Paula Parreira

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 vai ser o ano em que...

... vou ficar a dois anos dos 30.
... vou ter que renovar carteira de motorista.
... vou trocar o extintor do carro (isso se eu não trocar o carro, que é o plano inicial).
... vou cobrir as mesmas competições que cobri em 2009 (se minha área de cobertura continuar a mesma).
... vou tirar férias em maio.
... vou tentar ser mais individualista sem me sentir mal por isso.
... vou ler mais.
... vou, pelo menos uma vez (mas pode ser em vários meses), gastar só o limite do meu pacote de celular e não pagar excedente.
... vou tentar deixar o cabelo ficar grande, mas já desconfio que não vou conseguir.
... vou ler literatura latina.

***

Quase me esqueci. E quando lembrei, fiquei sem tempo. Mas tenho que citar aqui os discos que mais gostei em 2009. A minha lista não é representativa, nem definitiva, nem referência, nem amostragem de tudo o que foi produzido em 2009. Não tem caráter científico nem mesmo jornalístico, porque não sou jornalista de música. É só o que eu ouvi (que já é dentro de uma seleção de gêneros e bandas que gosto) e gostei. E deixei de ouvir muita coisa.

The Raveonettes
Weezer
Muse
Julian Casablancas (na verdade, não gostei muito, mas cito aqui pela consideração)
Yeah Yeah Yeahs
Franz Ferdinand

... o resto fica para 2010, porque tenho que dormir antes de ir pra festa de réveillon e não achei a listinha que o povo da lista zero mandou sobre os lançamentos de 2009. Aí edito o post em 2010.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Cansativo. É a minha melhor definição pra 2009.

O ano começou com um jogo do Ronaldo em Itumbiara, que foi a estreia do cara no Corinthians e a volta ao futebol após um ano. O jogo, contra o Itumbiara, foi a primeira participação do time goiano na história da Copa do Brasil. E eu fui pra lá esperar o Corinthians chegar, acompanhar tudo o que o Ronaldo fez, cobrir o jogo no dia e coletiva e treino do Ronaldo no dia seguinte. Resultado: exaustão.

E o ano terminou com o jogo do São Paulo em Goiânia, quando o time tinha dois pontos de vantagem na liderança e poderia ser campeão antecipado. Foi a duas rodadas do fim do Brasileiro. Abres e abres de página todos os dias e ralação no domingo. Resultado: eu já estava cansada e trabalhei um monte.

No meio de tudo isso teve todas as fases do Goianão, a final entre Goiás e Atlético, as polêmicas do Hélio dos Anjos (que seguiram pelo ano todo), o Brasileiro (com novo jogo do Ronaldo, agora em Goiânia), a Copa do Brasil, o bom momento do Goiás, o Fernandão (que rendeu muito e continua rendendo), a cobertura no Paraguai, a queda do Goiás e a reta final.

Não teve Fórmula 1 nem Rali dos Sertões. Um ano inteiramente futebolístico, o que tem, como tudo na vida, prós e contras. Ano em que fiquei conhecida na editoria como a irritadinha, a estressadinha ou algo que o valha. Nada bom. Mas foi fruto do cansaço e da ansiedade.

Foi um ano em que a ansiedade atingiu níveis alarmantes. Ele, o ano, termina e eu ainda não tenho capacidade pra lidar com isso. Parece que vivi todos os dias do ano no dia seguinte a eles. Tirando os momentos com pessoas especiais. E essa coisa de tentar antecipar tudo, de querer viver tudo antes é ruim por vários motivos: cansa fisicamente, não há plenitude no presente, eu tento acabar com o efeito surpresa e não sigo o ritmo natural das coisas.

Ano em que vi o que é a tristeza extrema e a solidão que eu não sentia há tempos. Mas sem drama. Passei por isso, sinto de novo às vezes, vou deixar de sentir em outros momentos. Normal.

Ano de romances efêmeros, que não terminaram bem. E o último do ano não termina, como o ano. Inicia 2010, quero e espero.

Foi o ano em que viajei com a melhor amiga. Sério: acho que nunca tinha vivido dias de sossego tão grande.

Ano de novidades, como o bar do irmão da Deire (foi esse ano mesmo?), o novo apê da Fabi, as viagens das amigas, o Metrópolis, a formatura do Pedrinho, a Fabi e o Pedrinho...

E teve uma coisa muito legal, acho que a mais legal de todas. 2009 era o ano da recuperação da Lidinha. Ela melhorou, voltou a trabalhar e termina o ano cheia de disposição.

Ano passado, escrevi os planos. Relembrando:
Casa nova: não mudei e refaço o plano pra 2010.
Estudar línguas: nada.
Viajar com a Fabi nas férias, em março, ao que tudo indica: já falei la em cima e foi tudo de bom.
Jogo do Ronaldinho em Itumbiara: o cansaço começou com isso.
Itumbiara bicampeão goiano e campeão da Copa do Brasil (ou, pelo menos, indo longe): ficou pelo caminho em tudo.
Flamengo ganhando alguma coisa, cáspita, porque 2006 já ficou longe, longe: nem lembro mais da Copa do Brasil depois do hexa.
Não fazer nenhuma coisa idiota: fiz várias.
Escrever de acordo com o Acordo: até hoje tô me acostumando.

A retrô de fotos (difícil de configurar, como sempre) está abaixo. Segue aí em vários posts:


Uma das entrevistas de cobertura de clube.


Dudu passou pouco tempo com a gente em 2009, mas é um querido sempre.


Meus amigos, Fabi e Pedrinho, agora são só um.


Kauane, minha querida.


Defensores del Chaco, mais de Assunção.


Assunção e a arquitetura que eu gostei.


Praia, grande amiga e sossego.


Não tenho certeza se foi neste ano, mas eu conheci a Jade e vi o Ernestinho grande na casa da tia da Gabilinha.


O banco de reservas em que Ronaldinho sentou.


Com Weimer, no JK, no dia do jogo do Ronaldo.


Estádio de Assunção, na cobertura do Paraguai. La Olla.

Foram poucas páginas do Tony Parsons e já tá massa. Atravessei "Pai e Filho" na frente de tudo.

"Quando eu pensava nos trinta anos, pensava na vida de uma outra pessoa. Aos trinta anos, a gente deve ser assim: adulto sem estar decepcionado, assentado sem ser complacente, conhecedor da vida e do mundo, mas não a ponto de se jogar debaixo do trem. A melhor época da nossa vida."

***

Na maioria das vezes, uma escolha exclui a outra. Mas tem dias que fazer uma escolha deixa até com consciência pesada. Não se sentir à vontade pra fazer uma coisa é normal. Mas você não tem que escolher não fazer pelos outros. Enxergar-se por um olhar diferente - e nesse caso, ser diferente é ser pior - é o que há de novo no fim do ano. Agora, já tô conseguindo passar por isso. Mas é porque a escolha é muito boa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

É incrível eu ainda não ter lido a Vida Simples de dezembro completa. Isso não é normal. Mais: li a matéria de capa, sobre as diferenças e tolerância, e não lembro muito do conteúdo, o que é sinal de que li com a cabeça no mundo da lua. Concentração mínima no fim do ano. E isso não pode continuar assim.

***

Nada é garantido. É como dizem no futebol. Você pode fazer o investimento mais alto no time, contratar os maiores craques, uma linha de ataque fulminante e uma defesa intransponível, dar a maior premiação e entrar na disputa do campeonato. O título é garantido? Não. As chances podem até aumentar, mas nada é garantido.

Então, é assim também.

Não adianta ter mais coisas em comum do que divergentes.
Não adianta toda a gentileza do mundo e você gostar de ser bem tratada.
Não adianta ser compatível no pedido de sobremesa.
Não adianta gostar das mesmas músicas.
Não adianta respeitar as escolhas numa demonstração de tolerância.
Não adianta as famílias adorarem as pessoas.
Não adianta o amorzinho ser ótimo.
E não adianta ter tudo isso junto.

Dar certo é inexplicável. Se consegue com trabalho, é verdade. Tem que ter dedicação. Mas é meio mágico assim. E não. Eu não dei certo. Ainda.

***

O que determina algumas ações é o momento em que algo requer uma atitude ou determinada postura. Vi 500 Days of Summer duas vezes, uma em Brasília (né, Fabi?) e outra no cinema em Goiânia mesmo. Quando vi em Brasília (!), saí decidida a escrever sobre o filme. Disse que faria, na verdade, um manifesto.

O manifesto seria em defesa das garotas confusas, que querem uma coisa hoje e não querem amanhã, que não gostam de compromissos com os outros, só com elas mesmas, que torcem os narizes pros caras que grudam, que não gostam das formas convencionais de romantismo e de relacionamento, que têm a própria vida e gostam mais de se divertir do que ficar de namorandinho por aí - eu sei que, neste caso, uma coisa não exclui a outra, mas o lance é para os casos em que a exclusão é fato. No boró todo que dá o relacionamento dos dois personagens
centrais, fiquei do lado da Summer.

Aí, eis que, nesta altura do campeonato, eu fiquei meio que do lado do Tom. Achei a Summer uma bruaca em alguns momentos. Mas é o tal lance de acreditar que com a gente vai ser diferente. Ela avisou o Tom? Avisou. Mas ele tinha esperança de que algo mudasse, de que ela passasse a considerá-lo uma possibilidade. E achei muito cruel o que ela diz (aquilo de não ter certeza) pra ele no final.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Goiânia Noise e jogo decisivo do São Paulo em Goiânia, contra o Goiás, é uma combinação temerária para uma semana só. E ainda emendou com o aniversário da Fabi, que foi tudo de bom. Agora, semana começa de farol baixo. Começou terça-feira pra mim. Vamos ao que eu vi do Noise. Só não fui no domingo, porque estava no jogo. Mas acho que não iria se não estivesse no jogo.

FICTION
O cara que discotecou e eu queria ver, o Paul Jones, tocava umas músicas bem legais junto com outras bem chatinhas. Era um "tuntztuntz" intercalado com roquinhos bem dançantes. Gostei demais de Soundscape, a melhor da noite pra mim. Massa mesmo. E o Motherfish foi bem legal também. Não vi/ouvi/dancei o Miranda, que é o cara do Ídolos, que é um programa que eu não vejo. Mas ele já produziu o CSS. E CSS eu ouço.

METRÓPOLIS
Sem os melhores amigos, mas num show gostosíssimo que eu sempre adoro: Sapatos Bicolores. Não ouvi o segundo disco, mas conhecia algumas músicas que não estão no primeiro. Deve ser de algum outro show. Lourdes e Eduardo foram companhias ótimas. The Name surpreendeu. Gostei. Mas fiquei brava com a pontualidade. Cheguei 15 minutos atrasada e peguei só duas músicas do Bang Bang Babies. Mas, pensando bem, nem fez falta.

CERERÊ

Devotos (PE)
É legal de dançar, mas não é fácil. A música muda de ritmo o tempo todo. Manguebeat, rock, reggae. A mistura não ajuda muito quem tem falta de coordenação pra dançar. Aliás, quem tem também tem dificuldades. Mas foi legal. O show inteiro é uma pregação, como em geral acontece com bandas de Pernambuco. A cada 10 palavras, 11 eram"social". Isso enche o saco às vezes, mas tinha uns "é do caralho" e"vai tomar no c..." pra espairecer. Agora, o cara merece meu respeito porque estava com a camisa do Santa Cruz. E por torcer pra um time que está na Série D, tem que ser respeitado.

MQN + Walverdes
Nunca fui num show só do Walverdes, mas já fui em vários só do MQN. E achei a mistura muito foda. Ponto.

Móveis (DF)
Eu adoro dançar e pular com esses caras. Acho o frontman simpático, com a voz bonita, animado. Mas o lugar estava muito cheio. Fui tropeçando e pisando nas pessoas até chegar a um lugar mais tranquilo. Mas tinha um cara com uma mochila enorme nas costas na minha frente. E o cara pulava, dançava e se virava pra conversar com o amigo dele como se não existisse mais ninguém em volta. Não gosto de pessoas assim. Saí de perto depois de levar muitas mochiladas. Aí cheguei ao pior lugar pra ver o show. Tem espaço, mas você só vê as armações de ferro da estrutura do palco. Fica num ângulo de quase 180º. Mas respira bem.Calor infernal, amenizado por conta do lacinho de cabelo que eu pedi e uma menina que estava sentada me emprestou. Gosto de pessoas assim. Saí faltando umas duas músicas, mas não me lembro de ter dançado tanto num show desde... sei lá, o dos Strokes em 2005.

Black Drawing Chalks + Chuck
Tava cheio, mas não tanto quanto no show do Móveis. Foi legal, mas não fiquei o tempo todo.

Mechanics
Não gostei.

Dirty Projectors
O melhor do Noise, apesar de deprê em alguns momentos. E eu gostei mesmo foi do hit que passei a tarde inteira ouvindo. No hit, deu pra dançar.

(Não descrevi muito os shows de sábado porque fiquei com preguiça)

***

Adorando a história da Anita, mas sem muito tempo pra ler. Mas leio coisas do tipo: "Me via separada de todos pela variedade muito particular de autismo que me impedia de acreditar na possibilidade de conhecer gente nova nesse pedaço de mundo em que tinha me enfiado".