Paula Parreira

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terça-feira, 28 de julho de 2009

E, depois de mais de 15 dias, eu só vi Pulp Fiction da lista do post anterior. Que eu já tinha visto. Sou uma decepção no que diz respeito ao cinema mesmo. Mas eu vi, no cinema, A proposta (que achei massa), Tinha que ser você (que achei ruim) e Inimigos públicos (que achei muito massa).

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Não é sempre que eu falo com a vó pelo telefone. E, como não moro na mesma cidade que ela, isso quer dizer que eu não falo muito com ela em geral. Não tenho muitos assuntos pra me estender com ela ao telefone. A Tati, minha cunhada, conta um monte de histórias pra ela e ela fala sobre um monte de novidades pra Tati. Mas não é assim comigo. É assim. Eu sempre pergunto por todo mundo: minhas tias, Ayane, Lucas. Aí pergunto algo das vizinhas. E pergunto do povo de Monte Alegre. E pergunto como vão os dias, sobre as vendas de Natura e Avon e tal. Aí, basicamente, o assunto já acabou. Então ela me pergunta sobre o jornal. E conto alguma coisa, de forma bem resumida, lógico. Assunto de jornal já irrita gente do jornal, imagina a minha avó. E é isso. Aí, na despedida, digo várias coisas. Ela me diz pra ficar com Deus e eu digo o mesmo. Apesar de isso não significar muito pra mim, significa pra ela. Digo que a amo, ela diz que também me ama. Ela manda um beijão e um abração. E aí chega a hora de desligar mesmo. E é aí que eu acho que está o problema. É neste momento que eu fico pensando que daria tudo pra pedir pra ela, mais uma vez ao menos, que mande um beijo pro vovô. E sei que é nesta hora que ela daria tudo pra que eu pedisse e ela realmente pudesse mandar ao vovô um beijo meu.

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Não achei ruim trabalhar no fim de semana. Estava escalada pra trabalhar domingo e fui convocada pra ir também no sábado. Problemas que acontecem. E que, por um milagre, não me deixaram irritada. E folguei na segunda-feira. Uma folga boa, muito legal. Cozinhei. Talharim nº 3 à moda Parreira. Fiz a versão com molho branco, mas foi como colocar leite na massa, porque não engrossou. E não sei dizer o que houve. Tudo bem fazer molho com leite desnatado? Aí fiz serviços domésticos. Vi filme com Renatinha e Lourdes, programa seguido de japonês com as duas e Glória com a Fabi. Em casa, aula sobre gripe suína com o Temporão no Jô. Mas acho que eu já sabia tudo, apesar de saber pouco sobre o assunto. E aí fiquei pensando em algo que eu pensei na semana passada inteira e já tinha esquecido. Quantas pessoas pegaram gripe suína beijando alguém na balada?

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Painel de um salão de cabeleireiro no meu caminho do jornal pra casa. O barbeiro corta o cabelo do Obama, que está sentado na cadeira e com aquela capa no pescoço, e o Bush atrás dos dois, no cantinho, varre o chão. Engraçado demais. E não é exatamente cabeleireiro. É um lugar de "preparação de cabelos", como diz lá.

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O Metrópolis. Um lugar que, no começo, ninguém conhecia. Só o Pedro. Aí a gente achou o lugar. E agora é a balada preferida. Eu não vou pra boate em Goiânia. Só vou ao Bolshoi, mas lá anda chato e caro. Os shows são bons, geralmente. Melhor agora que eles pararam com aquele tanto de cover. Mas aí vieram o cara do Ramones, o cara do Rainbow, o Scandurra e o Arnaldo Antunes e os ingressos foram lá pras alturas. E as discotecagens no Bolshoi são repetitivas. Aí veio o Metrópolis. Se você não souber onde é e eu só disser que é na 83, no Centro, vai ser difícil achar. Não há identificação. Mas é lá onde eu danço até doer o pé ultimamente. O único problema é que lá o povo não quer só dançar, quer dar show na pista. Essa parte é chata. Não é balada gay, mas é quase. Principalmente nas últimas semanas. Então, xaveco é quase zero. Mas o melhor é que o índice de presença de imbecis por metro quadrado beira o zero também, ao contrário da maioria dos outros lugares de Goiânia. Na verdade, em alguns lugares esse índice por aqui é de 100%. Mas, o que eu queria comentar é que sexta-feira foi um dia muito massa. Show do Barfly. Eu acho que já tinha ido, mas não lembrava. Gostei das músicas e eu já tinha ouvido um pouco no myspace à tarde. E ainda tocaram uma música que adoro do Ash, Shining Light. E o Túlio mandou superbem depois. Depois do Túlio foi meio tosco, mas aí chegou a hora de ir embora também e ficou tudo ok.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Não sou cinéfila. Muito longe disso. Na verdade, nem sou lá essas coisas fã de cinema. Eu gosto, sim, antes que me atirem pedras (aliás, não preciso de mais depois do fim de semana). Mas não gosto tanto assim. Outro dia até confundi o Van Damme com o Bruce Willis. Eu gosto de filmes divertidos, românticos, emocionantes. De vez em quando, gosto de filmes difíceis. Mas na maioria das vezes, não. Mas o que gosto mesmo, pra falar a verdade, é de ver filmes repetidos. Gosto das coisas repetidas, porque aí não tenho dúvida de que me agrada. Mas isso tudo é pra dizer que tenho uma maratona de filmes pra fazer. Peguei vários em Itumbiara, porque a mãe acabou fazendo a coleção da Cinemateca Veja. Uma vez passei uns dias lá e vi Clube da Luta e Sociedade dos Poetas Mortos. Agora peguei vários outros. Vai aí a listinha (com a indicação se eu já vi ou não).

Os que vou ver pela primeira vez:
Um dia de cão
O estranho sem nome
Monty Python - o sentido da vida
Entre dois amores
O planeta dos macacos
A cor púrpura
Como roubar um milhão de dólares
O iluminado
Apocalypse now

Os que eu já vi:
Shakespeare apaixonado
Um sonho de liberdade
Onze homens e um segredo
Pulp Fiction - Tempo de violência
Quem vai ficar com Mary?
O sexto sentido
Clube da Luta
Fale com ela

Em uma semana... Não, melhor em 15 dias... Eu demoro a ver os filmes. Então, em 15 dias coloco aqui os que eu já vi.

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A trilha lá de casa seria o Rubber Soul e o Revolver, se eu os tivesse. O Dia Mundial do Rock me lembrou que eu tenho que copiar os discos do meu pai. Então, pensei no que eu tinha em casa. E rolou Bob Dylan (antes de eu chegar), The Butchers' Orchestra, Paul McCartney, White Stripes, Beatles e Smiths.

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E quando cai técnico em qualquer lugar do mundo é uma beleza.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Não entendi nada do funeral e não reconheci as pessoas que foram lá. Meu chefe me orientou, ficou super por dentro. Eu só conhecia o Usher. Nem sabia o dia da estreia do próximo Harry Potter. E nem que o Ron está com gripe suína e um ator foi esfaqueado. Começo a pensar que eu deveria ler literatura latino-americana. As livrarias podiam me ajudar e separar os livros por nacionalidade. Eu ia direto na literatura inglesa e fugiria dos russos. E agora vou ler um livro de contos. Autor americano.

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Ter que esperar. Quando você já queria ter ido. Conversar. Ver gente. Discutir. Ser gentil. Se importar. Encostar. Não ter como fugir. E não conseguir, mesmo se puder. Atender o telefone. Dirigir à noite. Pentear o cabelo. Sair de casa. Levantar do sofá. Ter surpresas. E ficar feliz por elas. Achar tudo lindo. E sem vontade nenhuma.

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Fim do livro da Eliane Brum. Tô meio cheia dessa história de jornalismo literário. Ia ler um Gay Talese que comprei assim que lançou e até agora não li. Mas achei o início chato. Será que tem algo de errado comigo?