Paula Parreira

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A série que o Gui chamou de Killed by Brasília terminou com o Motorhead. Católicos, espantai-vos. Fomos a um show de Lemmy e cia em plena Sexta-feira Santa. Tem gente que nem trabalha, tipo o Goiás, que, com um técnico devoto, não treinou. Tem gente que vai ao show do Motorhead.

O bom é que fomos, eu e Gui, com um pouco mais de tempo a Brasília. Deu para passear, encontrar amigos e fazer happy hour. No show, Gui disse que dançaríamos um monte. Mas não foi tanto assim. Parece que dançamos mais nos outros dois (Iron Maiden e Ozzy). Realmente não lembro bem das músicas. Mas acho que gostei de Ace of Spades.

Em resumo, Motorhead é direto. Com diz o Gui, "sem firulas". E, apesar de saber que Lemmy is God, gostei muito do baterista. Não gosto de solos intermináveis, como os do show do Ozzy. Mas gostei dos que vi na semana passada. O guitarrista Phil Campbell fez um breve e bom. Já o baterista Mikkey Dee foi sensacional no solo, que poderia durar o quanto ele quisesse que eu não reclamaria.

Fotos:

 

 O melhor mesmo foi que ir com a camiseta do Death Cab. Arrasei, gente, eu sei!
 A mão do Gui.
 O Lemmy e o Phil Campbell.
 Ui!
 Mikkey Dee.
 Cantando.
A arte de equilibrar a cerveja. Que craque!

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E acabei esquecendo do evento com o Daniel Galera em Goiânia, em que ele ia falar sobre o Mãos de Cavalo. Não li o Mãos de Cavalo ainda, apesar de tê-lo, mas já li outros dele.

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Sabe, ando achando tudo uma bobagem. As minhas coisas e as coisas dos outros.

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Decidi que vou ler, depois do Gui, o livro que ele comprou com a história do Led Zeppelin, Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra, do Mick Wall.

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Estou prestes a começar o meu novo-velho Murakami. Mas quero estar mais solta, mais relaxada e, assim, mais concentrada na leitura. Terminei o Solar, do Ian McEwan. Poderia emendar no outro dele que tenho. Mas vou mudar o foco. Fico com vontade de ler logo os lançamentos que gosto e compro, mas aí tenho essa coisa de deixá-los me esperando e, quando os pego, já não são mais lançamentos. Aí, antes de pegar o Murakami, acabei catando um pocket de crônicas da Martha Medeiros pra espairecer.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não basta ser namorada, tem que participar. A cópia da frase do comercial é pra dizer que, em menos de uma semana, fui em dois shows com o Guilherme: Iron Maiden e Ozzy Osbourne. Os shows entraram pra coleção que já incluía Master e Vader. E agora, fazendo uma conta simples aqui, eu acho que meu namorado está me devendo alguma coisa, porque nas costas dele só tem Belle and Sebastian por minha causa. Vou cobrar quando pudermos ver Death Cab e Foo Fighters.

Ir a um show com o Gui não é só ir a um show. É se preparar pra ele. Então, antes de ver o Paul Di'Anno, em Goiânia, vi um documentário com parte da carreira do Iron Maiden. E antes de ir pra Brasília, vi o Flight 666, que mostra a turnê de 2008 (Somewhere Back in Time), aquele filme que tem o Bruce Dickinson pilotando o avião.

Aí chegou o dia 30 de março. Almoço com Renatinha, que agora mora em Brasília, e camisa nova do Flamengo de presente, porque lá tem uma loja do clube e em Goiânia não tem. Um amigo do Gui achou que a gente estaria na fila às 17 horas, mas ainda bem que eu não precisei fazer isso. Chegamos umas 19h30.

Pista premium, a melhor invenção do mundo do show business. Isso, claro, desde que você possa pagar por ela. Eu sei que é sacanagem com quem está lá atrás, que é muito caro, mas foi bom ficar nela. Cerveja fácil de pegar, sem fila. Pipoca, cachorro quente, pizza. Tudo ótimo.

O show foi legal, pulei bastante e cantei algumas partes que consegui identificar. A única música que eu lembrava direito era Transylvania, que é instrumental e não tocou. Gostei de Two Minutes to Midnight, Coming Home, Running Free, The Number of the Beast e Blood Brothers, que o Bruce dedicou às vítimas dos terremotos e do tsunami no Japão, onde eles tiveram que cancelar um show por conta da tragédia.

Achei o Iron Maiden uma banda democrática. Todo mundo tem espaço, apesar do Bruce ser um cara simpático pra caramba e ter aquela empatia natural com o povo. Mas parece que é porque o Steve Harris manda lá. Só que é legal ninguém ficar apagado, todo mundo pode fazer o seu solinho e tal. O Janick Gers é divertido, põe a perna para cima, dança, faz umas micagens.

E, como eu sou eu, tenho que reclamar dos folgados que acham que estão num show exclusivo e fazem aquelas coisas básicas, tipo dançar como querem e acabar batendo em todo mundo, tipo pular com a cerveja e molhar o pessoal ao redor.

Uma coisa que me revoltou foi a ausência do Eddie, aquele boneco, em Brasília. O bicho estava nas outras cidades. Se tem o troço na turnê, tem que ter em todos os lugares. Caso contrário, descaracteriza o show e não é justo com os fãs. Também disseram que o palco foi bem menos suntuoso do que o da turnê de 2009, quando eles também estiveram em Brasília (e o Gui foi).

***

Aí veio o dia 5 de abril. Não tenho como não achar o Ozzy decadente. Sério. Mas reconheço que ele me surpreendeu. Conseguiu levantar o baldinho de água, correu daquele jeito deprimente dele, mas correu e cantou bem. Achei o Ozzy bem mais simpático do que o Bruce, apesar de achar que é meio temerário fazer esse tipo de comparação. Mas ele só consegue pular apoiado no pedestal, tem tremedeira na mão esquerda e precisa descansar no meio do show. O único problema foi esse.

Na hora do descanso, o Ozzy some e começa o ziriguidum. O tal do Gus G, que reconheço que é bom e tem aquela coisa anos 80 de colocar um ventilador pra fazer ventinho no cabelo, faz um solo interminável. Com Brasileirinho. Fiquei esperando a Daiane dos Santos fazer o duplo twist carpado no palco. Ou, como diz o Gui, eu quase fiz o duplo twist carpado.

As pessoas falam que eu sou ranzinza e que não entendi que o guitarrista estava tentando uma conexão com o público brasileiro. Mas, na boa, eu não fui ao show do Ozzy esperando ouvir um chorinho num solo de guitarra. E depois veio o solo de bateria. É por isso que eu interrompo aqui pra mandar um recado: "Ozzy, meu filho, não deixa esses caras fazerem solos no seu show. Cante mais músicas, ok?"

E como eu me dou bem fazendo crítica dos serviços e não do show, vou continuar. A cerveja era Heineken, o que é bom, mas só a primeira foi gelada e sem fila. Depois, tive que encarar o tumulto pra pegar e tomar o troço com gelo. Não tinha comida lá dentro. O Sepultura abriu, o que é melhor do que o tal de Khalyce que abriu o show do Iron Maiden, mas não chega a ser tão bom assim. O Gui fala que o Andreas Kisser não sabe mais tocar as músicas do Sepultura da época do Max. Pra citar as músicas que eu gostei do Ozzy, escolhi uma que é só dele (Mr. Crowley) e uma que é do Black Sabbath (Paranoid).

***

As fotos, por enquanto, são só do Iron Maiden.

 O Steve Harris.
 Janick Gers. Fiquei do lado direito do palco e só deu pra fazer foto dele.
 Encontramos o Juca lá.
 Grrrrrr.
 Janick Gers.
Nós. O Gui cantando.