Paula Parreira

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Eu sei viver em apartamento. Entendo as necessidades alheias, imponho as minhas de forma razoável e respeitosa, sou educada com as pessoas e pago tudo no prédio em dia. Não faço coisas imbecis. Por exemplo, não coloco meu carro na vaga dos outros. Nunca. Quando meu pai vem de carro, peço uma outra vaga que esteja livre. Mas é óbvio que eu consulto antes. Não jogo o lixo na lixeira de dentro do prédio. Coloco, lógico, na lixeira enorme que tem na calçada. A de dentro é para o lixo pequeno das pessoas na garagem. Mas não. O povo do prédio coloca o lixo inteiro lá, inclusive caixas, restos de comida, coisas que são absurdas.

Lidar com o barulho alheio é o ônus de se viver em apartamento. O único barulho que faço é quando os meus amigos vão em casa, o que tem ocorrido, no máximo, duas vezes por mês. Não sei o quanto incomoda. Até acho que é pouco. O Leandro fala que incomoda. Só que ele mora na casa ao lado e a janela da irmã dele é bem de frente pra da minha sala. Mas, sabe, acho plausível ser tolerante em alguns momentos. Eu sou com os outros e entendo que as pessoas têm que descontrair de vez em quando na vida em apartamento. Enfim, a gente faz o que pode.

Mas o meu vizinho novo de cima, não. Ele realmente não faz o que pode. Já me disseram que o cara é do Pará. É que meus pais vieram em casa e fizeram um minissocial com o pai do rapaz. Aí ficaram sabendo. Não fosse assim, eu não teria nem olhado pra cara do velho. Mas o caso é que o cara do meu prédio só pode receber madeira do pai dele do Pará e fabricar móveis bem em cima da minha cabeça. Não há outra explicação. De manhã, o casa usa furadeira e martelo por horas a fio.

Ele tem que entender que tem alguém morando embaixo dele. É normal ele fazer algum barulho, mas tem que cuidar pra não fazer tanto. Quem tem alguém morando no apartamento de baixo não anda com salto dentro de casa. Isso é inquestionável. O cara não anda de salto pela casa (ainda), mas solta o martelo no chão várias vezes por dia.

Sou contra conhecer as pessoas que moram no prédio. Viver em apartamento não quer dizer que você tem que dividir sua vida com as pessoas. É só uma forma da vida moderna de se morar. As pessoas fazem prédios e colocam o maior número possível de pessoas pra morar num espaço mínimo e comum de poucos metros quadrados. Mas, como o meu prédio é pequeno e as pessoas veem a garagem se colocarem a cabeça na janela, não custa nada, por exemplo, saber o carro que a pessoa de baixo tem, pra saber quando ela tá ou não em casa. Não custa saber os horários básicos da pessoa e evitar que ela seja incomodada quando está em casa, o que de jeito nenhum quer dizer em hipótese alguma, porque ninguém é de ferro.

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A gente sabe que está levando uma vida comum quando faz, sem perceber, coisas sem sentido. E achando que elas fazem algum sentido. Tipo arrumar a cama. Não faz sentido algum, mas as pessoas acham que é uma coisa normal de se fazer. Isso porque levam a vida pra frente. Não tenho tido vontade de fazer coisas sem sentido nos últimos tempos.

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Plantão no fim de semana. Dois jogos no sábado à noite. Quem faz as tabelas da CBF não tem mesmo vida social. Não que eu tenha (apesar de eu ter uma, sim), mas é todo mundo gosta das noites de sábado sem trabalho. E no domingo, o anúncio das cidades. Cadê Brasília, Paula? Opa, opa, já tô terminando. Hihihihi.

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Passei o Eliane Brum na frente do Gay Talese. Só porque o Gay Talese falou que o conteúdo dos jornais impressos não tem mesmo que ser aberto na internet. A questão não é tão simples assim.

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Já faz 20 minutos que o vizinho não faz muito barulho. Acho que dá pra voltar a dormir.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Gente, blog de uma amiga minha, o maiseducação. Novinho o blog, sobre educação em geral e educação em Goiás em particular. Ela ainda tá organizando as coisas por lá, inclusive. Povo de Cidades, olhe! É da Lídia Borges, que tem um texto primoroso.

domingo, 24 de maio de 2009

Sábado de Bananada. E eu em casa vendo o dvd da minha formatura da faculdade. Uma beleza. Mas é legal demais rever as coisas que fizemos. Lembro que não me empolguei nem um pouco momentos antes da formatura. Mas no dia achei tudo lindo. Foi tudo lindo. Nas imagens, eu converso o tempo inteiro com a Priscilla. O tempo inteiro! Inteirinho! Na colação e na aula da saudade. Camila tem cara de quem tá querendo rir o tempo todo.

Eu não lembrava de muita coisa. Da Milca com aquela voz horrorosa estragando a colação. Das musiquinhas que a gente cantou pra cada pessoa da turma. E a gente combinou aquilo na parte da manhã, no ensaio. Teve o discurso da Patrícia, o mais sério dos três. Achei legal. Mas acho que lembro que tinha algo sobre a obrigatoriedade do diploma e no dvd não tem. Mas ela falou sobre a verdade que o jornalismo representa. Ou tenta buscar, ou busca esconder, esses velhos dilemas que temos. E hoje, em nossas redações ou escritórios, temos mais ainda.

E como éramos diferentes! Somos ainda. Tudo na mesma sala: os sérios, os irônicos (muitos), os desencados, os que não queriam ser jornalistas, as paquitas, os encardidos, os idealistas, os realistas. Acho que transitamos por todas essas turmas durante os quatro anos. Eu transitei. Menos na das paquitas, claro. Rever a formatura é legal. Dá uma saudade, mas a certeza de que temos que andar pra frente.

E depois fui ver as fotos. As fotos não profissionais. Não deu muito certo pra escanear. Ficou preto e branco e a qualidade não é a ideal. Amanhã, tento escanear certo e colocar aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sexta-feira longe do que eu imaginava. Mas legal. Acordei às 11h30 achando que eram 7h30. Vários dvds no sofá. É que decidi ouvir umas coisas antes de sair, tipo o Oasis cantando Beatles, Strokes cantando aquele b-side e Belle and Sebastian cantando Baby, do Caetano Veloso, na apresentação deles no Free Jazz, no Rio. Tudo lindo. Aí, macarrão, café, livro e trabalho.

Saí de cachecol. E de camiseta sem manga. Incoerente? Que nada! Uso cachecol quando está friozinho (e em ambientes fechados está bem frio por esses dias) e porque acho bonito. Lanchinho na sacola. Balão pra filhinha do meu chefe. Caneca do Flamengo. É linda, mas a Copa do Brasil acabou pra gente. Conversa no shopping, que foi legal demais.

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Como não tenho mais o blog de futebol e esportes, o que dizem que é temporário mas já está me deixando sem tesão, vou colocar aqui umas coisas. Eu queria colocar outras várias.

É que o Felipe, do Goiás, disse que, mesmo o jogo sendo em casa, no Serra Dourada, "o time deve ficar satisfeito com um empate contra o Inter". Saiu na Folha de S. Paulo. É o artilheiro alviverde dizendo que é bom um empate em casa, enquanto o Inter vem com o time reserva, o Goiás ainda não venceu em duas rodadas e sofreu um monte de gols (apesar de marcado um monte também). Coisa pequena de se dizer.

Não importa que o Inter está na semifinal da Copa do Brasil, tem dois jogadores na seleção e é líder do Brasileiro. No Serra, o Goiás deveria pensar em vitória em situações como essa. Pra tentar crescer.

Além do mais, o Goiás não firmou na intenção de cobrar 30 reais (na arquibancada) e 60 reais (na cadeira) para jogos que define como "de grande público". Baixou o preço, pra 20 e 50. Domingo vão ser esses os preços pra Goiás x Inter. Ninguém nem percebeu. Isso é por causa de duas rodadas sem vitória, a eliminação na Copa do Brasil, o público pífio da estreia em casa, a ausência de um camisa 10 e os problemas que o time tem.

Mesmo contra o Náutico, uma equipe modesta no Brasileiro, o número de 2.517 torcedores foi ridículo. O Goiás tinha acabado de ser campeão estadual, estreava no Brasileiro e era domingo.

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Eis o que o Felipe disse. Está no site do Goiás: “Todo mundo está dizendo que o Internacional é um forte candidato ao título. Então, se conseguirmos um empate ou uma vitória por 1 a 0 será um excelente resultado”.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não tá mesmo rolando de escrever aqui. Envolvida demais no jornal, numa fase trash de zica e com o blog da empresa me deixando empolgada. Normal. Me empolguei mais nos jogos mais importantes, decisivos, e agora com Brasileiro, fases mais avançadas da Copa do Brasil. Então, aqui vai ficando em stand by.

Enquanto isso, vou pensando numa forma de acabar com o jardim da área comum do meu prédio. Hoje o zelador me acordou às 7h30 com aquela máquina irritante de cortar grama. Tentei colocar o travesseiro na orelha. Nada. Protetores auriculares, aqueles de aeroporto e Fórmula 1. Nada. Até que funciona. O barulho some total. Mas não consigo dormir com aquilo na orelha. Aí acordei, liguei a televisão bem alta, tomei banho e vim aqui escrever.

Os meus horários não batem com os do restante dos moradores do prédio e muito menos com os do zelador. Eu até teria uma sugestão de fazer uma planilha com os horários de cortar grama, trocar o gás lá embaixo e tudo o mais. Aí eu dormiria em outro lugar no dia de cada coisa. Mas não dá. Afinal, aqui é a minha casa e tenho que dormir aqui.

Diante desses argumentos, que vou expor para o zelador, vou sugerir destruir o jardim. Aquelas plantas não servem pra nada mesmo. E outra. O espaço pode ser usado pra disponibilizar novas vagas na garagem para visitantes. Assim, ninguém mais vai parar na minha vaga, me deixando ainda mais estressada do que quando me acordam com a máquina de cortar grama.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Detesto furar. E realmente queria ir lá. Mas não dava. Tenho que fazer as coisas direito. Tem coisas que são importantes pra mim. Tipo, trabalhar bem justamente no momento em que eu mesma espero isso de mim. Fim de semana tem tudo pra ser ótimo. E cansativo.

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É isso? Todo mundo tem twitter? Até Mano Menezes? É verdade?