Paula Parreira

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terça-feira, 31 de março de 2009

Como assim? Arctic Monkeys com disco novo? Jimmy Page achou a mulher em Lençóis, na Bahia, um dos lugares mais legais que já fui, na Chapada Diamantina? Em que mundo eu tô vivendo? O mundo das férias, do futebol e da minha cama.

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E eu achei que a torcida estava gritando por causa do Kaká, mas é o Pato. Também, o treino é no Beira-Rio.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu odeio ir ao médico. Não é birra, nem nada. Só acho um abuso os que os médicos fazem com a gente. Tenho só um último exemplo e vou usá-lo para generalizar. Porque todas as outras vezes em que fui ao médico foi do mesmo jeito. O lance é que os médicos nunca nos atendem na hora certa. Acham que oferecem um serviço tão valorizado e, por isso, acham que você pode esperá-los por horas a fio.

Na última vez que fui ao médico, fui duas vezes. E paguei duas consultas porque não me atentei para o período de tolerância para o retorno. Normal. Eu já não presto atenção em nada mesmo. Mas, na verdade, se eu tivesse prestado atenção, não adiantaria. É que eu teria que voltar depois de fazer uns exames. E não pude fazer um dos exames porque um remédio que a médica me passou fez meu organismo ficar doido.

Esperei o remédio ficar normal, porque eu estava me adaptando a ele, e marquei nova consulta. Isso depois de mais de um mês. Tudo bem. Fui lá. No mesmo dia, marquei exame de manhã e consulta de retorno à tarde. O exame foi marcado às 8 horas. Aí a secretária me diz: "Tá marcado para as 8 horas. É ordem de chegada, viu?". Pelo telefone, já fiquei grilada. Porque
que, se é por ordem de chegada, não preciso marcar. Só chegar e fazer o exame. Não? Não. Então, vamos lá.

Chego às 7h40, com 20 minutos de antecedência, pra ter certeza de que eu seria a primeira. Fui. Aí a beleza da secretária me diz: "A médica vai chegar entre 8h15 e 8h30, ok? Você é a primeira". Aí fiquei brava. Se a médica chega 8h15, o horário não é 8 horas. É 8h15. A médica tem que chegar no horário do exame, oras. Aí a médica chega às 8h50 e faz o exame. Em menos de 10 minutos. Estava no carro pra ir embora às 9 horas.

Aí a consulta era às 13h40. Às 14h10, senta uma mulher do meu lado. E diz que a dela é às 14h20. Deduzo que são 40 minutos de consulta pra cada pessoa. A infeliz da médica me atende só às 14h40 e fica 5 minutos (!) comigo no consultório. Concluo que ela me faz esperar uma hora para gastar apenas 12,5% do tempo que deveria gastar comigo dentro da merda do consultório. Lê os resultados dos meus exames. E ainda conversa revirando os olhos. Isso me deu uma baita raiva. Pelo menos, a doida me deu um remédio que tenho que comprar e custa 40 paus.

Isso porque a primeira consulta foi marcada para 8h20 e, quando eu chego na clínica, com antecedência, a secretário me diz que a fulana vai chegar atrasada porque teve que ficar com o filho novinho que amanheceu com problema. Ela poderia ter me ligado pra avisar né? Que aí eu também chegaria uma meia hora depois.

Quando saí da salinha na última vez, a mulher me disse que, se eu tiver algum problema, posso ligar pra ela. Aí pedi o mail dela e perguntei se posso escrever se tiver alguma dúvida. Ela disse que sim. O que poderia rolar mesmo é de fazer a consulta por mail.

E eis que agora eu tô precisando ir ao oftalmologista e ao dermatologista. Oftalmologista é uma droga total. Como diz a Maria Eugênia quando fala do aparelho dentário dela, o método é muito medieval. Quer uma coisa mais imbecil do que dilatar a pupila com aquele colírio? Eu sempre perco dois dias sem poder fazer nada por causa daquela droga. E eu vou estar de férias. Não quero mesmo perder dois dias de férias pra ir ao oftalmologista. Tinha que ter um aparelho para medir quanto a gente tem de problema. E aí quando os óculos ficam prontos, antes de usar tem que levar lá pro médico olhar. Não, nada eficiente isso.

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Por que será que sempre que a gente faz algo idiota alguém tem que nos dizer: "Não preocupa. Não fica nervosa. Isso acontece".

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Li o texto definitivo sobre traição e sobre uma quase traição.

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Detesto dormir quando eu não quero. É que fico pensando naquelas vezes em que vou pra cama quando nem estou com muito sono. Não estou com sono, mas quero dormir. Aí sempre que eu não quero dormir, estou com sono. Foi assim de sábado para domingo.

Quase fui sozinha ao Metrópolis, pra esperar a hora da corrida. Passei lá na porta lá pela 1 da manhã. Mas não parei. Fui pra casa, assisti alguma coisa e começou a corrida. Quando senti que estava querendo dormir, fui comer. Mas depois bateu o sono. Dei uma apagada após o segundo safety car. Perdi o abandono do Massa. Aí acordei com a narração daquela batida idiota do Kubica com o Vettel.

Gostei da corrida e da nova Fórmula 1. Achei massa. Só queria saber quando é exatamente que cada piloto está usando o Kers. Podia acender uma luzinha no carro, sei lá. E acho lindo demais os carros com aqueles pneus slick. Combina mais com corrida e dão aquela lembrança dos carros do passado, já que não eram usados acho que desde 1997.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Caderno de Fórmula 1. Exatamente como os outros foram feitos. E eu ainda não consegui me acostumar. Então, estou aí para somar no visual. E me descabelar no final.

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Limite Imbecil de Sobrevivência. Achei ótimo.

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No resto das férias eu quero:

* Dormir mais do que eu durmo, o que significa que será uma quantidade de tempo bastante expressiva.

* Pagar todas as minhas contas. Até adiantado.

* Ler muito. Com o tempo que vou gastar dormindo e lendo, vou me comunicar bem pouco durante as férias por meio de diálogos.

* Caminhar. Meu pai e Itumbiara serão incentivos.

* Pesquisar umas coisas do futebol.

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Eu adoro o Holden Coufield. Sério. Adoro o mau humor do cara. Até falei pro meu chefe que estou relendo um livro em que o garoto chama todo mundo de imbecil o tempo todo. Imagina como é que vou conversar depois de reler O apanhador no campo de centeio! Vai ser ótimo. Abaixo, algumas passagens que eu adoro do Holden.

"Quando estou com gente burra fico burro também."

"Não há uma boate no mundo onde a gente possa ficar muito tempo, a não ser que tome umas e outras e fique logo de porre."

"Pensei cá comigo que uma pessoa que odeia o cinema tanto quanto eu seria um cretino se aceitasse aparecer num filme."

"Esse é um troço que me deixa maluco. Estou sempre dizendo 'muito prazer em conhecê-lo para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas para seguir vivendo."

"As pessoas estão sempre atrapalhando a vida da gente."

"Eu acho que nunca tive nada que me importaria muito de perder."

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É legal quando a gente fica satisfeita por ser como a gente é.

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A gente não tem como saber o que é bom pras pessoas. Em relação à tudo. Desde o que elas vão fazer da vida, a faculdade que vão fazer, a profissão que vão escolher, até o prato que vão pedir, o lugar que vão frequentar. É só ficar quieto. E fazer as escolhas da gente. sem pensar nos outros. E é a gente que tem que cuidar das coisas da gente. Não esperar que os outros o façam.

domingo, 22 de março de 2009

Hora de voltar. Botar tudo em dia. Segunda-feira cheia de coisas já. Primeira providência: voltar a ter um celular. Espero que seja fácil. Foi uma semana ótima. Natal e Pipa ficaram pra trás. Consegui me desligar, mas não dá pra descansar. Praia todo dia, andar muito a pé, subir e descer umas escadarias enormes, dieta à base de camarão, cerveja e caipiroska todo dia. Essas coisas cansam. Descansam a cabeça, mas cansam o corpo. Apesar das coisas pra organizar, vou ter partes da segunda e da terça pra dormir.

Me desliguei numa semana em que todo mundo só pensou em show do Radiohead pra lá, jogo do Neymar contra o Ronaldo pra cá. E eu já chego pronta pra ir ao Serra. Goiás x Atlético: deve ser o melhor jogo do campeonato até agora. Uma previsão, claro, que pode dar errado. Antes de chegar, uma maratona básica. Mais de uma hora até o aeroporto, voo às três da manhã, espera de mais de três horas por conexão em Guarulhos e chegada a Goiânia na hora do almoço.

Tenho uma descrição de tudo. Lê aí embaixo. Fabi foi ótima companheira de viagem. Agora, é só planejar a próxima.

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Domingo.
Acho que nem conta o sábado. Quer dizer, conta um pouco. Conta o peso das malas (a minha bem maior), o lanche sossegado no aeroporto e o pessoal chamando a gente no sistema de som. Isso não acontece só quando eu tô sozinha. Acontece quando estou com a Fabi também. A diferença é que, quando estou com a Fabi, a gente embarca. Quando estou sozinha, continuo sentada lendo um livro. Conta também pelo clima de ir entrando na viagem, o tempo todo de espera em Guarulhos, o chope no Devassa, que valeu o primeiro brinde da viagem, o avião sucateado, todo zoado, e a viagem interminável.

Chegar de madrugada. Não fomos direto pra balada como planejamos. Já eram 4 da manhã. Não dava. No hotel, colocar as coisas no lugar e dormir. Fabi prometeu não me deixar dormir na viagem e eu prometi não dormir muito mesmo. Mas enrolamos pra acordar para o primeiro dia de praia. Demora pra escolher uma barraca. Cerveja, primeiro brinde na praia, protetor, banho. Era isso o que queríamos. Incentivamos a livre concorrência. Fomos vigiadas. O início da dieta à base de camarão. Soninho no hotel e fomos procurar uma balada. Não tinha. Tudo fechado no domingo. Jantar e cama.

Segunda.
Tempo instável. Sim, tinha que chover enquanto estivéssemos na praia. A sorte é que a chuva não dura quase nada. Esperamos mais uma hora e fomos pro passeio de buggy (como escreve isso?). Lugares lindos, banho de água doce, mais camarão e cerveja, muitas fotos, Pitangui, Jenipabu (que eu ainda não sei se é com G ou com J), Muriú e mais um monte de lugares. Desci naquela coisa em que se fica pendurado, mas o legal mesmo foi nadar até a margem do lago depois. À noite, balada. Bem legal. Mas, como eu tinha que perder alguma coisa, perdi o celular. Pronto. Se eu precisava ficar longe do celular nas férias, como meu chefe falou, foi na marra. Só assim mesmo.

Terça.
Chuva, muita chuva de manhã. Então, bóra dormir mais. Dia de comprar bugingangas. Feira de artesanato. Comprei algumas coisas, mas não gostei tanto assim não. Almoço no Camarões, o que eu queria fazer desde que cheguei. Delícia. Drinque de cajazinho. Volta pro hotel, piscina, nternet, falar com a mãe e ir pra praia no fim da tarde. Sem banho de mar, mas com uma caminhada gostosa. Comi tapioca, finalmente. Feita por um gringo, tem base? Voltinha pra sentar num bar, mas sem sucesso. Volta e saída pra comer. Ida ao Sargent Peppers. Lugar legal, mas o cansaço bateu.

Quarta.
Dia de ir pra Pipa. Então, preferi ficar dormindo de manhã em vez de ir pra praia. Viagem rápida, pouco mais de uma hora. O lugar é lindo e a primeira comida também foi uma delícia. Moqueca e peixe e camarão. Praia. O mar é uma delícia. Piscinas naturais, calmaria, o que eu mais gostei. Tentativa de balada. Samba ou som da moda. Caipiroska. Gringaiada.

Quinta.Praia do Madeiro. O mar tava legal, mas ainda prefiro as piscinas naturais. Então, fim de tarde na praia em Pipa depois que voltei. O almoço foi de petisco. O jantar, de crepe. Massa demais. Barzinho depois.

Sexta.
Praia do amor. A mais linda, mas é ruim pra nadar. Mar meio agitado. Delícia de caminhada pela praia até Pipa depois. Foi o melhor. Mergulho no fim da tarde, depois de crepe de camarão. Pensamos ir pra uma balada, mas não tinha. Então fomos pro bar. Tinha música, pelo menos. Country. Beatles, Creedence, Bob Dylan e outras coisas. Bem legal. Última noite.

Sábado.
Despedida. Praia de Pipa o tempo todo. Voltamos mais cedo. Arrumar tudo e tal. Viagem cansativa na madrugada. No corpo, a ardência e o vermelhão que sempre estão na pele das pessoas brancas que vão pra praia. Vai demorar a melhorar.

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Pipa não é pra brasileiro. No hotel em que ficamos, há uma minibiblioteca. São três prateleiras com livros para os hóspedes que quiserem pegar algum emprestado. Não tem um título sequer em português. São duas prateleiras de opções em inglês e uma com livros em espanhol. Nos lugares em que sentamos - restaurantes, bares e afins - na maioria dos casos a nossa mesa era a única que conversava em português. Incrível. E nos perguntaram o tempo todo de onde éramos, sempre com algo do tipo "where are you from?". Tem base? E a gente não tirou onda nenhuma vez.

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O pen drive funcionou bem, mas o caso de amor com ele durou 20 minutos. No aeroporto, já voltei à minha vida normal. Ouvir as minhas músicas no computador, ler sobre os dias atribulados do Holden e atualizar o blog. Para o blog do Goianão, só volto na quarta-feira.

terça-feira, 17 de março de 2009

Bênia, valeu a dica. Mas é muita coisa. Será que dá mesmo pra você fazer na rádio? Não dá galho lá? E outra. Você tem walkman pra me emprestar? Te passo as pilhas. Será que pode ser pilha recarregável?

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Tô sem celular. E em Natal. Perdi ontem. Amanhã, vou pra Pipa.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Há muito tempo eu não me sentia tão mal por deixar meus amigos num domingo e ir pra redação. Foi no dia da festinha do Deusmar e eu nem comentei aqui porque esqueci na hora e depois corri muito. Naquele dia, eu pensava sobre amores correspondidos e não correspondidos. E amores corajosos e covardes. E amores calmos e polêmicos.

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Quero arrumar a casa. Quero mesmo. Vou fazer isso nas férias. Mas vai ser um dia daqueles. Vou começar a arrumar tudo e só paro quando terminar. E se eu precisar de algo que não tem em casa, tipo uma caixa ou algum tipo de produto de limpeza, saio, compro, volto e continuo a arrumação. Vou ter que ficar firme no propósito.

Aliás, preciso de sugestões. Pra saber como posso organizar os arquivos. Tem jornais (que eu queria encadernar em ordem cronológica, mas não sei quem pode fazer isso pra mim; se é uma encadernadora comum), blocos (uma caixa resolve; ou várias delas), cds (fotos e arquivos), dvds (mesma coisa), fitas, até disquetes (que devo descartar), fotos (mais caixas), revistas (que já estão naquelas caixas de arquivo-morto), livros (estante mesmo, até que estão arrumados).

Acho que organizando tudo, vou liberar espaço para os meus sapatos e bolsas no guarda-roupa. E preciso de coisas para armanezá-los também.

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Alguém aí sabe como eu faço pra mandar passar umas coisas de fita (daquelas de walkman) para cd?

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Só acho que, quando uma emissora pública - e conhecida pelo aprendizado que proporciona e pelo laboratório que é - se propõe a discutir um assunto que já é carregado de preconceito, piadinhas ridículas e que fala de minorias, deveria, no mínimo, rejeitar opiniões que têm tudo isso. A discussão só reafirmou todos os preconceitos.

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Dúvidas grandes.

Porque (quase) todo bar tem as televisões ligadas em canais de esporte?

Porque a redação do jornal é tão gelada?

terça-feira, 10 de março de 2009

Se há uma culpada por eu ter perdido o voo, é a Martha Medeiros. É isso. Eu não assumo o que eu faço. Prefiro colocar a culpa nos outros. Até em quem não tem mesmo nada a ver com o problema. Mas é que eu estava lendo um livro dela. Me distraí. E o pessoal ainda veio me pagar sapo. Aí paguei de volta. Onde já se viu! Não prestei atenção, oras. Acontece. Eu estava lá no portão de embarque meia hora antes do horário do voo. E consegui perdê-lo. Sou recordista.

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Será que eu ainda sei o caminho do jornal?

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Ê, fase. Sou capaz de proezas que me deixam orgulhosa. Estou tentando virar uma freak total, daquelas doidas que não conseguem lembrar nem o próprio nome, ou telefone celular, ou se usa óculos ou não. Que se esquece de tudo o que se pode esquecer. E o que não pode também. Então, estou bem no caminho certo.

Perco o voo porque não ouvi os avisos de troca do portão. E só manifesto interesse de ir ver o que está acontecendo quando está em cima da hora e vejo escrito "decolando" no painel para o voo em que eu deveria estar naquele momento. Perdi, lógico. Aí fico meia hora na fila da TAM pra depois ligar pra menina da agência. Ela me coloca num voo mais tarde, providencia transporte pra mim (vou ter de trocar de aeroporto) e eu vou atrás da bagagem, a única coisa inteligente que eu fiz o dia inteiro.

Aí Fabi me busca. A gente ainda tira uma onda, por causa das atrocidades que eu faço o tempo todo. "Cadê a chave? Deve ter esquecido no primeiro aeroporto." Brincadeirinha, lógico. Pego aquele monte de mochilas e sacolas. Subo, faço mil coisas, arrumo tudo no lugar. E lembro que esqueci o celular no carro dela. Ponto pra mim. Estou mesmo no caminho certo.