Paula Parreira

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mudanças. Tenho pensado nisso nas últimas semanas. Tenho tentado avaliar as mudanças que aconteceram comigo em muitos aspectos. Como profissional, em família, com os amigos - na hora de fazê-los e pra conviver com os antigos. Muito difícil essa avaliação, mas acho que o que mais mudou na minha personalidade foi o modo de sentir o silêncio. E acho que a solidão também.

É que moro sozinha há dois anos e meio. O silêncio nunca me incomodou, mas acho que não o "ouço" há dois anos e meio. E a solidão... Bem, eu sempre achei que era legal ficar sozinha. Mas quando isso deixou de ser uma opção, passei a pensar mais.

As companhias, eu as valorizo demais. Essa é a parte boa de se passar bastante tempo sozinha. A gente valoriza mais as coisas que não tem o tempo todo. Recentemente, a mãe passou uma semana lá em casa. Não teve silêncio. E aquilo foi bom demais.

Não sinto falta de dizer "bom dia", "boa noite", essas coisas. Não é nada disso. Quando eu sinto falta de um "durma bem" de alguém querido, tenho o telefone. Então, não sei bem explicar de que forma o silêncio e a solidão têm me incomodado. Mas têm.

Quando ser submetida ao silêncio não foi mais uma escolha minha, eu passei a querer barulho. Chego em casa e ligo a televisão. É automático. Eu nem tiro a bolsa e já ligo a televisão. Ou canal aberto ou algo no dvd. Se não tem nada legal, ouço alguma música. Acho que é por isso que tem faltado concentração pra ler. É algo solitário e silencioso.

Não me importo de fazer coisas sozinha. Não é que não faça questão de companhia. Eu faço. Adoro almoços animados e falantes. Mas não deixo de almoçar em restaurantes ou shoppings porque estou sozinha. Vou do mesmo jeito. Cinema, livraria, cafés. Vou numa boa. Só balada que não e ainda assim eu já fui uma vez.

Não acho que tudo fica melhor com alguém do lado. Eu sou tão ranzinza que acho que às vezes fica até pior. Mas as minhas companhias na vida têm sido tão boas, que está difícil querer só os meus momentos. Quero momentos com as pessoas.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Jogo em meio e fim de semana + Jogo do Flamengo + Anúncio do Fernandão + Exclusiva com Fernandão + Carreata do Fernandão + Coletiva do Fernandão + Fernandão de helicóptero + O diabo a quatro de Fernandão + Mãe em casa = trabalho extenuante e não ter tempo pra nada. Nem pra falar com a grande amiga. Nem pra ler uma página sequer do meu livro. Nem pra entregar um dinheiro pro zelador do meu prédio. Nem pra escrever aqui. Nem pra escrever no blog do Goiasnet. Nem pra recuperar minha voz.

Mas isso aí foi há duas semanas. Aí na outra semana foi assim: Cobertura diária + Viagem marcada + Arrumação em casa + Ribeirão Preto + Copa Peugeot + Cansaço + Quatro dias fora + Chegada à noite, direto para um bar + Dormir no outro dia + Recomeçar cobertura de clube = Continuar sem tempo.

***

Foram alguns dias fora, e sem tempo para passar aqui. Cobrir rali, lançamento de carro de competição e curso de pilotagem na terra em Ribeirão Preto. Rali de regularidade na programação. Último lugar nada honroso, com a perda de dez vezes o número de pontos (1.003) que a equipe campeã perdeu (101). Como disse alguém, "não quero te desanimar mas deve ser o recorde de pontos perdidos na história da Copa Peugeot". É. Desanimou, não. Imagina.