outro dia e peguei um batidão de cobertura de dia inteiro, mas só de ouvir Raconteurs, B52's, CSS, Black Lips, já estava bom.

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E o Killers cantou com o Elton John? Nem ouvi o Day & Age ainda.

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Sentindo e pensando e sendo várias coisas: solidão, indecisão, carência, arrependimento, raiva, irritação, impaciência, compreensão, intolerância.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Nada de Santiago Bernabéu, San Siro ou Giuseppe Meazza. Nem Rose Bowl, Stade de France e Yokohama Stadium. O Ronaldinho vai conhecer o verdadeiro templo do futebol no dia 4 de março. O JK, em Itumbiara. É isso aí. O Itumbiara, rumo ao título, pega o Corinthians na 1ª fase da Copa do Brasil. E vai eliminar o "fenomenal" logo de cara.

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E o crédito da foto abaixo é do "Verstapi", vulgo Verstapen, vulgo Tio Edson!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Em clima de retrospectiva, a foto que diz muito do que foi o meu ano. Passei boa parte de 2008 na redação quase vazia - eu fecho o jornal, fico lá até tardão e à noite não tem quase ninguém - e interessada na tabela da Série B. E o Vila terminou assim, fora do G-4 - mas em 6º.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Apesar de estar de folga, fui ao supermercado depois da meia-noite assim mesmo. Não tinha a água que eu queria, mas tinha o sabonete de leite e mel que eu não achava mais em lugar nenhum. Cheirinho bom. Peguei vários. Mas não tinha o shampoo que eu queria. Eu sempre acho que faltam opções de lugares 24 horas em Goiânia. Para ir ao supermercado, é só uma opção. Na verdade, são duas. Mas duas iguais, só em locais diferentes da cidade. Então, você escolhe, basicamente, dependendo do lugar em que estiver. E vai à unidade que estiver no caminho. E aí não é porque não achei a água numa delas que vou passar na outra. Não. Vou pra casa, lógico. Compro amanhã, durante o dia. Se der.

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Terminando o Daniel Galera. Já comprei outro dele. E vou ler em seguida, se não pegar com a Marica o livro que ela comprou pra mim.

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É engraçado como as coisas perdem o sentido por um momento. Tudo perdeu pra mim, aquela hora. Melhor. Durante aquelas duas horas.

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Filme na folga. Do jeito que eu gosto. Fabi já sabe escolher os filmes quando vai ao cinema comigo. Café na tarde. No fim dela, quase noite, que seria noite se não estivéssemos no horário de verão, mas então é à tarde mesmo porque estamos no horário de verão.

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E o Campeonato Brasileiro terminou bem.

domingo, 7 de dezembro de 2008

É isso aí. Bom mesmo é ver um gol do Van Persie para o Arsenal em cima do Chelsea. Quem disse que eu quero ver Goiás e São Paulo? Bom mesmo é ver Campeonato Inglês pela televisão.

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Sonho mais doido. Hamilton vai pra Ferrari e a gente esperando só o anúncio do povo. Eu e mais um monte de jornalistas. Enquanto isso, Kubica me pergunta porque estou tomando refrigerante e não cerveja. Acho que eu previ no meu sonho que a Honda ia acabar.

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Domingo tem tudo para ser o dia mais tranqüilo, por incrível que pareça. O jogo está me matando, mas só enquanto a bola não rola. Quando a bola rolar, estarei na... redação.

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Ledo engano. Já teve polêmica demais, pensei. Mas, reforçando o lema de que o fundo do poço não existe, o domingo começa com essa onda de manipulação, troca de árbitros e tudo o mais. Claro, tinha que ter mais tumulto. Bom, estou esperando. Enquanto isso, perfil do Vitor.

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Sábado à noite, fui acompanhar meus pais na festa. Fiquei reclamando o tempo todo, mas o jantar estava gostoso. Mas fui anti-social, reclamona, enjoada, impaciente, tudo. E aí fiz uma amizade na mesa. Ela me informou, quando tocou uma coisa lá, que a música era a dupla que ia fazer show em Goiatuba naquela noite. Maria Cecília e Rodolfo. Quem? Ela me contou tão empolgada que eu não tive coragem de abrir um sorriso e dizer "nossa, massa demais, hein!". Não fiz isso porque ela poderia continuar e perguntar alguma coisa. Tasquei logo um "quem é mesmo que canta essa música?". Aí ficou tudo bem. E um cara da minha mesa queria o tempo todo furar fila e fumar num local fechado e com ar condicionado. Uma beleza, um exemplo de educação.

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E o Campeonato Brasileiro ainda pode terminar bem. O Vasco ainda pode cair.