Paula Parreira

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Minha situação às 7h30 do dia 2 de janeiro de 2010: acordada há três horas por causa do barulho (algazarra mesmo) de uns imbecis do meu prédio. Neste momento, tô ouvindo Them Crooked Vultures e por isso não estou ouvindo o que eles estão falando na sacada. Mas eu já ouvi. Já ouvi muito. Muito mais do que a minha sanidade (e acho que a de qualquer um) permite.

São jovens. Muito jovens. Acho que chegaram da balada às 4h30. Tudo bem chegar conversando, andar com o sapato no corredor, abrir porta e essas coisas. Mas não foi o que fizeram. Correram pelo corredor, gritaram, bateram na porta e tocaram a campainha do apartamento que fica na frente do meu no qual deve morar algum(a) outro(a) retardado(a) amigo(a) deles. E não pararam mais.

Foram para a sacada, que no prédio é área comum - fiquei pensando em limite e acho que aqui ele deveria ser, no mínimo, o apartamento das pessoas (dentro do apartamento, eu digo). Já cantaram Lua de Cristal, deram boas risadas e se exaltaram conversando sobre política. Achei retardado, porque, além de eles serem mesmo retardados, estou acostumada às informações sérias e de alto nível dos meus amigos Fabi, Pedrinho, Bruno e Dudu, que são as únicas pessoas credenciadas a conversar sobre política na minha frente.

Alguma imbecil disse "se o Ciro sair candidato, eu voto nele", para depois emendar "a Dilma é ótima". Disse que a mulher trabalha mesmo. Aí diante da ponderação de alguma outra imbecil (sei que é outra porque o timbre de voz era outro, bem menos estridente), que falou que a Dilma é ditadora, disse: "Mas tem que ser". É a senhorita-sabe-tudo-sobre-dilma-e-sobre-o-que-é-bom-para-todos-nós-brasileiros. Aí alguém completou com um "a bicha foi guerrilheira" e foi nesse momento que eu levantei da cama e decidi sair de carro.

Fui pra uma padaria longe de casa, porque se fosse perto eu não iria de carro - mentira, porque eu iria mesmo assim. Voltei e tô tomando café. Muito café. Vou escrever a matéria que tenho que fazer e mandar pro meu editor.

Agora, não quero voltar a dormir. Quero esperar um pouco e acordar esses imbecis, porque uma hora eles vão ter que dormir. Já pensei em uma coisa. Vou disparar o alarme do carro e deixar indefinidamente. Ligar o som alto não vai adiantar, porque os apartamentos desses doidos são no final do corredor do andar em que moro e o meu é no início. Não vai chegar lá. Pensei em bater com um martelo na parede do aparamento deles no corredor, porque o corredor é área comum e eu posso fazer o que eu quiser nele, inclusive bater um prego lá. Mas não tenho um martelo.

Alguém aí tem alguma sugestão?