Paula Parreira

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Faz tempo que não tomo chá. O quente, porque o gelado eu tomo direto.

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Nem falei que ouvi o Humbug. Ouvi atrasada, lógico, porque não tenho tido tempo pra nada.Mas o disco é bom, mais bem acabado, bem produzido e os arranjos são mais elaborados. E o Alex Turner não tem mais espinhas no rosto. As músicas são mais (bem mais) longas e menos (bem menos) frenéticas. Não sei se fiquei influenciada, mas parece que dá pra ouvir umas guitarras estilo Queens of the Stone Age na faixa 5. Aí fico achando que é por causa do Josh Homme, que produziu o disco, o que é bem legal, porque o Josh Homme é um dos caras mais legais do rock atualmente. Aí eu animei e voltei a ouvir o "Wathever people say I am, that's what I am not" e o "Favourite Worst Nightmare".

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A Fabi pulou o outubro e eu já estou planejando o novembro. A gente vive no futuro.

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Tenho memória fraca. Esqueço tudo. E esqueço as coisas que eu já li na vida. Pensei nisso quando vi, na livraria, o Confissões de Adolescente, que deve ter sido o primeiro livro que eu quis ler eu mesma, por vontade própria. Coisas de adolescente e as nossas confissões, sacomé. E aí pensei que eu não lembro detalhes dos livros que amei ler. Aí lembrei da história do MIFU do Confissões e fiquei um pouco mais tranquila. Mas não lembro muito do Mais uma vez, que li no ano passado e achei ótimo. Literatura pop inglesa é meu ponto fraco. Aí pensar nos livros mais legais que eu já li e dos quais não lembro detalhes me fez chegar em casa e folhear o Subterrâneos do Futebol. Acho que é o livro que acho mais legal de ter. Hoje ele é editado com outro nome: Histórias do Futebol. As reedições deviam ser vetadas só por causa desse nome.

Tenho o maior orgulho de ter uma edição de 1968, comprada num sebo. Pode até não representar muita coisa, porque não é uma edição herdada de alguém da família e tudo o mais. Mas é um ano meio emblemático o de 68, por causa da ditadura e por pensar que o momento político influenciou a saída do Saldanha da seleção, que ele estava montando pra 1970. Isso me faz pensar no tipo de pessoa que descartou esse livro. É graças a ela que eu o tenho. Acho lindas as folhas gastas. Tem o durex na parte da encadernação já gasta, as folhas grossas e amarelas, a palavra jogo escrita com acento circunflexo (jôgo). E o que tem dentro. Os anos de Saldanha no Botafogo, as histórias e lendas do Garrincha, a relação com a imprensa esportiva da época. Sobre a Copa de 70 não tem, mas isso tem em outros livros.