Paula Parreira

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Gui fez a lista dele dos dez melhores discos de 2010. E fiquei de fazer a minha também, mas aí lembrei que a minha lista de dez discos de 2010 deve ter uns... quatro só. Sugeri de fazer a lista dos dez melhores discos que comprei em 2010, mas o Gui não quis. Então, vou colocar aqui os dez dele e os meus quatro. E ele merece todo o carinho do mundo porque dos meus quatro, foi ele quem me deu dois. E eu também fico feliz de participar da lista dele de forma indireta, porque o número 1 dele fui eu quem dei.

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Os dez melhores discos de 2010 - By Gui

1) Iron Maiden – The Final Frontier
O melhor disco da Donzela desde Seventh Son Of A Seventh Son (1986). Difícil de ser assimilado nas primeiras audições, mas exuberante quando compreendido. Belas e inspiradas canções.

Vá direto a “When The Wild Wind Blows”

2) Grand Magus – Hammer of The North
A prova de que o Heavy Metal tradicional ainda existe e reina absoluto. E de que a Suécia é realmente um país acima da média quando o assunto é o som pesado.

Vá direto a “Black Sails”

3) Apokalyptic Raids – Vol. 4 – Phonocopia
100% Hellhammer, com pitadas pontuais de Black Sabbath. Genial e feito por quem exala conhecimento de causa. Capa sensacional, diferente de tudo que já fizeram.

Vá direto a “Remember the Future”

4) Mondo Drag – New Rituals
Minha banda favorita na atualidade. 70% Black Sabbath + 30% The Doors. Aliás, melhor nem deixar Daniel Mundim ouvir isso aqui.

Vá direto a “My, Oh My”

5) Darkthrone – Circle The Wagons
Ode à destruição do Metal moderno. Não precisa de mais nada para ser fantástico.

Vá direto a “I Am The Graves Of The 80’s”

6) Robert Plant – Band of Joy
Se continuar lançando discos assim, que uma possível volta do Led Zeppelin nunca se concretize. Sir Robert Plant fez mais uma incursão na raiz da música americana e nos brindou com um disco estupendo.

Vá direto a “The Only Sound That Matters”

7) Violator – Annihilation Process
De Brasília para o mundo com o melhor do Thrash Metal. Old school sem ser piegas ou pedante. Um tapa na cara das bandinhas retro-thrash genéricas. Riffs alucinantes e velocidade descomunal. A verdadeira sensação de estar vivo.

Vá direto a “Poisonde By Ignorance”

8) Motörhead – The Wörld is Yours
O que dizer do seguinte refrão: “Rock’n’Roll music is the true religion, never let you down, you dance to the rhythm. Rock’n’Roll music is my religion; I don’t need no miracle vision; do it ‘till the day I die”?

Vá direto a melhor música de 2010, “Rock’n’Roll Music”

9) Master – The Human Machine
Paul Speckmann sabe como ministrar aulas de Death Metal puro e genuíno. Esse disco é apenas mais um “livro didático” sobre o assunto. Apenas o timbre da bateria poderia estar melhor, o que compromete um pouco.

Vá direto a “Impale To Kill” e ouça no volume máximo

10) Accept – Blood of The Nations
Sim, existe Accept sem Udo Dirkschneider. Mike Tornillo canta demais e Wolf Hoffmann continua o monstro de sempre e compondo riffs de outro planeta.

* Menção mais do que honrosa: Anders Osborne – American Patchwork
Ele é sueco, mas mora em New Orleans há 25 anos o fez o disco mais “alto astral” de 2010. Despretensioso, suave, romântico e com toda aquela malandragem de New Orleans. Só não figurou entre os dez melhores porque fui ouvir só agora já no fim de novembro.

Vá direto a “Meet Me In New México” ou “Echoes of My Sin”, ou “Acapulco”. Hehe.

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Os dez melhores discos de 2010, que são quatro - By Paula

1) Arcade Fire - The Suburbs
Depois do maravilhoso Funeral, eu não tinha me empolgado nem um pouco com o Neon Bible. Na verdade, acho que até hoje não ouvi o segundo disco inteiro dos canadenses. Então, The Suburbs me fez voltar a gostar demais de Arcade Fire, que foi um dos shows mais lindos que já vi na vida, com a Régine com aquela flor vermelha no cabelo tocando o arcodeon. Deve ter algum relato disso aqui no blog, já que o show foi em 2005, mas fiquei com preguiça de procurar agora.

- Vá direto a Sprawl II (Mountains Beyond Mountains). É sério, a música começa meio Abba, bonitinha, dançantezinha, com aquelas vozinhas, e vai ficando sensacional.

2) Kings of leon - Come Around Sundown
Mesmo caso de uma banda que eu ouvia muito até três anos atrás, mas que eu tinha meio que esquecido. Já fui ao show também numa época que achava a banda muito massa, só achei os caras pouco simpáticos.

3) Belle and Sebastian - Write about love
Não é nem de longe um If you're feelling sinister, um The boy with the arab strap ou um Tigermilk. Mas é bom. E fazia tempo que eles não lançavam disco novo. E, claro, eu fui ao show. Inclusive, comprei o cd lá, porque no Brasil só foi lançado agora em dezembro. Tem a Norah Jones cantando com os escoceses uma música que ficou linda. E a música que dá nome ao disco tem participação daquela garota do filme Educação, a Carey Mulligan.

- Vá direto a I want the world to stop

4) She and Him -Volume Two
Gostei. E só. Mas não gostei desse lance de Volume Dois. O primeiro disco da dupla chama Volume Um e o segundo, Volume Dois. Coisa mais sem graça.

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Ainda tenho dois discos de 2010 embalados e, claro, que ainda não ouvi. Se já tivesse ouvido, não estariam mais embalados. O do Pavement e o do Elvis Costello. Então, posso me encantar com eles. Mas o do Pavement é coletânea, então não conta.

1 Comments:

Anonymous Guilherme said...

Êêê!

E a lista está repleta de participações suas. Além de ter me dado o n° 1, deu também o n° 5, Darkthrone - Circle de Wagons.

Em 2010 fomos ao Master e, no ano que vem, vamos ao Iron Maiden e ao Motörhead, em Brasília!

ERRATA: Seventh Son Of A Seventh Son é de 1988. Deeeer!

E faltou o "Vá direto a..." do Accept, que é "Teutonic Terror", faixa 2 dos novo álbum.

Vacilei, vacilei.

;)

5:57 PM  

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