Paula Parreira

repórter + esportes + música + Itumbiara + jornal + Goiânia + futebol + mostarda + dorminhoca + tênis + blog + Guilherme + família + óculos + café + fotos + Pateta + O Popular + marshmallow + amigos

domingo, 2 de maio de 2010

Adoro aniversários. Gosto de dar presentes, de festejar, de brindar, de dar abraços e beijos, de cantar parabéns e de ver sorrisos. E queria estar mais frequente aqui no dia do aniversário do blog, que hoje, dia 1º, completa seis aninhos. Tá bom, não é hoje, hoje. Mas, sabe como é, ainda não dormi e tal. Então, ainda é dia 1º. E eu quase completo dois meses sem escrever aqui.

Costumo dizer que escrever em blog pessoal é sempre desabafo. E quando as coisas estão bem, é difícil "inspiração" para desabafar. Peraí? Bem? Você disse bem, Paula? Sim, nós, românticos, teimamos em pensar que tudo é superável quando a parte afetiva está ok. Tenho um namorado lindo, amigos ótimos e uma família amada e presente. Mas eu não sou feita só disso. E olha que isso tudo é muita coisa.

Tem uma coisa que eu queria muito: que o marasmo e a acomodação me incomodassem mais. Há muito tempo, faço mais do mesmo. E acho que tudo bem se for assim. Qual é mesmo o problema de ser estável? Não sei. Mas acho que há, sim, um problema.

A dois dias das férias mais esperadas da minha vida, acho que é bem difícil sobreviver para aproveitá-las. Nem as férias do ano passado, quando eu ia viajar com a melhor amiga, foram tão esperadas. Foram, pela viagem. Mas agora a espera é para ficar sem trabalhar. Só. Se as férias fossem só isso, já estaria ótimo. Ainda pego um trabalhinho pra primeira semana, mas acho que vai ser prazeroso. Vou tentar fazer algo que quero muito saber que posso fazer.

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E tem o Guilherme. Parece que tudo o que digo pra ele não é suficiente. Não tem só a ver com ele. Tem a ver comigo. Guilherme me ensinou que a convivência pode ser para querer ficar perto cada vez mais e renovar diariamente a vontade de dividir as coisas. Antes, convivência significava enfado. Tempo, antes, significava prazo de validade para querer ficar com alguém, que, reconheço, era bem estreito. Guilherme me ensina que maturidade passa longe das obviedades.

Guilherme me prova que o que eu fazia era ter uma solidão confortável. Zona de conforto só existe com solidão. E ainda assim abre-se uma brecha para os conflitos internos, que envolve você e você e só. Mas se há frieza o bastante para não tê-los, a zona de conforto pode durar para sempre. Achei que a minha duraria.

Guilherme me ensina que relacionamento é não ter zona de conforto. É conquistar cada dia um pouquinho. E todos os dias. É ser insegura pra se achar ridícula depois. É achar que o tamanho do amor não cabe em você, mas entender logo em seguida que há o outro pra te emprestar o "armário" e guardar uma parte dele. Guilherme me faz dizer "pra sempre". Logo eu, que sempre tive a convicção de que ele, o "pra sempre", não existia.

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Planejar as férias. Tem coisa melhor? Viagem pra praia, tempo em Itumbiara, colocar a leitura em dia, ficar em Goiânia e aproveitar o fofo, ter mais tempo pras amigas e pras tias.

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Queria ter recomendado há um tempão, mas não escrevi por aqui. Mas agora leio sempre a Ana Carolina, que é namorada do Daniel, e está na Alemanha. Tem de tudo: "causos" de intercambistas, detalhes das viagens dela que acabam virando dicas de turismo pela Europa, alguma coisa sobre futebol na Alemanha e na Europa (ela parece gostar muito e até já torce pro Bayern de Munique) e desabafos de uma brasileira por lá, ralando muito pra estudar jornalismo e alemão. Vale a pena. O link dela vai ficar aí do lado esquerdo.