Paula Parreira

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010



Ok. Não foi ontem, nem no fim de semana, nem na semana passada. Foi no dia 19 de agosto. Mas o caso é que fui ver o Paul Di'Anno. E não escrevi sobre isso. Eu sei que faz tempo, mas amanhã termina a turnê dele pelo Brasil, em Guarulhos, depois de um mês e dois dias e 20 cidades. Então, aproveitei e escrevi (meio sob pressão, é verdade). Mas jornalista é assim. Tem que achar um gancho pra tudo.


O show do Paul Di'Anno é legal. Muito legal, até. O problema é que a gente fica o tempo todo esperando que ele caia no chão, morto ou vítima de parada cardiorrespiratória. É sério. Ele mesmo passa o show inteiro dizendo que vai morrer e que não consegue respirar. E aí a gente acaba esperando mesmo que isso aconteça a qualquer momento. Mas ele não morre. Nem dá uma caidinha.


Por causa de falta de ar e saúde decadente, ele tosse o tempo todo, só consegue ficar em pé porque se apoia no pedestal do microfone, usa uma bombinha de ar e sai do palco pra descansar um pouco no meio do show. Tem coisas que nunca voltam a ser como antes. Paul Di'Anno é uma delas.


Mas ele diz e faz coisas legais. Pra começar, me cativou com a força de vontade com que canta. E tenta ser simpático. Só no show. Mas ele até conseguiu se redimir da imagem de arrogante e babaca que passou na tarde de autógrafos no dia anterior.


Sim, eu fiz um intensivo de Iron Maiden e Paul Di'Anno nos dois dias que antecederam ao show. Na terça-feira, Gui me fez ver um DVD com a história da banda, da qual Paul Di'Anno saiu em 1982, e fomos na tarde de autógrafos do cara na quarta, um dia antes do show, comemorativo por causa dos 30 anos do Iron Maiden, nome do disco de estreia da banda em 1980.


O lance é que ele foi meio imbecil na tarde de autógrafos. Gui levou dois discos (Iron Maiden e Killers, os que ele produziu com a banda), um DVD (o que a gente viu) e um flyer (da turnê). Ele assinou e tirou foto na maior má vontade. Nem deu moral. Com o Thiago, depois da gente, ele sequer olhou pra foto. Mas, no outro dia, ele foi legal. E vestiu uma camiseta dos Goonies.


Paul Di'Anno abriu o show com Ides of March. Não sou fã nem nada, mas achei que ele poderia ter aberto com uma música do álbum que faz 30 anos em 2010. Mas eu sou metódica mesmo e isso não tem que ser regra. Então, tudo bem. Depois, vieram mais 20 músicas. Ele fez piadas. Antes de Strange World, disse que ia tocar uma música das Spice Girls, porque ela começa tipo uma baladinha.


E o povo adorou tudo. Eu adorei. Dancei. O momento mais massa foi Phantom of the Opera. Mas eu tinha derrubado um pint de Guiness, ainda cheio, um pouquinho antes. Droga.


No final, Guilherme não acreditou que ele voltaria para o bis. Era possível que saísse de lá direto pro hospital, sei lá. Mas ele voltou, cantou Transylvania, disse que Ramones é a melhor banda do mundo, cantou Blitzkrieg Bop e eu pulei muito. Depois, ele finalizou com outra música, cujo nome não lembro e não consegui ler no set list. Olhei pro lado e um pai, que antes pulava feito maluco em Phantom of the Opera, segurava no colo o filho que dormia um sono profundo em meio à barulheira. Não aproveitou o finalzinho do show. Mas é que tem coisas que nunca voltam a ser as mesmas como antes. Tipo ir a um show de rock como na adolescência. Tipo Paul Di'Anno.


***


Comecei a escrever isso ouvindo Belle and Sebastian (The Life Pursuit). Mas confesso que não deu. Quando coloquei Ramones foi bem mais legal.


***

Paul Di'Anno torce pro Corinthians. Numa entrevista a Felipe Machado, diz que acompanha o time há 18 anos e que começou a paixão quando viu Sócrates jogar: "Quando vi Sócrates, foi como ver Deus". Ele é membro da Gaviões da Fiel.

3 Comments:

Blogger Maria Cristina said...

To rindo sozinha do seu post... já to imaginando o cara com um bujão de oxigênio do lado kkkk bjos

10:00 AM  
Anonymous Guilherme said...

Meio sobre pressão? Eu não pressiono ninguém. Eu não pressiono ninguém, tá?

Ficou ótimo o texto. Adorei. Bom pra lembrar do dia, que foi muito bacana, e criar expectativas pro próximo. Bora no She Wants Revenge?
Rs!

Achei legal os detalhes. Tinha coisa que nem eu lembrava. Gostei também da pesquisa histórica! Hehe.
A rigor, só escapou um errinho. Não dá pra ele cantar Transylania. Ela é instrumental.

E o tanto que o Felipe Machado é chatinho? Só podia ser jornalista de revista de auto-ajuda, mesmo.

Beijito!

3:55 PM  
Anonymous Anônimo said...

Seguinte, Transylvania é instrumental...

E escrever sobre o Paul ouvindo Ramones é muito nonsense...

tsc tsc

1:48 AM  

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